terça-feira, 24 de novembro de 2009

Tudo o que foi. Tudo o que será.

Comece pelos olhos.
Olhe, veja, repare. Sinta através dele toda a sensação que teu corpo te priva
(ou pelo menos privou).
Depois temos as mãos.
Afague-as, aperte-as, deseje-as e precise disso como se tua alma dependesse do simples toque da pele do ser tão almejado.
Que tal a respiração agora?
Mais perto, você pode sentir mais do que uma respiração atrapalhada, você sente fragmentos vitais sendo enviados para ti que parecem dizer: “Confie em mim, venha comigo, eu te amo.”
...
Agora comece pelo canto da boca.
Se sinta como um guerreiro cansado e se renda. Renda-se ao simples toque complexo de duas bocas sutis, que única e simplesmente se precisavam.
(e continuam se precisando, se buscando)
Depois avance lentamente.
Percorra teu lábio trêmulo por aquele outro como se tivesse medo e ao mesmo tempo necessidade do toque. Involuntariamente recue, retorne. Não desista, o melhor virá.
E quando o medo se esvair e a certeza se firmar...
Lábios se tornam firmes e certos. Faz sol, está quente.
Dentro de ti faz calor, faz amor, faz tudo ao mesmo tempo e, você parece calma.
Você está calma.
A tempestade se foi, o sol abriu.
Seu amor se aflorou e, toda a dor sumiu.

“Felicidade é um fim de tarde” sentindo o pôr-do-sol da ETECAP.

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