segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Sou "tão" perto de você.


"De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."
Na não. Foi mal Vinicius. Definitivamente não é um bom final de poema. Não mesmo.
Haja visto que é um soneto de fidelidade, como prometer fidelidade a algo finito, mortal? Não seria contraditório? Prometer fidelidade à uma "duração" parece triste ou fraco.
Talvez eu possa ser extremista demais, ou louca demais.
Talvez você me veja como uma maluca, divagando em cima de um soneto auspicioso tão elogiado de um "gênio".
Que seja! Na minha insanidade me faço, me sinto... Sã.
Na minha insanidade estamos ambos (os dois) sãos.
proponho assim, um novo "fim".
"Que não seja imortal, como a chama
Mas que seja infinito, posto que é eterno."

0 comentários: