terça-feira, 19 de janeiro de 2016

High frequency

O problema era a intensidade.
Para mim estava perfeitamente audível.
Para os outros: Ensurdecedor, coisa demais.

E vice-versa.

Parece que minha banda do audível (ou seria “sentível”?) opera noutra frequência.

Sobre intensidade,

e sobre ansiedade:

Eu poderia (deveria?) reduzir minha intensidade para corresponder à superficialidade dos outros.
Eu poderia também matar,
e morrer.

No fim, o efeito me seria o mesmo.

domingo, 8 de novembro de 2015

Eu tenho vontade de desistir.
Primeiro porque eu sou intensa. Segundo porque essa intensidade precisa fluir. Fluir pra todos os cantos, irrigar a árvore toda para que ela cresça por igual.
Seus cuidados, seu jeito de sentir e fluir opostos ao meu faz com que o medo apareça em detrimento da intensidade. E assim fica uma intensidade comedida, uma meia-intensidade, uma “quase eu”.
 Por quê? Ah, porque quando a gente é intensa, a gente se alimenta de extremos. Seja pelo sim, seja pelo não...Mas nunca pelo silêncio ou pelas reticências.
 O talvez é a cólica. O talvez é a pedra que pode se tornar tanto uma barragem, quanto ser removida no caminho do meu rio. E esse rio não pode ser contido, tanto quanto você não quer ser dominado. Ele até pode. Mas aí vira um depósito sem movimento, dependente do seu controle de permitir que escoe mais ou menos água.
Aqui temos uma diferença: Eu quero, mas não posso. Você pode, mas não quer. No fim, pelos mesmos motivos. Nossa natureza não nos permite que sejamos diferentes daquilo que já somos, construímos, nos identificamos.

É por isso que tenho vontade de desistir.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Eu olho pra tela do computador, penso em meia dúzia de palavras e apago. Fecho os olhos, me sinto estúpida. Escrevo, apago. Que bom que sem borracha, senão tudo isso estaria uma bagunça – Penso.
Meu coração tá tão apertado. Parece que eu dei um nó aqui e nada o desfaz.
Eu não consigo ignorar, dar menos importância, dormir pra passar. Você está lá, algo precisa ser feito! Alguma palavra precisa ser dita! A gente precisa se entender. Neste momento é tudo o que eu mais quero, pra que essa sensação aterradora de “game over” vá embora.
Ainda estamos. Mas este nó insiste em me dizer que algo está errado. Ele me cutuca, me machuca, me sangra por dentro pra ninguém ver (nem eu).
Quero lutar, quero errar menos, quero ser leve. Mas a cada discussão me sinto lutando pouco, errando demais e pesando demais.
Gosto tanto, sinto tanto, mas parece que não sou eu que deveria estar aí, e acho que é por isso que dói.
Sinto, sinto muito.

Será que você sente também?

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

"Eu quero a sorte de um amor tranquilo"
Não penso que um amor tranquilo é questão de sorte. É questão de estar preparado para viver um amor tranquilo. É estar disposto a aquietar o coração entre as suas batidas descompassadas e paradoxalmente ritmadas.
É querer tranquilizar-se, amar-se tranquilamente primeiro. Quando estamos em sintonia boa, atraímos os iguais... Quem sabe aí, iguais, teremos a consequência, não a sorte, de viver um amor tranquilo compartilhado.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Sinto, logo existo

Tanto tempo tinha se passado,
E eu nem tinha percebido.
Na verdade, não tinha sentido. Em todos os sentidos.
Os dias passavam rápido demais
E nada me fazia parar.
Nada me fazia sentir.
Nem aquela velha dor que precede o amor.
Acreditei que tivesse perdido a habilidade.
Na verdade, capacidade.
Capacidade de sentir uma felicidade boba,
Aquela capacidade de ficar sorrindo à toa
Normalmente por um motivo que tem nome, sobrenome e pode andar.
Dá vontade de gritar a plenos pulmões que eu existo.
E que sinto, sinto muito.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

O problema era a intensidade.
Para mim estava perfeitamente audível.
Para os outros: Ensurdecedor, coisa demais.

E vice-versa.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Às vezes eu acho que tenho algum tipo de compulsão por problemas.
Parece que gosto de me afastar de energias delicadas e resolução de problemas... Me cerco de complexidade e caos. Parece que só me envolvo com aquilo que é certo que é errado, porque o mais certo é não dar certo!
Parece que eu levei essa história de explorar a complexidade longe demais...

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Não me conformo quando vejo meus coleguinhas de classe "média alta" vendo pessoas em situações deploráveis, de risco, de miséria e dizerem barbaridades como: "É.. são as escolhas da vida".
Pessoas como estas escolheram trancar a faculdade pública por um ano para fazerem intercâmbio com o dinheiro do pai. Escolheram usar todos os tipos de drogas ilícitas e lícitas pra rolar aquela "fissura" nos rolês, nas viagens caras sustentadas não por seu próprio dinheiro. Escolheram votar num político que representa sua classe social e ajuda na perpetuação da situação de miséria daqueles que... "Escolheram" tal situação. Escolheram encher a boca e esbanjar uma mentalidade vomitada e enlatada que leram em alguma matéria de um blogueiro tendencioso e acharam verdade absoluta.
Até agora são produtos das escolhas de suas famílias bem sucedidas e dizem que a miséria de cada um é uma questão de escolha?
Dessas mesmas bocas, ouvi que a mulher poderia escolher abortar uma criança com Síndrome de Down, por ser imperfeita, por ser um problema! Por Zeus, acho que essa pessoa tem muito mais problema do que qualquer criatura com uma trissomia ou uma doença terminal em uma UTI.

O povo brasileiro quer uma reforma política, mas não se preocupa com uma reforma íntima, reforma moral!
Roubamos idéias, matamos almas, mostramos despreparo para lidar até conosco mesmo.... O próximo nem preciso mencionar, né?! Fazemos "escolhas".
Minha escolha é fechar os ouvidos, minimizar as "janelas" perante tal acordo de ignorância.


"Já não é mais impressão, agora eu sei.
Sabe de mim como se lesse meus pensamentos
Fala com os olhos, quando me olha, eu não aguento.
E fico assim, em suas mãos, feito um menino.
Às vezes acho que você é dona do meu destino".


E aí você percebe a poesia escondida nessas músicas de corno. ♥

domingo, 5 de outubro de 2014

E em pequenos momentos, sou eternidade.

sábado, 27 de setembro de 2014

Aos poucos me abri.
Te permiti.
Deixei que me conhecesse mais a fundo, no plano psicológico.
Tentei fazer o mesmo contigo, não sei se bem sucedida fui.
Em decorrência das nossas escolhas, nosso livre arbítrio, os desencontros seriam questão de tempo.
E foram.
Não me contentava, não me completava ser indiferença, ser mera opção.
Gosto do frio na barriga, mas gosto de mais.
Gosto da liberdade sem limitar meus sentimentos, meus dias, minhas palavras e sensações.
Fico sem hora pra ir embora, vou embora sem ter hora pra voltar... Tudo depende do nível no qual fui cativada por aquele momento, e pelos outros momentos em que eu desejar.
Pois foi neste clima que eu saí, e seguindo a brisa leve que faceira me carregava, decidi partir.
Quando tu se apercebeu, tentou reverter a brisa anonimamente, porque é do teu feitio omitir sua natureza. Mas ninguém manda nos meus ventos, na minha natureza que exalo ao caminhar.
Usou então da sua maldade. Da minha vulnerabilidade. Do conhecimento que te concedi quando lhe julguei merecedor.
Abusou da minha paciência. Do respeito e consideração que haviam sobrado.
Me esgotou.
Me cansou.
Foste baixo, humano fraco. Talvez uma criança mimada com seus quereres.
Tudo porque ainda não aprendeu que na natureza nada se pode controlar.
Nem criar.
Nem destruir.
Por isso continuo...