quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Veja só...

"Tô indo pra onde haja sol, pois o meu coração é meu lar."


Uma etapa enfim é concluída.
É o prenúncio de outra, não necessariamente mais fácil.
O importante é que haja persistência. O êxito será apenas resultante da variável do meu esforço.
Às vezes quero tanto dar o meu melhor nas mais diversas situações do meu dia-a-dia e me pergunto até que ponto os que me cercam estão dispostos a fazer o mesmo... A resposta nunca me parece satisfatória.
Como já disse, o importante é que haja persistência. Da minha parte, mais do que qualquer uma outra. Afinal de contas, se eu sempre vivi e idealizei minha vida independente dos conceitos e ações dos outros, porque eu deveria começar a me abater agora?

Boa noite e Feliz Natal!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

E eu disfarço,

São 23:51 PM, e meus olhos ardem.

Ardem de sono. Amanhã será um longo dia.
Não digo trabalhoso, será sábado.
Trabalhosa foi a minha semana.
Algo pra se indignar, algo pra se "abstrair".
Nada tão ruim que se torne significante. Talvez algo bom que mereça ser chamado, "memorável".
Às vezes eu só gostaria que as pessoas fossem mais descomplicadas. Menos egoístas, menos prejudiciais.
Às vezes eu gostaria de ser menos "pessoa", para que cada dia eu me sentisse menos misturada a tudo isso.

É que eu ainda tenho meus ideais,
E eu ainda quero lutar por tudo isso (eu acho).

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Uma Alguém...

...Que sempre vai estar lá, com aquela conexão direta incomum.


Alguns chamam de amiga,
Eu chamo de anjo particular. Conselheira, irmã de espírito (haja vista que nossos pais são diferentes).
Passa uma semana, sem contato verbal algum. A eletrostática fala por nós.
Não é preciso tantas palavras com os nossos olhares inquietos.
Não é preciso ter o medo da perda. Esse amor sincero é dar sem esperar nada em troca.
E eu só quero que isso nunca se perca...Como vem provando pra mim que não irá acontecer.

Quero estar com você, te ver e crescer junto.
Te aplaudo, "fadinha".

:)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Eu estava

E estive.

Eu passei um longo tempo dormindo em cima das coisas nas quais eu acreditava.
Às vezes eu ainda acho que faço isso.
Mas honestamente, para mim hoje é um grande avanço ouvir as músicas do Bon Jovi sem chorar, sem corar, sem querer gritar ou me descontrolar.
Agora dá pra ouvir e gostar sem sentir dor.
Talvez eu tenha crescido, amadurecido.
Talvez eu só queira acreditar que tudo isso está acontecendo e pronto.
No fim das contas eu só continuo sentindo aquela mesma coisa...Aquele medo.
O medo do incerto.
Mas o que é a vida, senão um grande mar de incertezas, no qual eu sou uma desvairada que usa uma jangada?
E é nesse mar de incertezas certas que a minha jangada esbarrou numa lancha.
Uma lancha protetora tão frágil quanto a minha jangada, mas incrível e paradoxalmente forte na qual eu me agarro mais e mais, com cuidado e...Com amor.


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Happens all the time

E eu tenho medo.


Medo de dizer que eu vou, eu quero, eu sou...E que amo.
E ter medo, não tem por significância, o impedimento em mim, de tentar.
Eu tentarei até onde aguentar, onde puder.
Até as forças desta reta, que uniu estes dois pontos, se acabar...Se é que acaba, se é que algo bonito assim pode ser finito.

Boa noite, obrigada.
:)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Felicidade, sem utopia.

Longe de estar frio.

Longe de ficar morno.
Nem tão quente, senão queima.
Consideremos tudo nas CPTP (Condições Perfeitas de Temperatura e Pressão).
Tudo ao seu tempo, sua hora.
Hora essa, determinada pela disposição e força de vontade. (Não idade, risos).
Sabe, existe uma equação física onde se lê: Trabalho = F.d.
Neste caso, força e deslocamento pra mim são lidas como força e disposição.
Elas dão trabalho! Mas com paciência e, é claro, aquele sentimento, é recompensador!
Pra ser sincera, estar disposta e forte sempre me pareceram prazerosos... Por conseguinte o trabalho também será prazeroso!
Tá certo, chega de conceitos físicos e conceitos mal criados. Eu nunca fui muito boa em exatas.
Sou, sempre fui muito humana. Muito falha.
Mas tenho tentado me corrigir, me policiar.
É certo que dá trabalho, mas com força e dedicação...


Um carinho, um almoço, um cafuné.
E eu acho que é só o começo de 'um marco' na minha vida...
Talvez não só na minha.

domingo, 7 de novembro de 2010

Merda no Ventilador

Ontem me desequilibrei um pouco.

Ontem fiquei feliz demais um pouco.
Senti muito medo um pouco.
Senti muita confiança um pouco.

Ficar, sentir, pensar... Temo por fazer isso demais o tempo todo, e não só um pouco.
Eu gosto de opiniões, eu gosto de conselhos.
Mas eu odeio errar, odeio passar por errada. Temo por errar o tempo todo.
Detesto pré-conceitos, detesto padrões definidos em leis constitucionais julgados pela errônea sociedade, detesto "pragas"mal rogadas, detesto ficar com minha cabeça cheia.

Cansei de detestar tanto, chega.

sábado, 6 de novembro de 2010

Estranheza, que beleza!

Sabe, as pessoas são "lindos problemas".

Em sua maioria, complicadas, restritas, e cheias de ditarem regras e criarem filosofias vãs de vida.
Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.
Ou então, faço de conta que faço o que digo...mas acredite (ou não) eu não faço.

Às vezes me irrito com as pessoas. Com seus gênios, manias, estranhezas.
Às vezes me lembro que sou uma pessoa.
Então não me irrito mais.


Oi, meu nome é Maristella, amanhã eu vou fazer Enem inútilmente...Mudando de assunto, eu não paro de pensar nele...

Boa noite.

sábado, 23 de outubro de 2010

Eu já nem sei se eu tô misturando...

Manipular, controlar.

Saber, possuir ou querer ter certezas.
Chorar sem motivo, encontrar motivos que não existem.
Medir cada passo, planejar cada atitude, conseguir o almejado e manter tudo nos "eixos".

Durante muito tempo, eu quis, e "diz que fiz" tudo isso.
Engraçado, hoje eu mal possuo o controle de mim mesma.
O Eu lírico tem nome próprio escrito com letra Maiúscula, e não tem e não quer controlar nada.
Ele quer viver e deixar viver.
Viver e deixar o tempo passar.
Sem sentenças, sem promessas, controles ou manipulações.
O interessante é deixar que o tempo se encarregue de colocar tudo onde se deve ficar, se é que deve ficar. Digo isso pra tudo. Pelo menos consigo dizer hoje.

"Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo."

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Responsabilidade e Diversão

Hoje eu quis cantar.

Cantei, por um longo momento, estremeci.
Realizei:
Nada continuava a ser como era antes.
Talvez eu fosse mais inocente no passado, e ouvia minha própria voz de um jeito mais doce.
O que eu ouvi hoje, não me surpreendeu. Não me realizou.
Por um momento, quis chorar.
Então eu vi o que estava faltando... Ah sentimento! Ah, emoção!
Pra que cantar pro mundo me ouvir, se eu esqueci de cantar pro meu coração?
Foi esse mesmo coração que me colocou e me mantém no meio de toda essa música, no meio de tudo isso...
Ninguém melhor do que ele pra receber um retorno.
Assumo meus demônios e meus anjos, e canto.

Canto pra mim, canto pra quem quiser me ouvir, canto pra você e, canto pra ele...o meu coração.
Boa noite. :)

Antigas lições, eternos aprendizados

Sábado, 5 de Setembro de 2009...Pouco mais de um ano, eu escrevi o seguinte:


"Por um determinado ponto, passará uma reta, duas retas, um feixe de retas...
Infinitas retas.
Como o oito deitado das minhas sensações adoráveis no amor.
Já por dois pontos, passará apenas uma reta. Nada mais do que isso. (se não me falha a memória de um péssimo terceiro ano em matemática)
Uma única reta.
A reta da promessa, da recriprocidade e do finito.
O finito que só serve para delimitar os participantes das minhas sensações adoráveis no amor."

Hoje, 21 de Outubro de 2010, Um ano à frente disso, a lição ainda persiste. A matemática da vida e do amor não mudam.
O que mudou, foi o professor; Foi o traçado da reta que conecta esses dois pontos, foi a forma simples como eu aprendi e passei a desenhar essa reta que, finita ou não, eu não me canso de desenhar.


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Straight from the heart

"Eu poderia começar a sonhar, mas isso nunca teria fim."

Por que não, começar a sonhar para começar a realizar?
Sonhos que se constróem ao passo que construo, que construimos sua realização.
Me cansei de ficar parada olhando pra frente, e esquecendo de que a base que construímos no presente, é fundamental na manutenção e prosperidade de um futuro.
Nada é tão complicado a ponto de não ser resolvido.
Nada é tão improvável, a partir do momento em que você passa a enxergar possibilidades.
E isso é tudo o que eu enxergo hoje,
Possibilidades.

Por que não, vontades?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Acreditar, realizar.

Acreditar em algo, é o começo de tudo.

Se esforçar na realização de algo, é intermediário, é necessário.
Ver tudo se realizar, o idealizado se tornar concreto...É consequência do esforço, da batalha contra o medo e contra a ampulheta da vida atual, que passará, dando espaço para uma nova, e assim por conseguinte.
Digo uma nova, pois nunca seremos os mesmos que somos agora. Não nestes papéis, não nestas situações. Porém, sempre enfrentando as dificuldades que nos são propostas, e alcançando metas que propomos à nós mesmos.

Às vezes nos sentimos tão saturados. Tão perdidos.
Parece até que o mundo está acabando e ninguém te avisou.
Todos os problemas alheios são pequenos e fúteis. Dane-se a fome mundial, a corrupção, a desigualdade... Tudo é tão pequeno quando o sofrimento é nosso, só nosso.
Eu não digo isso a fim de apontar o dedo à ninguém....Longe de mim fazer algo parecido.
Digo isso como autocrítica. Digo isso à mim mesma, de modo que eu me corrija. Que eu me policie e veja como tudo poderia estar bem pior. Tudo sempre pode piorar!
Então, deixando todo esse Realismo-pessimismo de lado, e assumindo o meu lado Romântico-pseudo-racional que insiste em viver comigo, eu digo que, Assim como tudo pode piorar...Vamos crer que tudo só tende a melhorar.
É preciso acreditar.
É preciso buscar.
É preciso tentar, e ter, quem sabe, "O Realizar".


"Tentar e errar! mas errar com uma imensa vontade de acertar."

Boa noite.

domingo, 3 de outubro de 2010

Quebre Regras

Quebre tudo aquilo que foi proposto, e que se pararmos pra pensar...Não existe.

No jogo da minha, sua, nossa vida...Não existem e nunca existiram regras.
Existem fatos, e existe aquilo no que você decide transformá-los.
Importe-se, seja importante.
Seja o céu, um sol do meio-dia, um dia chuvoso preguiçoso... "um Anjo".
Seja o que quiser e o que precisar ser. Num momento ideal e só seu, que no fundo... você nunca saberá se é realmente o ideal. O ideal é que não deixe isso passar, e ponto.
Eu poderia passar horas a fio aqui, discursando a minha vontade e disposição de viver esse mar de coisas que, sutilmente, me está sendo proposto. Eu poderia gritar a plenos pulmões, ou sussurar num certo ouvido, tudo o que me atormenta e tudo o que me faz feliz.
Eu poderia dizer que uma certa simples presença, tem transformado um dia qualquer em memória permanente. Em coisa gostosa de se lembrar. Em sentimento gostoso de se sentir.
Eu poderia ter jogado tudo pro alto naquele instante, inclusive o medo e a probabilidade iminente de te ver correr porta à fora assustado, e ter dito uma meia dúzia de frases bonitas. Uma meia dúzia de sentimentos incertos, mas coerentes e paradoxalmente verdadeiros.
E agora terminando...Eu poderia dar uma desculpa esfarrapada qualquer e dizer que é fase, que é coisa da idade...Que é (in)consequência da minha imaturidade. Mas tanto eu, quanto você...Em algum lugar do tempo ou do sentimento, tem a convicta certeza banhada em medo, de que tudo isso pode ser, como tem caminhado para a mais plena verdade.

E assim eu vivo, um dia de cada vez.

sábado, 25 de setembro de 2010

Tudo aquilo que te faz sorrir

Converse comigo. Fale de tudo, sobre tudo.

Hoje eu quero te ouvir, te sorrir.
Quero poder dizer que pra cada erro, existe um acerto. Que pra cada medo, existe uma certeza. Que pra cada palavra, existe outra...Talvez até como resposta.
E na tentativa de me mostrar uma fraqueza, uma perturbação, eu não consegui enxergar outra coisa senão uma imensurável fortaleza. Uma coisa, um alguém que foge completamente de qualquer padrão...Haja vista que padrões, para mim, ultimamente, tem sido sinônimo de coisas comuns, vãs, e ruins... Então considere-se muito.
Consegui me recordar do momento em que o mundo era um lugar bom para se viver, isso é cláro, embebida na "santa ignorância" que perdemos ao longo da vida que levamos.
Às vezes acho que gostaria de permanecer feliz com aquelas aparências que se foram.
Mas se foram. E, como tudo que vai, sem dó nenhuma de ter ído, permanecerá longe...Inexistente, em algum lugar do tempo.
Mas, falemos de outra coisa! Falemos de coisas boas, Dê-me algumas risadas, me faça rir também. Me deixe imersa em algo diferente da ignorância, diferente da mentira, avesso à hipocrisia.
Me faça mergulhar em algo que eu não sei o que é, e nem sei se quero tentar explicar.

Boa noite. :)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Voa,

"É debaixo dessa terra, que nos deixam descansar."


E quando a gente acredita que não pode mais, algo lá de dentro nos motiva a continuar.
Não sabemos ao certo pra onde, mas o continuar sempre se demonstra promissor.
Então continuamos!
Por um momento, hoje quis desistir.
Eu quis me desligar de tudo, me esquecer de tudo e ter tempo para nada.
Hoje me perdi, me confundi e desejei que o mundo acabasse depressa. Desejei que todos esquecessem aquele deslize em questão, afinal de contas, minhas conquistas já foram tão maiores (Eu, presunçosa pensei).
Mas, como tudo tem conserto e nenhuma tempestade é eterna...Eu esvaziei o copo d'água tempestuoso e respirei fundo. "Alto lá, Maristella!"
Me lembrei de que quando caímos fundo, só nos resta subir (Créditos ao Marco).
Como eu não caí tão fundo assim, restava-me alguns metros e me atentei para não "caí-los" antes da hora. Respirei novamente, e subi.

Agora, olho pra janela e sinto o cheirinho da chuva. Parecem lágrimas nos meus olhos, mas não é salgada e nem quente. A janela entreaberta permitiu alguns felizes gotejos na minha face.
Eu não sei ao certo o que é, mas eu posso sentir que coisas boas estão por vir.
Como sempre, eu não largo esse otimismo, positivismo crônico e coletivo. Eu teimo, e talvez temo a chegada de algo bom. Tão bom, que talvez eu nem acredite, mas que desejo intensamente.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Pirilume, Vagalampo

"Pirilampo, vagalume, Cadê luz pro meu cantar?
Tanta coisa acontece, que carece matutar.

Pirilampo, boiadeiro tange o gado sem saber que o gado é quem o leva, quem é boi não tem querer."

Não sei ao certo o motivo, mas não consigo ser boi.
Não consigo ser levada, não consigo "não ter querer".
A grande maioria nunca me atraiu, e ser diferente sempre foi uma regra inconsciente do meu ser.
Você deve se perguntar :"Diferente como?"
E eu te respondo : "Não sei".
Só sei que nunca me vi igual a todo mundo, nunca segui padrões, nunca gostei do comum, do belo.
Se você anda na calçada, eu ando no paralelepípedo.
Se você bebe pra esquecer, eu bebo para comemorar e com uma doce melancolia relembrar.
Se você fuma pra socializar e se divertir, eu trago pra matar uma parte de mim, ou uma vontade que há de vir.
Se você canta porque gosta, eu canto porque não só amo, mas sinto a música vibrar com o vento que bate nos meus cabelos, sinto a música com o coração...E sei que ela também me sente.
Se você fala por falar, eu falo por não pensar...E às vezes falo por até pensar demais.

Talvez você agora diga :"Mas eu não faço nada do que você disse."
E então agora eu te digo: Apresente-se. Se mostre à mim, diferente do mundo que eu costumo ver ao meu redor.


sábado, 18 de setembro de 2010

Quando um violeiro toca

"Quando um amor começa, nossa alegria chama, e um violeiro toca em nossa cama.
Então os olhos dos bichos, são os olhos de quem ama,
Pois a natureza é isso: Sem medo, nem dó, nem drama."


Hoje eu resolvi parar de correr.
Correr de tudo. Pra tudo.
Cheguei a conclusão, de que eu corria até de coisas que eu desconhecia.
Eu corria pro amor, e depois corria da dor. Demorou pra descobrir que o amor, de verdade, é indolor... Porque uma virtude tão pura e benigna como essa é incapaz de fazer mal pra alguém, de qualquer forma que seja.
Eu corria dos problemas, mas não fazia idéia que quanto mais eu corria, mais eu acumulava pra dar de cara com eles, quando eu estivesse cansada de correr...E por conseguinte, cansada demais pra aguentar tudo de uma vez.
Eu corria de decisões, e não tinha noção de que elas são grandes determinantes na atual conjuntura da minha vida.
Eu corria, e me custou ver que o motivo concreto, que sempre me deixou assim...Acelerada, foi ele : O medo.
Por mais voltas que eu dê, por melhores argumentos que eu encontre, é Nele que eu me debato e caio novamente.
E como hoje eu resolvi parar de correr... eu parei de cair.

Eu tenho vontades, sonhos, ambições e um potencial pouco explorado.
Veja só medo, você é muito menor do que tudo isso!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Orgulho e Responsabilidades

Escolhas.

Se somos feitos delas, sinto-me então, vazia. Feita de nada.
Não tenho escolhido muito. Tenho escolhido nada.
Me perdi num "tanto faz", no "morno" da vida e acabei esquecendo o que é almejar um posto.
Hoje não sei se me lembro pelo que sinto paixão.
Não sei no que me destaco.
Sequer sei onde quero chegar. Quero que seja longe desse "tanto faz".
Preciso redescobrir minhas preferências, balanceá-las e unir com os proventos que tenho recebido, preciso de foco e determinação.
Mais do que isso, preciso redescobrir meu dom.
Porque o violão, a voz e as palavras...Já eram.
Já foram.
É sonho pra sonhar mais tarde, e eu só espero que não seja tarde demais.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Nem tudo que é bom, volta.

Nem tudo se aplica a tal da teoria do Boomerang que eu extraí daquele canal de desenhos.

Feliz ou infelizmente não.
Hoje, por frações de segundos, tive a ligeira sensação de que aquela coisa que há um certo tempo foi maior do que eu, maior do que a minha vontade de conter, maior do que a força pra lutar contra...Foi se apoderando de mim novamente.
E tenho dito: Foi ligeira.
Ligeira, leve e solta.
Veio rápida, partiu um pouco mais devagar do que veio, e deixou saudade.
A saudade que nem o português em sua linguagem e literatura rica e em alguns aspectos exclusivos pôde explicitar em palavras.
A saudade gostosa de se sentir, e só.
A saudade acompanhada do reconhecimento, de que aonde quer que eu vá...Desde que eu saiba que de alguma forma a felicidade te acompanha, feliz também estarei.
Longe de todo aquele poderio, meu falso absolutismo disfarçado em fraqueza, sinto-me leve.
Leve por ter transformado. Não esquecido, jamais diminuido. Transformado, colocado em seu devido lugar.

Eu não sinto falta de amar, pois todos os dias da minha vida eu tenho amado.
Às vezes só sinto falta de dizer que amo.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A Confusão

Eu não sei bem ao certo como me sentir hoje.

Eu não me lembro bem como me senti ontem.
Eu não faço a mínima idéia de como me sentirei amanhã.
Peço...Quero, Ordeno-me que, no mínimo, fique bem.

Por um momento, hoje estremeci.
Estremeci quando refleti sobre os coadjuvantes, ou antagonistas que permiti protagonizarem minha vida de forma paradoxal e triste.
Sim, permiti.
Talvez, mais do que permitir, eu implorei para que isso acontecesse.
Sempre foi tão fácil me transformar de "forte" em "fraca" e "dramática".
Nunca foi fácil a transformação reversa.
Sempre fico assim, estarrecida, quando penso na importância em demasia que dei pra tanta coisa "desnecessária", como diziam um bocado de pessoas.
No fim das contas, eu continuo dando importância demais pra fatos corriqueiros, pra palavras bem escolhidas, algumas até forjadas.
É essa "importância em demasia" que me faz ver o aprendizado em tudo.
Cada tropeção, cada machucadinho que demora pra cicatrizar (Porque tenho plaquetopenia) é valioso, é pura lapidação.
Eu prossigo com a maldição, com a "doença dos sonhadores".
E, Diferentemente de ilusão, é sonho.
E sonho, a gente consegue realizar.

Ps: Se o devido esforço for feito, se o devido merecimento eu tiver.

sábado, 4 de setembro de 2010

Same Mistake

"Vou tomar o caminho mais reto,

Vou seguir direto até onde eu quiser."

Dia após dia, cometemos erros.
Ora um, ora outro. E por diversas vezes, os mesmos erros.
Aprendemos muito com eles, mas, honestamente, aprendemos muito também com os acertos.
Hoje eu quero aprender com meus acertos.
Hoje eu vou fazer o que gosto, vou falar o que quero.
Eu não sou só medo, eu sou também realidade e, por mais que a realidade seja temida, ela é única e composta pela promessa do amanhã melhor.
Hoje...Não vou ficar sentada esperando esse amanhã melhor.
Já passou da hora de buscar, batalhar, conquistar.
Ninguém nunca disse que seria fácil, e eu sei que não é mais do que aquilo que eu consiga fazer.


Uma boa noite. C:

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

To Care

Às vezes me pergunto até onde as pessoas se importam.

E tenho dito: Se importar é diferente de se meter, se intrometer.
Talvez muitas pessoas se importam, só que por diversas vezes não explicitam sua "empatia" para com determinada pessoa ou situação.
Às vezes me sinto bem.
Às vezes só bem cansada do meu "cheio do vazio".
Hoje eu estou feliz, estou bem.
Eu só quero que essa felicidade não se transforme em dor de cabeça amanhã....
E tudo está perfeitamente claro. Se alguém aqui resolver se machucar, serei apenas eu, por uma coisa que eu sozinha criei.
Sejamos francos e razoáveis... Muitas vezes nos escondemos atrás de liberdade e autosuficiência para esconder a falta que algo muito significativo nos faz.
Eu não quero apressar nada, eu não quero uma série de coisas.
Eu só quero me preocupar menos.


Vamos ver o que a saudade me diz.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Inevitável e opcional

Hoje me peguei assim.
Entre o inevitável e o opcional.
Me questionei se ultimamente não tenho transformado tudo na minha vida em inevitável...Desde os fatos mais marcantes, até os fatos mais...digamos "insignificantes" (sem querer menosprezar, já menosprezando).
Me questiono se já não está na hora de amadurecer um pouco, e fazer menos tempestades em copinhos d'água.
Inevitável é que eu erre. Opcional é que eu tente.
Eu já erro só de nunca tentar, sendo assim...inevitável o meu erro se faz.
Melhor eu começar a tentar... Assim eu erro por algo "tentado".
Às vezes, mais do que tentar, eu preciso acreditar.
Acreditar também é uma opção.
Eu acredito.
Talvez eu não saiba ao certo no que, ou em quem...
Mas...Eu Acredito.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Coming Home

"Passei metade da minha vida na correria do amor cansado e interminável mágoa.

Eu sinto que estou pronto pra uma mudança."

Danger Danger - Coming Home

Longe de mim explicitar a minha vida no trecho dessa música, afinal de contas...Não faria sentido.
Minha vida amorosa nunca foi triste assim. Nem tão feliz.
Razoávelmente satisfatória, boa, às vezes ótima. Oscilações, digamos inconstâncias.
É que eu gosto muito dessa música. Ela tem gosto de viagem, gosto de vento da estrada que acaricia o seu rosto e leva os seus cabelos pra todos os lugares...Menos pro lugar que você inutilmente tenta o colocar.
Toda vez que a escuto, sinto meu espírito livre, um tanto quanto irrequieto; sinto um sorriso involuntário brotando nos lábios. Um calorzinho sem motivo dentro do peito.
É como se toda vez que eu a escutasse, eu "cantarolasse" junto com o cantor e com a sua vontade, a minha também vontade de mudar, de começar do zero várias coisas.
O problema é a cantarolação acabar no final dos 4:40 minutos de música.
Só me resta ouvir de novo.




quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Things to learn

É que se eu não partir, vão me deixar antes que eu o faça. Então eu vou primeiro.

Prefiro deixar saudades do que sentí-la deliberadamente sem pedido de espaço.

Definitivamente eu gostaria que algumas pessoas se intrometessem menos na minha vida, e mais na de seus filhos. Meus pais fizeram e têm feito um ótimo trabalho comigo, obrigada. Hoje eu possuo plena convicção dos meus atos e pensamentos atuantes, então poupem o português na hora de me apontarem o que parece certo, o que parece errado, e o que parecem estar pensando. Afinal de contas...Só "parece", não é?
Sei bem como comecei e sei bem quando parar, se preciso.
Apenas se preciso.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Worries

Às vezes, nos preocupamos em demasia com situações que não merecem tanto.

Às vezes, vemos coisas que não existem, imaginamos o que queremos imaginar.
Eu confesso que tenho sido muito paradoxal em busca do meu "bel prazer" que se contrapõe à vontade de "sossegar o facho" numa tal estabilidade.
Que estabilidade eu teria aos "eighteen"? A estabilidade de ser instável. Estável da cabeça pra dentro, instável da boca pra fora.
Acontece que quando eu resolvo descer pro "play", ninguém quer brincar... Porque "comigo ninguém brinca".
Agora quando eu resolvo "voltar pra casa", cansada de brincar... Todo mundo quer brincar, machucar, passar mertiolate.
Eu tenho a minha hora pra tudo, e ninguém sabe quando eu "tô" na hora certa.
Certo mesmo é ser assim, "certa". Inocente, "novinha", sensível demais.
Por incrível que pareça, quanto mais eu fujo de conhecer o ser humano lá no "deep" do ser, mais eu me deparo com situações inusitadas de reflexão e "abobação".

Existe vida real e existe vida idealizada.
Você sabe qual você tem vivido?

domingo, 22 de agosto de 2010

Sinceridade

Segundo o dicionário Aurélio: "s.f. Qualidade daquilo que é sincero; franqueza, lisura de caráter: a sinceridade é uma virtude preciosa. / Palavras, propósitos sinceros: perdoe a minha sinceridade."

O que de melhor pode haver num ser humano, do que sinceridade? Verdade?
Poderíamos, a partir daí, do "deter da sinceridade", crer que outros inúmeros despropósitos das pessoas pudessem ser corrigidos, dando vazão para que outras nobres virtudes venham à tona. "Uma coisa puxando a outra".
Uma pena ver como a grande maioria populacional ainda não está pronta pra isso. Tanto para proporcionar sinceridade, quanto para ser alvo da mesma. É que estamos tão acostumados com máscaras, com "velhos hábitos que nunca morrem" e que a nossa árvore genealógica social nunca deixa morrer, que nos permitimos continuar vivendo assim. Atuando conforme a peça, dançando conforme a música, sofrendo quando somos vítimas daquilo que diversas vezes "propagamos".
Eu não sei bem explicar onde, mas sei como a falta de sinceridade me pegou. E não sei se ainda pega.
A verdade é que nunca saberemos ao certo se alguém foi ou não verdadeiro contigo, comigo. Pode ser só mais um monte de palavras ensaiadas, bem talhadas, bem faladas. Talvez a tolice esteja num coração duro que não se compadece com a tentativa sincera. Talvez a bobagem esteja com quem acredita facilmente.
Sincera fui eu, sou eu.
Talvez não da boca pra fora, só da cabeça pra dentro.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Sitting, Waiting, Wishing

Eu estava lá.

Sentada, esperando, desejando...
Não sei o que, ou quem. Mas sei que virá em boa hora.

Hoje eu respirei fundo. Agradeci por tudo.
Pelas dores, amores, doenças e dúvidas. Agradeci por simplesmente estar bem e por ter ficado mal para poder me recordar o quanto é bom fazer questão de estar bem. De "se fazer" estar bem.
Se hoje sou algo, ou alguma coisa... É pelos 'alguéns' que estiveram ou estão ao meu lado, me moldando, me aperfeiçoando. Derrubando e machucando se preciso, porque preciso mesmo é de aprender a levantar.
Que eu não tenha menos problemas! Que eu só tenha força para poder enfrentar e superar cada um deles.

Boa noite! C:

sábado, 14 de agosto de 2010

Medo

é Ele que me atrapalha.
O Medo.
Escrevo Ele assim, em letras maiúsculas, pois deixei que se tornasse um nome próprio. Deixei que se tornasse algo com características de alguém, de forma que, Ele, me impediu e imepede de fazer muitas coisas, sonhar coisas e agir de forma a realizar parte pouca do "meu muito tudo".
"Ei medo! Eu não te escuto mais! Você não me leva a nada!"
Não só poderia, como é muito fácil gritar tudo isso a plenos pulmões. A vontade é grande. Grande e diretamente proporcional a concentração química de medo existente aqui dentro deste ser humano falho e, muitas vezes, incoerente.
Hoje eu acordei e me perguntei o que eu queria pra minha vida. Se eu estaria enganando a mim e a todos, se atuar nesse palco da vida requer maiores ensaios ou se eu devo continuar abusando da minha "arte do improviso". São diversas interrogações que me perseguem de forma sutil. Eu demonstro indiferença e vou driblando questionamentos maiores, a fim de continuar enganando alguém ou alguma coisa. A pergunta que eu simplesmente não abandono, até porque nunca consegui fugir é aquela: "Até quando?".
Até quando o medo vai predominar e criar dúvidas, impecílhos que impedem a tentativa de uma felicidade (quem sabe) plena? Até quando o medo vai ofuscar a minha visão perante aquilo que eu realmente amo? Até onde o medo vai me esconder atrás de uma mesinha e computador num escritório, me impedindo de colocar a mão na massa, agir, liderar como eu sempre fiz e como sempre puderam ver que - "Você é uma pessoa capaz".
Capaz de quê?
Só espero que não seja de enlouquecer.

Talvez o medo esteja andando de mãos dadas com aquela amante antiga dele, a minha pressa.
E eles nunca formaram um belo casal. Outra hora conto melhor sobre eles...

Uma boa semana.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A place on Earth

Momentos de descontração são cruciais para um posterior momento de reflexão.

Pelo menos foi, para mim.

Olhando agora, como uma mera espectadora, não foi banal.
Nunca foi.
Não foi só farra, só êxtase, só bobagem.
Dizer isso seria fútil da minha parte, e negaria o ser (talvez infelizmente) sentimental e melodramático que existe dentro de mim.
Eu senti e gravei cada momento. Cada passe e impasse.
Entre razão e "efusão", deixei a segunda tomar conta, fato que não me arrependo. Have Fun.
Mas, é que eu não quero só o "have fun", o tempo todo.
Às vezes não quero fazer só por mim, quero fazer por dois. Quero não pensar no depois, que quando chegar, não vai ser tão "pesado" quanto eu imaginava.
Simples e descomplicado, natural, especial e meu.
Quisera eu que não fosse tão só meu.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Dois rios

...inteiros, sem direção."


Hoje eu trabalhava. Trabalhava embalada ao som da rádio "Nova Brasil Fm", como sempre faço de segunda à sexta. Não por espontânea vontade, só por espontânea opção de quem instalou as caixas de som no recinto e escolheu a tal rádio (Pessoa e motivos quais eu desconheço).
Eu já havia ouvido essa música milhões de vezes, mas especialmente hoje ela me soou de maneira tão diferente e profunda, que mereceu minutos de reflexão e "cantarolação" involuntária de minha parte.

"Dois lados deram as mãos como eu fiz também, Só pra poder conhecer o que a voz da vida vem dizer: Que os braços sentem, e os olhos vêem. Que os lábios sejam dois rios inteiros sem direção! (...) O dia e a noite, as quatro estações."

Às vezes me pergunto o motivo de dia após dia, a vida ser comparada ao amor.
Não existe aqui o "Penso, logo existo"...Mas sim o "Amo, logo existo, logo depois penso" (Ademais, sofro).
Para "conhecer o que a voz da vida vem dizer" foi preciso ceder sua mão à outra, andar junto. Conhecer tudo isso acompanhado, fortalecido. Não como dependente, mas como confidente.
Os braços não apenas tocarão, sentirão.
Os olhos não olharão, verão.
Os lábios serão conectados como dois rios inteiros de mesma fonte o são. Por mais que separados em alguns trechos, ora agitados, ora calmos... Sempre pertencerão a mesma fonte, à mesma essência que os torna um.

Viajei.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Ímpetos

...Que me movem, se movem.

Às vezes, a dúvida é uma bênção.
Bênção que te mantém sem respostas, sem ações e sem pareceres.
O meu problema está em nunca querer ter dúvidas. Então eu escolho alguma porta, enfio a cara e "parto a cabeça" denovo.
Dessa vez eu ainda não parti, e nem pretendo.
Infelizmente, não pretender nunca teve por significância premeditar que de fato eu não vá "partir a cabeça"...Mas acontece que, estar pré-parada dessa vez, é substancial!
Acalme-se! Agora vem a melhor parte :" Pré-parada para o quê?".

É, engraçado! Eu ainda não me decidi!
Agora fique sabendo que nem pretendo me decidir por nada.
Viverei com a dúvida de quem aguarda por uma certeza nesse mar de incertezas certas.

A little less expectations.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Going Nowhere Fast

Impressão minha ou é essa a época do ano em que as pessoas mais pretendem "fazer diferente"?
Não sei bem se é algo certo. Só sei que o segundo semestre é a minha fase do desespero.
Fase onde eu percebo o quanto o tempo tem passado rápido e eu não tenho feito nada que seja tão relevante em relação ao meu tão descrito e nada praticado "crescimento".
Eu nunca soube por onde começar, então nunca comecei.
Eu não sei onde quero chegar, então fiquei por aqui mesmo.
Acho que já passou da hora das coisas mudarem um pouco. Mudarem para melhor.

As oportunidades estão aí, aqui.
Vou agarrar-me à elas.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A change coming

Apaixonados, somos todos a mesma coisa. Mas nossas paixões, nunca são as mesmas.

Um boa semana C:

sábado, 31 de julho de 2010

Whatever

Não sei como é, o que é ou como foi direito.
Muita coisa ao mesmo tempo, pouca coisa ao mesmo tempo.

Foi bom poder resolver e desabar toda aquela pendência.
Foi bom deixar bem claro a importância, tudo aquilo que foi, que é e que poderia "vir a ser, se é que já foi". Pelo menos, hoje não dói mais.
Todo aquele infinito foi sendo canalizado. E não deixou de ser infinito,Só que Hoje ele cabe em um rascunho, num símbolo matemático.
Hoje, o infinito da minha vida cabe nisso.

Não viva para e por algo.
Simplesmente viva, e deixe que ela própria se encarregará de te levar para quem ou para onde você deverá ir.
Ou deverá passar...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

"Turning and Returning...

...To some secret place inside."

Tô olhando no relógio e é "20:20".
Difícil pensar em algo para escrever.
Na verdade eu tenho todas as idéias do mundo. Difícil é saber como as organizar. Como tornar tudo subjetivo e sutil, de forma que não atinja ninguém no meio do peito e o mesmo possa respirar fundo e dizer "É, isso foi pra mim."
(Prefiro deixar as palavras diretas e falas imperativas pro lugar onde eu cuspo borboletas).
Hoje conversei de leve com a Bah sobre o sentido da vida. A nossa talvez ânsia pelo "colocar sentido em tudo", criar conexões.
Seria hipocrisia minha dizer que não tento fazer isso o tempo todo. Eu realmente faço.
Procuro e "encontro" soluções numerológicas,paradoxalmente ilógicas e conexões místicas entra fatos clichês, importantes e até mesmo banais. Confesso que, escrevendo isso assim, de mim, é tão ridículo. Mas é tão real que...Sou eu.
Nessas ultimas semanas eu tenho "visto" coisas que já não sei distinguir se é "o que eu quero ver", ou se é "o que querem que eu veja".


Fica uma pergunta de mim para mim mesma: "Será que existe algo realmente "maior" por trás disso tudo? Que envolva mais "gente" e mais sentimentos?"
É tudo uma grande especulação, é tudo um grande talvez
(Pronto, o meu misticismo postado no blog acaba aqui. Caso contrário você terá de ouvir inúmeras teorias malucas que você possa vir a discordar).

sábado, 24 de julho de 2010

...E não ter mais pressa



Porque o apressado come cru.
E eu gosto do bem passado.
Tenho passado muito bem, obrigada. Na verdade a "lei do desapego" parece boa quando você apenas vê vantagens em utilizá-la.
Apegar-se a quê? Quando você morrer, tudo vai embora.
Não se apegue nem a sentimentos. Apenas os viva, viva da forma mais intensa que puder, que souber. Faça jus ao nome que cada um deles levam. Amor, paixão, satisfação, alegria, compaixão... Todos os nomes de sentimentos os quais você lembrar que existem ou que você lembrar que já pôde sentir e transforme-os numa bagagem salutar e leve, de forma que você leve contigo o imaterial que te tornará cada dia melhor. Cada dia mais livre. Cada dia menos (des)humano e mais real.
A verdade é que eu só posso dizer isso hoje, porque pude sentir um pouco disso.
Sentir sem pedir, sem olhar pro depois.
Eu quero isso agora, esse agora.
"Hoje aqui, amanhã não se sabe."
Para estar...


Ps: Gérberas "representam a inocência, a sensibilidade, o charme e a pureza. São flores perfeitas para arranjos joviais e alegres". Será que foi mera coincidência?

domingo, 18 de julho de 2010

Little things

"O tempo é o Senhor da razão".
Hoje eu pude refletir um pouco sobre a complexidade dessa frase, e o quanto ela parece factual para mim.
Num belo dia, você tem a cabeça quente, os nervos à flor da pele, a dor lancinante e quente no peito. Morrer parece tão imediato e seguro, uma opção forte para alguém aparentemente tão fraco.
Numa bela semana seguinte, você às vezes ainda sente as mãos molhadas de tudo que insiste em cair e que você insiste em conter. Mas você ainda sente que a dor está lá, e que nunca irá embora por completo.
No mês seguinte você se engana um pouco. Você disfarça as lágrimas esporádicas, e prefere procurar alento em algumas amizades verdadeiras ou am algumas diversões fúteis.
Tempos depois você sente seu peito leve. A dor se converteu em lembrança, em sentimento bom e forte que não vai embora, mas que sabe a forma como deve permanecer aqui dentro.
Aí então você descobre que o tempo é o senhor da razão, e não da emoção.
Quem racionaliza, aguenta o tranco. Quem "emocionaliza" e quer resolver tudo na choradeira, não aguenta não. Se faz obrigado à aguentar.

...Num belo dia você acorda sorrindo sem motivo, olha pro lado, e vê Gérberas Vermelhas. Não são Tulipas, mas são flores. E são vermelhas.
Você realiza que tudo pode acontecer denovo. Mas dessa vez você sabe que não será bem assim. Nunca será "bem assim", como foi daquela vez.

sábado, 17 de julho de 2010

Vem esquentar,

E permitir."


Até agora eu não soube bem analisar as consequências de tudo isso.
De um lado, do outro.
Talvez, por um lado, eu tenha feito o certo. Só Deus sabe o quanto eu precisava daquilo, disso tudo.
Talvez, por outro lado, eu devesse ter voltado, ter ouvido, ter ajudado e me sentido mais útil, mais daquilo que eu já havia me esquecido.
Hoje fui egoísta e individualista.
Mas, ah céus. Como foi bom pelo menos uma vez ser deliberadamente assim, solta, real e instantânea pra mim e pra alguém.
Se tem alguma coisa pesando aqui dentro, faça o seguinte :"Passe amanhã. Hoje não!"

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Something warm

Quando a gente menos espera, coisas incríveis acontecem.
C:


Não crie expectativas, apenas aproveite!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Possibilidades

Talvez fosse isso a solução do mistério.
Quando existem diversas possibilidades, a confusão toda me dá margem pra que eu posse me sentir assim...Tão livre, tão paradoxalmente solta.
Meus pensamentos e emoções afloram e voam para onde bem entenderem, sem medo de nada, ninguém, sem medo do medo.
A chuva me deixa assim, devagar. A divagar.

"Não sabes que a mudança
É lei da Natureza,
Que nada há de constante
Em toda a redondeza?"
- Estaria aí explicita a idéia de Schopenhauer onde "O Mundo como Vontade e Representação?"
Talvez o sentido das coisas esteja na nossa vontade de colocar sentido, nomear as coisas. Daí, uma representação do mundo.
O que rege uma vida são as vontades. Se essa força existe, existe a persistência, existe o alcance e, por conseguinte, existe a saciedade da vontade. Para quê?
Para que haja o início de uma nova vontade, uma nova razão para o ser, estar, permanecer, continuar, andar, nunca parar. É cláro, de ter vontades.
Para alguns, seria o mesmo com os sonhos. A realização dos sonhos culminaria num tédio absoluto de concretização, afinal de contas...o sonho foi realizado e ponto. Satisfeito.
Seria eu estranha por pensar diferente? Por acreditar que as vontades e os sonhos podem ir se realizando aos poucos, ao passo que, os mesmos vão crescendo a ponto de se tornarem sempre longínquos de uma realização plena e obtermos uma situação, digamos, equilibrada?
É...são só algumas possibilidades.

sábado, 10 de julho de 2010

Devaneios

Às vezes é engraçado observar a percepção do mundo à sua volta em relação à você.
Eu posso sair aqui escrevendo uma tese de mestrado sobre como tudo é relativo, afinal de contas existem divergências.
Há quem me veja como primordial (por incrível que pareça). Há quem me veja como provisório. Como substituta, como acessória, como simpática, como esperta, útil, inútil, fútil, desnecessária, criança (pois tenho idade pra isso), adulta (tendo em vista a idade que possuo).
De fato, eu vou defender a idéia de que tudo isso é relativo. Como alguns conceitos da Física, pode depender do referencial. Como alguns conceitos meus, pode depender da convivência, da personalidade, da vontade do dialogar e do compreender.
Hoje eu provei pra ninguém mais além de mim mesma o quanto eu não preciso de conceitos alheios à mim, sobre mim, pra saber o que sou ou o que sinto. Descobri que sei de todo o meu potencial, das minhas vontades de errar e acertar sem pensar ou pensando muito. Descobri que de opiniões o mundo tá é cheio, e que só compete a mim decidir quais delas merecem a devida atenção. Algumas merecem atenção, outras aceitação, outras não merecem nada relavante.
O caso, é que como uma pessoa que adora acreditar que está certa, eu vá ouvir apenas o que me interessa. Mas, quer saber de uma coisa? Isso vem mudando muito ultimamente.
Estar sempre com a razão não tem sido uma situação frequente, mas, de qualquer forma, eu ainda tenho aquela coisa que muitos já conhecem. A tal da opinião.
Muitas vezes errada, outras vezes certa. Mas é muito gostoso ter opinião. Se você tem, vai dizer que não?

Por hora chega, talvez meu mal seja o sono. :)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

The libertines

você sonha com liberdade.
A mesma liberdade que eu sonho em ter. Que eu digo que tenho.
Tanto você quanto eu sabemos que jamais a iremos possuir. Não desse jeito idealizado.
E não é que só de nos agarrarmos a essa idéia, já nem livres somos? Olhe só o quão presos estamos?
Acalma-te. Não se chateie.
Um dia eu também acreditei que o meu mundo giraria de acordo com os tapinhas que eu desse nele.
E se você quer saber de uma coisa...Às vezes é assim mesmo.
Mas nas outras...Ah, nas outras nunca é. Na grande maioria massante das outras vezes será o tapinha dos outros que irá influir no modo como o seu mundo gira.
Eu aprendi isso da pior maneira possível. Olhando e sentindo a forma como eles, a forma como você chacoalhou meu globo terrestre e tentou colocar no lugar sem sucesso.
Fico feliz por ter me sobrado um mundo pra continuar a "estapear" da minha forma, muitas vezes, inútil.


"Somos o que há de melhor"
Às vezes eu ainda acredito nisso, não sei explicar o motivo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Lealdade

Talvez alguns se perguntem como eu pude me render à hipocrisia de escrever esta palavra no topo desse post. Eu não me importo. Ainda sei bem o significado disso tudo, sobretudo em relação às coisas com as quais me importo.
Hoje me perguntei como a "atualidade" tem visto esta questão do "ser fiel", afinal de contas fui surpreendida pela dimensão que alguns fatos pessoais foram tomando, e me envolvendo como espectadora. A atuação nesse ato, só dependia da minha vontade.
Vontade de quê? De agir inescrupulosamente por um bel-prazer que nunca sequer foi almejado? Tomar parte numa situação que eu mais repudio?
Sabe, eu já disse outrora, e volto a dizer.
Quando existe o amor, e neste existe por conseguinte a autosuficiência, o companheirismo... Você veria um motivo, um bom motivo para procurar na grama verde e gostosa do vizinho um conflito pra tua vida? Divertir-se não é pretexto.
Aproveitar o que a vida tem de melhor também não! Haja vista que não existe nada melhor do que um amor pleno bem vivido.
Se você pensa que sabe do que eu estou falando, de fato, você não sabe.
Poucos o sabem. São raros.
Aqueles ditos Homens, sem a "substantivação" masculina da palavra e sem a fraqueza que esta carrega.
Homens no sentido subumano. Homens, mulheres.
E não, simples humanos. Errôneos, paradoxais humanos.

domingo, 4 de julho de 2010

Toda forma de amor

"Passa o dia, passa a noite, tô apaixonada".
Pela vida, pela vida.
A cada dia eu descubro o quanto são valiosos aqueles 15 minutos que eu gasto da casa pro trabalho ouvindo minha música, meus passos densos e sentindo o vento frio no rosto. Cada meio sorriso, cada sorriso inteiro é sentido até no interior daquele músculo cardíaco que pulsa mecânicamente aqui, do lado esquerdo do peito.
Hoje foi uma manhã atípica, foi um dia atípico.
Como há muito não acontecia, sonhei.
Não sonhos comuns, normais. Tava mais pra um "desdobramento". Sim.
Vi e senti rostos e pessoas que há tempos sequer via. Tudo tão paradoxal e confuso, me pareceu apenas coeso no momento que eu vi um certo rosto. Foi quando as coisas começaram a fazer sentido e parecerem normais.
Talvez tenha sido uma impressão, talvez tenha sido efeito da presença da ausência. No fim das contas eu juro que senti tudo, desde o "disparamento" até a calma proporcionada pelo conforto e calor.
Talvez loucuras, delírios sejam mais reais do que eu imaginava. Mas uma coisa eu digo. Já não me importo se isso vai ficar indefinidamente ou se um dia irá embora.
Fique o quanto precisar, vá quando quiser. Eu sempre ficarei bem.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Tempos Modernos

"Eu vejo a vida melhor num futuro,
eu vejo isso por cima de um muro de hipocrisia, que insiste em nos rodiar.
Eu vejo a vida mais clara e farta,
repleta de toda satisfação que se tem direito do firmamento ao chão.
Eu quero crer no amor, numa boa.
Que isso valha pra qualquer pessoa que realizar a força que tem uma paixão.
Hoje o tempo voa, amor.
Escorre pelas mãos mesmo sem se sentir. E não há tempo que volte, amor!
Vamos viver tudo o que há pra viver,
Vamos nos permitir."

"Vamos nos permitir".
E eu não quero ter de esperar nada pra me permitir a tal Felicidade.
Em letra maiúscula, pois pra mim é nome próprio, tem vida própria, personalidade.
Quando se é feliz, a pessoa é tomada por felicidade, mas a felicidade nunca é tomada por uma pessoa...Posto que somos ainda muito pequeninos e incoerentes para ver coerência e dominarmos por inteiro a capacidade de "ser feliz" plenamente.

As coisas têm melhorado significativamente nos ultimos dias. Dúvidas todo mundo tem. Certezas todo mundo tem.
Hoje eu tenho um pouquinho de muita felicidade.
Tenho meu trabalho, meu aprendizado. Tenho pessoas e mundos lá pra "desbravar".
Tenho meus amigos, meu porto seguro. Ultimamente nem tão perto quanto eu gostaria, mas eu realmente sinto muita falta de pessoas que simplesmente "Sumiram" ou "deixei sumir". Peço paciência. Estou voltando à mim. Quanto aos que vêm chegando agora, é... vocês estão ferrados. (risos, muitos risos)
Tenho minha família, minha base. Sarcasmo, gritos e perdigotos ao vento em discussões nunca me pareceram tão amáveis. Obrigada!
Eu poderia ser um pouco egoísta e dizer que sinto falta da "minha" felicidade. Mas a felicidade coletiva tem me feito muito bem agora. Importar-se e ser "importado" nunca foi tão gostoso.
Apenas agradeço por lembrarem de mim, eu juro, nunca esqueço de nenhum de vocês.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Incomplete

Eu estou perdida.
Tenho medo do mundo, medo das minhas escolhas.
Das escolhas que eu farei, sem saber agora quais são.
Eu só peço que as coisas possam dar uma "clareada", porque...Céus! nunca esteve tão difícil.
Difícil pra mim, que estou acostumada a chorar por tão pouco.

Quer saber de uma coisa? Um segredo?
Eu ainda sonho.
Sonho que sonha que tudo isso não passa de uma fase, uma brincadeira. Hora virá e eu vou acordar, correr praqueles braços, para os meus antigos ideais e viver daquele jeito que eu havia planejado.
Agora quer saber de outra coisa? Uma realidade?
Hoje eu vivo.

domingo, 27 de junho de 2010

Dear God,

"The only thing I ask of You, is to Hold Her, when I'm not around.
When I'm much too far away."
Talvez eu esteja "far away" demais.
Quem sabe um dia eu fique no "One step from paradise".
Por hora, eu me contento em ser uma "Woman in Chains", que aguarda o momento certo pra fazer algo direito. Algo direito esse, que ela nem sabe o que é...Só espera que um dia aconteça.
Hoje eu descobri que aquele ditado de que "quando a bebida entra, a verdade sai" é a mais pura verdade. É e ponto final.
Eu me assumo o monstro que sou.
Assumo meus desejos, minhas maldades, minhas indignações, e meus sentimentos que venho tentado reprimir ao longo desses meses...
Assumo sem medos nem anseios, assumo sem medo da repressão de quem irá me ouvir (Posto que não há reprensão, só apoio e um desabafo junto).
Descobri também que, nenhum sofrimento é eterno e que nunca sofro sozinha.
Pra quê sofrer com tamanha felicidade que me foi proporcionada? Eu só tenho a agradecer e seguir com esse sentimento agora transformado, burilado.
Se nos marcamos por algo, acredite, alguém também já se marcou por você, em você. Decerto, Ah marcou.
Não, não tome isso como arrogância ou prepotência. É a realidade.
Não vamos sair por aí menosprezando sentimentos únicos, vivências únicas.
Valorizemo-nas o máximo. Vivamo-nas o seu máximo.
Alguns sabem cultivá-la de modo que essa dura indefinidamente. Outros sabem vivê-la de forma que essa se esgota rapidamente. Não digo esgotar, é muito forte! Digo adormecer, entorpecer...Reconhecer de que muitas vezes só amar não é o suficiente. É preciso estar "pronto". É preciso ter vontade e consideração.
"Os opostos se distraem e os dispostos se atraem", não existe mentira nessa frase.

Chega de divagações, por hora.
Hoje eu quero aproveitar meu dia raro de sorrisos, e sorrir.
C:

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Someone who cares...

...About you.

Como tem tudo ficado muito louco ultimamente, e como todo o meu caminho vêm tentado criar pseudópodes de sair por aí, nas mais diversas loucuras...Vai existir aquele alguém que vai me segurar.
Viver é coisa simples mermão, tem complicação nenhuma. Como diz aquela música "A natureza é isso, sem medo nem dó, nem drama."
E quando eu insisto em me render ao meu longo "drama pessoal" (cause I'm a drama queen), ela vai lá, me segurar pelos cabelos e dar um tapa na minha cara, se preciso for, pra me fazer criar juízo, pé no chão. E, se não colar, chora comigo.
Quando eu te disse que sem mais, eu tenho vontade se sorrir... Em contrapartida às vezes me sinto próxima de um "givin' up", de um "basta" mesmo.
Você, melhor do que ninguém, conhece a minha montanha-russa de complicações e prazeres, e, mais do que ninguém, é intrínseca nela.
Você é o espírito irmão do meu, pedaço do meu músculo cardíaco, fluido necessário nas minhas funções fisiológicas. Você faz parte do meu cérebro e do meu coração, tendo a sabedoria ao falar e o respeito ao ouvir.
A nossa conexão não é de brincadeira, não é por acaso (posto que este não existe).
Nós sabemos porque estamos aqui, só não sabemos "com quem" ao certo estamos.
E aqui, ao final de palavras ensaiadas eu não te peço nenhuma promessa, eu não te faço promessa alguma. A nossa promessa já está no aqui e no agora, naquilo que a gente sabe que, há tempos, assumimos e aceitamo-nos como somos, como estamos.
Mas, deixemos as conclusões ao encargo do tempo e do silêncio.
Quem sabe nossas certezas e expectativas se confirmarão.


Dedicado à Thabata Sanches.
Iluminada, sim. Você sabe o quanto.
Ps: Eu terminar isso dizendo que te amo, é muito pouco.

domingo, 20 de junho de 2010

Beautiful Liar

"You want one more dance. Just one more chance."
Fazia um certo tempo que eu não me divertia bastante num final de semana.
Na verdade eu estive até me perguntando até em que ponto estou levando meu "futuro" à sério. Na verdade eu estou me perguntando que presente eu estou vivendo.
Mas acredite, vivendo eu estou. Ah, estou.
Um cú doce alí, um caderno lá, uma bebida doce em qualquer lugar e amigos pra se confiar e desconfiar. Whatever, perder-se não é mais novidade! Perder-se agora já virou um caminho, se tornou consequência.
E tudo agora se torna aprendizado. De alguma forma, seja bom ou não. Prazeroso, divertido, engraçado, ou silencioso...Tudo vai ser, de algum modo, aprendizado.
Convenhamos...Eu quero passar na droga do vestibular, e ao invés de escrever direito, de fazer redações decentes...eu fico aqui, numa perda de tempo que eu adoro. Como muitas outras coisas ruins que eu adoro.
São hábitos, são sonhos, são porcarias que me perseguem ou que eu persigo.
Que tipo de futura engenheira mal aplica as leis dos cossenos? Que tipo de futura "pessoa" reconhece todos os seus pontos fracos, e não faz merda nenhuma pra melhorar?
Welcome to my jungle, eu sou assim.
Defeitos à parte, bacaninha até.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Me deprima, me reprima.

Eu gostaria que, pelo menos uma vez na vida, a minha vontade fosse feita.
Nem que fosse pra eu me ferrar bastante depois. Assim eu veria com meus próprios olhos que meus desejos nem sempre são o "meu melhor".
Eu queria não ter dúvidas.
Eu queria não ter medo.
Eu queria um beijo.
Eu queria não me frustrar
E depois, eu quereria acordar.
Afinal de contas, isso tudo não passa de uma idealização de pessoa centrada, firme e autoconfiante, que eu nunca fui (muito, não muito).
O negócio é viver sem idealizações mesmo. De nada, de ninguém.
Aproveita a sua vez, dá o seu melhor. Ou pior.
Mas aproveita.
Sofre não, chora não.
Só aproveita.
O melhor ainda está por vir, eu ainda tenho muito assim, por fazer.

domingo, 13 de junho de 2010

Dia de quê?

Oi, ontem ganhei uma bicicleta.
Agora eu só preciso me lembrar de como se anda de bicicleta, Eu acho.
Ontem eu aprendi mais algumas coisas também.
Em primeiro lugar, dia dos namorados bebendo leite deve ser algo muito fantástico. Ano que vem eu faço isso.
Segundo, e muito importante : Não devo ingerir alimentos ricos em gorduras trans e saturadas e insaturadas e porcariosos Às 3 da manhã, quando falta menos de 3 horas pra você levantar para uma jornada de trabalho.
Terceiro: Não gorfe no carro do seu pai, é impróprio, nojento, e ele não fica feliz com essa situação.
Quarto: Não se chateie com naaaada, ainda mais se você estiver bêbado.
Quinto: Não tem quinto.
Sexto: Saiba arriscar, mas também saiba admitir que a sua "arriscadela" não funcionou.

Êba, vou andar de bibicleta.
(Que ânimo)

Ponto.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Expectations

Nem tudo é flores, fato.
Como eu já disse anteriormente, o campo florido da vida só existe pra quem tem força o suficiente pra plasmá-lo, e eu não costumava ter essa força.
Notem a diferença em uma semana. (anteriormente eu não tinha. hoje digo não costumava ter)
Confesso que apesar de nunca ter deixado transparecer, no fundo, eu sempre tive um pouco de "falsa modéstia". Nunca "aceitei" elogios abertamente, embora sempre soube do meu potencial nos quesitos quais eu era elogiada (tirando elogios quanto à parte física, isso é trivial, supérfluo e eu não sou grande coisa).
Sempre fui acostumada a "ter razão". Pelo menos, quase sempre e, mesmo que eu não estivesse certa, eu tinha a "miiinha opinião".
Mas, e agora, que eu me vejo sem opinião nenhuma? E agora, que eu me vejo em um oceano e, o "peixinho" agora sou eu? Pff...peixinho? tô mais insignificante que um camarão, e diria ruim como um camarão (não, eu não gosto de camarões).
Esses dias, chorei no meio de um atendimento. Não chorei pela falta de educação, indelicadeza, ou pelo esporro louco que eu tava tomando de um zé merda que eu nunca vi na vida e nem iria ver. Eu chorei foi de incompetência. Chorei por me ver limitada à regras, supervisões, monitorias, e condenada a um anonimato.
Mas, quer saber? Nem tudo é flores, poxa vida. Nunca foi.
Um dia de cada vez. Um degrau por vez.
Hoje aqui, amanhã lá.
É uma longa e árdua escalada até o topo, e o tempo vai me dar forças e sabedoria para chegar lá.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Rite of Spring

"If I had a chance for another try
I wouldn't change a thing!
It's made me all who I am inside."
Angels and Airwaves - Rite of Spring.


Sabe cara, hoje eu acordei. Acordei na moral mesmo.
Resolvi mandar tuuudo pra puqueparil e resolver fazer as coisas por impulso e bocão mesmo. Nada a perder, só a ganhar.
De manhã passei por uma experiência MEGA peculiar, que relatar aqui seria demasiadamente abusivo. O negócio é rir MUITO ta minha cara de tacho fazendo "pequenas entregas". (risos, muitos risos).
Hoje pela primeira vez, senti que atender telefonemas de pessoas desconhecidas que inicialmente ligam para te "chingar" é algo divertido, no mínimo, interessante.
Resolver problemas alheios sempre me proporcionou prazer. Criar maiores problemas pra mim mesma é só uma consequência do meu viver. Do meu respirar.

ps: E então, será que eu posso continuar com esse riso bobo na cara?

domingo, 6 de junho de 2010

O importante é o que importa

E o que não importa, pode ser importante?
Às vezes você pergunta algo, pra alguém... E te respondem: "Ah, isso não importa."
Mas pra você, é tão importante saber.
Então digo que sim. Talvez até o que não importa pode ser importante.
Ultimamente tenho tentado muito lutar contra maus pensamentos, contra tristezas desnecessárias, contra pessimismo e negativismo.
Mas só de estar aqui, escrevendo sobre eles... Sinto-me rendida. Sinto-me tola e fraca.
Eu gostaria de saber qual é o veredicto, qual é o nome da doença pra quem se sente assim. Foge do meu controle, foge da minha vontade de fugir.
É assim, de repente eu só quero dormir, comer muito ou não comer nada, chorar com programas ridículos de domingo. Ah, chorar...eu já nem sabia mais o que era isso. Me sinto voltando a não saber o que é ficar sem isso.
Mas, falemos de coisas boas. Sim, falemos assim, no plural. Reduz um pouco da culpa, reduz um pouco da responsabilidade de se falar no singular, só de si.
Hoje eu durmo assim, meio insegura, meio sorrindo com o canto esquerdo da boca, meio sem jeito de cuspir aquelas borboletas.
Amanhã eu acordo bem sim, sempre acordo melhor no dia seguinte.

"If I could, I'd only wanna make you smile..."

sábado, 5 de junho de 2010

A little bit of your taste

"É mais fácil voltar atrás no caminho, do que cavar uma nova estrada".
Eu ouvi essa frase essa semana. E dessa vez não foi aleatória. Ela foi direcionada à mim como forma de conselho.
Um conselho à uma determinada situação fútil do trabalho que, quem diria! Me faria refletir sobre tantos aspectos da minha vida.
De fato é mais fácil me redimir, voltar atrás em alguns momentos, em algumas idéias. Mas a palavra proferida, o ato marcado...Ah, esses nunca perderão a causa e efeito que tiveram. Pra serem lembrados num futuro, com risos, ou com pesares.
Aí eu me perguntei. E a diversão? E o risco? Onde eles se encaixam nesse contexto sem britadeiras, sem barulho nem concreto? A vida só é feita se você trilhar sua própria estrada! Nenhuma estrada está pronta pra você andar ou, pra sempre voltar.
Talvez você cave uma nova estrada, e volte naquele mesmo caminho...Porém sua bagagem será completamente diferente da que você possuía quando partiu dele. Você terá crescido, terá amadurecido, aprendido coisas, pisado por outros caminhos e carregado consigo a poeira benéfica deles.

Engraçado como eu consigo distorcer até mesmo um conselho...Algo simples, como voltar atrás...se torna complexo, como construção civil e ciência da terra.
Ah, um bom final de semana.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

She moves in her own way

"But I love her because she moves in her own way."

Dar o pitaco.
Tá aí uma coisa que todo ser humano tem prazer em fazer.
A nossa vida é uma novela na qual todo mundo quer meter o dedo.
"Se eu fosse você..." ou... "No seu lugar eu..."
ou ainda... "Você deveria..."
Deveria? Ah, pro inferno.
Cada um é cada um, e cada qual com suas limitações e vontades.
SE um dia eu achar que devo fazer alguma coisa, que será bom pra mim, que valerá à pena...Acredite, eu farei.
Tenho prioridades, oras bolas. Isso não inclui trabalhar feito uma condenada pra ficar "rica" aos dezoito anos, mas ter apenas concluído o ensino médio.
Me deixa estudar agora, e trabalhar de qualquer coisa. Depois eu dou um jeito, te garanto.

"Hora de tomar decisões."
Pois elas estão aí. Por hoje é isso. Quem sabe o que me espera amanhã.
Engraçado como o tempo me mostrou o quanto enobrece e diverte andar de montanha-russa na minha vida.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ai de mim que sou Romântica.

Romântica uma ova!
Diferentemente dessa "racinha" aí, eu não vou morrer de spleen regado à muita bebida, orgias e tuberculose.
Seria essa a única saída pra quem ama? Escrever uma coisa e em suas ações praticar o inverso? o bizarro?
Estaria a "libertação" nessa tal contraposição entre idéias e ações?
Acho que não.
Morrer de tuberculose não faz meu tipo. A minha cara tá mais pra morrer de tédio mesmo. Morrer chorando por alguma coisinha insignificante que tenha me acometido uns 5 minutos depois daquela gargalhada mais pura e gostosa que você pode imaginar.
Não, eu não quero que ninguém entenda ou procure significados nessas escritas pseudo-subjetivas. Eu entendo que você tem muito mais o que fazer. Eu mesma tenho muito mais o que fazer do que perder tempo tentando expressar coisas implícitas em mim que eu mesma desconheço o significado.
Mas...é muito engraçado como em um único dia a vontade de morrer e a vontade de viver me pareceram tão fortes, baforando cantigas de ninar na minha cara, pra que assim pudessem me dominar.

domingo, 30 de maio de 2010

That candle...

E no fim das contas, o que vai contar serão as ações.
Boas ou más. Serão elas.
Hoje me perguntei o que tenho feito das minhas.
Não tenho roubado, matado, desejado pouco (talvez).
E assim como não tenho feito mal, não tenho feito bem pra nada, nem pra ninguém.
Nunca me senti tão humana. Tão normal. Tão impotente.
Pode parecer bobo, mas eu não gosto dessa vida de gente grande.
Não gosto dessa vida que todos vivem e denominam "normal".
Eu não sei de onde vim, mas sei que não sou daqui.
Hoje desconfio que eu quero mais voltar a ter 7 puros anos, do que crescer desejando aquela vida bem sucedida que eu posso muito bem não ter.
Poxa, que sono.

"One more dance, just one more chance."

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Músicas, olhar.

Hoje eu acordei rasgada.
Impaciente, inconstante, imbecil.
O negócio era mandar qualquer um se ferrar por qualquer um motivo que fosse.
Após um quinto bocejo, uma coçada nos olhos sem lápis (afinal de contas eles já estavam escuros o suficiente), uma passada de base no rosto nada uniforme deixei que o vento frio matutino fizesse o trabalho dele, o de me acordar, o de me acalmar.
Era um frio cheio, sem vazio. Um frio que trazia muita coisa. Um muito do pouco de cada problema das muitas pessoas que passavam por mim. Pessoas corridas, pessoas desatentas, pessoas fumantes, pessoas bonitas, pessoas feias, pessoas enigmáticas, intrigantes.
A manhã nostálgica passou, e uma tarde racional, meio que "bem vinda a sua vida de adulta" deu seus sinais.
Eu tive medo. Tive medo de, mais uma vez, parecer arrogante, parecer cheia de mim, parecer muito do pouco que eu não sou, parecer pouco do muito que eu sei que sou.
Seria arrogância da minha parte saber que eu tenho potencial? É, acho que não.
A tarde "atribulada" passou e uma noite sonífera e, como a manhã, nostálgica apareceu.
Num repente me peguei visualizando minha semana, meu dia, meu mês.
Me lembrando de fatos, de rostos, de conversas, de palavras e da ausência delas.
Não sei se me julgo, ou se me deixo julgar.
Talvez eu escolha o que for menos penoso, como sempre faço.
A verdade é que, pra variar, não tenho me encontrado nas CNTP's (Condições normais de temperatura e pressão). Eu estou oscilando, como as minhas plaquetas.
Oscilando em baixa, pra variar.

Ps: Não entenda como pessimismo, martirização. É puro realismo mesmo.
A vida não é aquele campo florido que as pessoas vêem nos outdoor's das "cidades das flores". Isso é pra quem tem pique, e energia pra plasmar um mundo desses. E, eu não tenho.

domingo, 23 de maio de 2010

Upando.

http://www.4shared.com/audio/V1nkIgxK/Find_your_way_back_home_-_Mari.html
Find your way back home.

http://www.4shared.com/audio/yy8gcswC/Catch_the_rainbow_-_Mari.html
Catch the rainbow.

Hoje à tarde não resisti. Gravei essas duas músicas.
=D

sábado, 22 de maio de 2010

Teto pra desabar...

...Você pra construir.

Alguma vez na vida, você já achou que tudo fosse desmoronar na sua frente?
Que, de uma hora pra outra, as coisas que estavam aparentemente ótimas resolvem aparentar agora estar terrível como nunca.
Você se pergunta se realmente é bom o suficiente.
Você se pergunta se todos estão equivocados ao te elogiar, ou se quem se equivoca é quem vive com você, todo dia, e nunca reconhece nada.
Talvez você seja mimada, só.
Hoje eu (é, agora sou eu).
Hoje eu só quero que o dia termine bem.
Eu só quero que ninguém se irrite, ninguém fale, ninguém nem olhe pra mim.
Eu quero ficar a 1 única hora que eu fico dentro da minha casa, e acordada, sem barulhos, ruídos, brigas, esbravejos, chingamentos, gritos ao invés da simples fala.
O meu quarto agora parece minha casa.
A minha casa agora parece um mundo estranho.
A rua agora parece convidativa.
Eu quero sair, mas depois eu sei que vou querer voltar.


E nesse meu mundo particular todo revolto, eu agradeço as palavras de alguns, a companhia de alguns.
Mas agradeço àquele abraço diário que me transporta pra longe, àquela conversa amiga, àquele garoto que me ouve e que me faz ouvir. Que torna meus "problemas" aparentemente tão grandes, em crises pequenas. Crise pequena que, se comparada ao mundo, não é nem intenso como uma brisa.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Aurélio

SIM, agora vocês todos podem me chamar de Aurélio Buarque de Holanda.
É, o cara lá do dicionário.
Afinal de contas, com a palhaçada cultural e literária que esse mundo de hoje presencia, onde termos inadequados e sem sentido são utilizados o tempo todo, você sequer pode criar um significado seu, pra alguma coisa sua.
O caso foi o seguinte.
Quando você discute algo, é porque você está brigando ou simplesmente (talvez) expondo seu ponto de vista em relação à algo?
É falta de respeito você se manter em silêncio tentando acompanhar uma situação. Ver que não está conseguindo. Em respeito à alguém, permanecer calado a fim de não ofender. Quando no fim das contas você resolve abrir a boca, mais do que ofender, quem sai ofendido é você.
Você é visto como um "sem educação", "sem respeito ao trabalho da fulana de tal".
Apontar o dedo, todo mundo aponta! Até eu mesma adoro apontar.
Agora, respeitar pontos de vista? Ah, tá aí uma coisa que o ser humano ainda peca, e vai continuar pecando por milênios.
- Somos maravilhosos, sim, somos! E ai de quem não pensa assim!

Câmbio, desligo.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Running away

Stress demasiado e língua solta não são duas coisas que combinam.
Hoje não foi muito diferente.
Perdi a cabeça, não medi as palavras, mas...poxa vida mãe, você mesma não tem feito muito isso ultimamente.
É difícil, eu entendo.
Ser mãe, esposa, coordenadora, dona de casa (não mais), e ainda manter um sorriso sarcástico na cara todo santo dia não é pra qualquer uma. Mas às vezes damos importância a coisas tão pequenas, tão insignificantes que deixamos o balde estourar. Se ignorássemos o fato, se nos importássemos menos, se simplesmente deixássemos a situação passar, a roupa largada no meu quarto, a comida por fazer (afinal de contas eu me viro), ignorar ou deixar de apartar inútilmente minhas tentativas de discussão com a minha pentelha irmã, deitar na tua cama e dormir ao invés de se preocupar com a bagunça que está em casa. Calma! Outra hora eu arrumo.
CALMA! Estamos todos cansados! Estamos todos desgastados.
Eu nao quero ter de chegar na porta da minha casa e desejar estar em outro lugar. Eu quero calma, eu peço calma.
Eu´peço compreensão. E juro que tentarei proporcionar o mesmo. Mas hoje, agora, eu preciso de tempo. Eu preciso de uma sombra pra recostar e me organizar. Eu quero realizar planos, e pra isso eu preciso investir! Estudar não é "fazer nada". É mais do que alguma coisa.
Prometo que quando eu me formar, ou o quinto dia útil chegar, eu pago uma faxineira e te compro uma Neosaldina, assim o clima melhora bastante.

Talvez eu tenha exposto demais minha vida, minha situação. Mas é a única forma que eu encontro. As palavras.

Mãe, eu só peço perdão. Por ter errado, por errar o tempo todo.
Sou estúpida, sou humana. Sou racional. Sou você.
Sou tudo que você me ensinou e o que não ensinou, mas aprendi te olhando.

sábado, 15 de maio de 2010

Grief and Sorrow

- "Mas, me diga. Como você lida com frustrações?"

Eu: - "Bem, eu não sei lidar com frustrações. Eu pego essa possível frustração e transformo numa coisa positiva, para que ela definitivamente não se torne uma frustração."

Bom, talvez eu tenha mentido. Talvez não.
Quem vai me dizer que, de agora em diante, as coisas não poderão ser assim?
E, mais uma vez, depende só de mim.
Transformando mentiras em verdades.
Minhas verdades.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Hey ho

Hora de acordar cedo. Vestir uma cara limpa e roupa de gente. Hora de trabalhar.
Agora eu faço parte da população assalariada e proletariada.
Acordo cedo e durmo tarde.
Não sou casada, não tenho filhos como muitos de lá. Mas assim como todos, preciso do tal emprego.
Você não vê o meu rosto. Só ouve minha voz. Eu não vejo o teu rosto e fica tudo bem.

Boa sorte e perdoem a talvez ausência.
=D

sábado, 8 de maio de 2010

Cure me, or Kill me

A vontade é mesmo de sumir.
Com tanta coisa acontecendo, a vontade é evitar tudo, todos e ir morar no mato.
Ir pra qualquer lugar onde ninguém me conheça, ninguém saiba nada de mim e nem vá saber. Começar do zero, me entregar de corpo e alma a algo que eu não sei o que é, mas que seja novo. Que seja meu. Que me traga felicidade e paz.
Paz de espírito, por favor.
Perante tantas dúvidas e confusões, é só isso o que e quero.
Que o medo sirva pra alguma coisa, além de me atormentar.

A vontade mesmo é de falar (não gritar, falar mesmo): "Adeus, vou morar na praia."
Mas já tá frio. Praia nem ía rolar. Nem vai rolar.
Quero escrever um livro. Quero escrever a minha versão. Quero escrever o sentimento.
Não espero ganhar nada, além de uma certa leitura. Talvez leitura no plural, não muitas. Só as necessárias pro meu coração se aquietar ou disparar denovo.
Quero gravar um CD. Quero cantar a minha música. Quero cantar o sentimento.
Não espero, novamente, ganahr nada além de uns certos ouvintes. Digo agora no plural porque tenho amigos (acredita? eu tenho). Tenho amores e dores, pelas quais vale (e muito) à pena cantar.
Sem martirizações, sem idealizações, e, como diz o Gerin "Sem Rasuras, sem frescuras, sem medo de errar."

O "vir a ser" já me incomodou demais. Faço do meu amanhã, o agora.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Do you remember?




"We never talked about it but I hear the blame was mine
I'd call you up to say I'm sorry,
But I wouldn't want to waste your time
'Cause I love you, but I can't take anymore
There's a look I can't describe in your eyes
If we could try like we tried before
Would you keep on telling me those lies?
Do you remember?

...Through all of my life,
In spite of all the pain
You know that people are funny sometimes,
'Cause they just can't wait to get hurt again,
Tell me do you remember?

There are things we won't recall,
And feelings we'll never find
It's taken so long to see it,
'Cause we never seemed to have the time
There was always something more important to do,
More important to say
But "I love you" wasn't one of those things,
And now it's too late
Do you remember?".

E nada me faz parar de ouvir essa música.
E não venha me dizer que Phil Collins é chato ou coisa da tua mãe, ou aquele tio solteirão carequinha.
A cada dia que passa, me assusto mais com a "música" que vem sido engolida pela nossa população (diga-se de passagem, apreciada, com danças que parecem mais uma possessão satânica).
Às vezes eu gostaria de ter nascido em outra época, e hoje me considerar uma sobrevivente dos 80's. Da aids, das drogas alucinógenas, uma headbanger quase aposentada qua guarda todos os vinis do "Jon Bon Jovi" e tem um pôster velho e melecado do Jim Morrison impecávelmente lindo.
Essa é a visão heróica.
No fim das contas talvez eu já tivesse morrido. Ou hoje seria uma caretona qualquer que faz de conta que nunca teve juventude (corrompida?).
Mas não! É hora de encarar que eu nasci noutra época. Nesta época.
Hora de encarar meus problemas normais de adolescente-querendo-ser-adulta normal.
Será que é mesmo tão normal assim?

"Você se lembra?"

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Scat touch

Porque ao invés de ouro, converto tudo o que toco em merda.
Ou não.

Hoje me lembrei que adoramos um amor inventado.
Será que, da mesma forma, amamos um sofrimento inventado?
Longe de ser uma pergunta capciosa.
Longe de ser uma pergunta que você espera que eu vá responder ao longo desse post.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Lie to yourself

Olá querido diário.
Hoje acrodei bem.
Sorridente, feliz. Fui buscar a irmã na escola. Ual, fui à pé.
O sol estava escaldante. Num repente me vi rabugenta e "enfezada".
Agora me pego com medo, pensativa.
Em que ponto da minha vida estou eu?
O que estarei fazendo afinal?
O que todos estamos fazendo? Onde iremos parar?
Será que vamos parar?

Disfarço um pouco e arroto borboletas no canto da boca. Um tanto quanto Blasé.
A subjetividade nunca foi minha companheira. É, você sabe.
Chá, café, eu, erraticidade, divagar, lua, futuro.
Hole crap.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

One step from paradise

Ou, segundo Phill colins "It's another day for you and me in paradise."
O "paradise" é puro sarcasmo.
Estamos todos muito longe de viver num paraíso. O qual nós mesmos contruimos, todo santo dia.
Ou destruímos, todo santo dia.

Na verdade, quem faz sentido é soldado.
Ninguém se importa mesmo.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Mensagens subliminares

Hoje a lua estava linda.
Eu tinha acabado de sair de uma aula de química.
Ela me pareceu um átomo, e ao seu redor, uma eletrosfera brilhante e linda, e atraente.
Uma atração natural, sobrenatural.
Hoje ganhei um desenho.
A garota tinha uma beleza natural, apoiava a mão em uma árvore como se regesse o elemento terra. Como se o fogo estivesse no seu olhar. Como se o vento, fosse o mesmo daquele luar. Faltou a água...Ah, me contento em plasmar e ouvir o som do mar.

Ah, quase esquecendo. Voltei a cometer o crime que eu mais gosto.
Voltei pro meu filho que só chora quando eu quero, voltei pro meu violão.
Ele parece mais sério agora. Mais realista, calejado. Mas, sorridente, como sempre foi.
No fim das contas, a música nunca me abandona. Eu mesma não a consigo abandonar.
Eu viveria disso. Eu respiraria isso, me alimentaria disso.
Quem sabe um dia.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Pois digo que não quero!

Somos mulheres, não somos máquinas.
Vivemos pra ser alguém, e não algo de alguém.
Beleza não se põe na mesa, não se come. Se olha e deseja.
Caráter, inteligência, personalidade... Se devora, eterniza.
Os peitos e a bunda vão cair um dia. É a gravidade.
Já o bom senso, a boa companhia não caem nunca. A não ser que você queira que tudo vá embora.
Melhor... Não vai dar tempo de você se decidir. Nós sempre vamos embora antes de ouvir o "não".

Um dia acreditei da teoria do Boomerang (do cartoon network), onde tudo que é bom...Volta.
E, necessáriamente, nunca é bem assim. Principalmente com os sentimentos, com os momentos.
Tivemos bons amigos, que nunca mais voltarão.
Tivemos bons amores, bons momentos, que provávelmente foram únicos e só. Algo a se acrescentar pra vida.
Tivemos um brinquedo, muito querido. Se hoje, eu revirar o mundo atrás dele, posso até encontrar. Mas o "como ele era bom" não volta mais.
Todos os dias, estamos em constantes mudanças, "evoluções repentinas" e, amanhã, nada será igual a hoje ou ontem. Quer eu queira ou não.
Muitas vezes bom, muitas vezes não.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Não perca seu tempo...

Mentindo.
Os dias passam rápido demais. A vida (essa vida) acaba rápido demais.
E isso eu garanto, não é nenhuma mentira.


Ela gosta do olhar,
gosta da atenção.
Ela gosta de tudo aquilo que ele possa a proporcionar,
e até mesmo, aquilo que ela não imagina que ele o possa.
Ela não sabe se pode, mas ela gosta.
Ela pode nunca ter razão, mas ela vai argumentar, divagar e falar até te fazer admitir que há uma nova vertente para algo.
Ela pode cair aos pedaços, e vai, mas com toda a tua irreverência e individualidade (diga-se personalidade) ela não vai esconder... Mas também não vai morrer. Talvez ela só vá se fortalecer.
Ela pode sonhar. E sonha. E espera, e quer...e realiza.
Ela pode rir também... pode escandalizar como sempre fez, talvez para esconder algo, ou talvez por simplesmente ser naturalmente “desbocada”.
Ela pode gritar aos quatro cantos do mundo seu ódio, seu amor, seu prazer e sua dor.
Mas Talvez, ela possa ser tachada de comunista por defender sua igualdade em seu mundo.
Ela pode não ter seios fartos, uma bunda grande, um corpo escultural, e um rostinho lindo pseudo-retardado de tão belo.
Mas ela prefere ter seu cérebro, sua persistência, sua perspicácia e poder se orgulhar da sua índole, sua moral.
Ela poderia mentir, poderia trair... Mas ela prefere ser natural, real e palpável, conseguindo algo por seu mérito.

Ela pode querer a ti, mas ela prefere a mim.
Apenas à mim, aqui.

domingo, 25 de abril de 2010

Se há de partir? Sim, Sim.

"Amor é amor em sua essência. Não são palavras nem ações nem desesperos. Amor nasce amor e continua amor pela eternidade, por mais previsível e clichê que possa parecer.
Cuspa borboletas, sempre borboletas , e não larvas , e nem casulos, borboletas formadas... Pois você é o seu amor. E o amor que tens dentro de ti. "

Conversando com meu irmão, foi isso que obtive.
Sempre isso.
Assim como eu, ele é um eterno apaixonado, amante, observador, não mártir mas... Que amador.
Se errei ao amar. Errei ao nascer, pois nascer culmina em amar.
Amar o mundo difícil e trágico que é proposto pra você. Amar as pessoas, as dificuldades. Amar o erro e a superação. Amar bater com a porta na cara, amar cair de cabeça e estourar os miolos. Amar levantar, dar alguns pontos, fazer pequenos curativos e ver que continuamos vivos. E amando.
Feliz ou infelizmente, mas amando.

sábado, 24 de abril de 2010

Caro exilado de capela

Caro exilado de capela...
Hoje o dia foi chuvoso.
Escureceu em pleno dia. E eu não soube o motivo.
Agora desconfio que possa ter sido algum tipo de recepção pra ti, que merece ver fenômenos físico-naturais como esse, em pleno ar...em movimento, no teu novo lar.
Respirando o ar úmido, senti tua falta.
A falta tua, mesmo nunca tendo te tido muito por perto, algo aqui dentro reclamava a tua ausência e se emocionava com tua presença.
Me pergunto como você está agora.
O que sente, o que sentiu. Se doeu ou foi como simplesmente dormir.
Eu deixo você vir me contar qualquer dia desses como as coisas funcionam aí. Ou melhor, me espere. Um dia a gente conversa direitinho.
Não sou uma exilada de capela como você. Mas quero evoluir também.
Não sou sua filha, mal te conheço. Mas meu carinho filial por você é inenarrável.
Aqui fica um muito obrigada.
Um em nome de vários.
Não se esqueça de nós aqui...Terráqueos.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A little curious

Olá querido diário.
Hoje acordei com um quê de felicidade, um quê de que coisas surpreendentes não precisam acontecer para fazer meu coração bater mais forte, ou simplesmente brotar um sorriso nos meus lábios.
Senti ânimo ao passar a roupa. Senti satisfação em "ajeitar" a casa e fazer o almoço, tudo dentro do horário planejado.
Senti uma alegria maternal (por incrível que pareça) ao coçar as orelhas da minha cachorrinha e depois fazer festa na barriguinha dela.
Me senti progredindo ao acertar vários exercícios da apostila e encarar melhor o mundo dos números não como um bicho de sete cabeças. Mas de doze. Doze cabeças mais dóceis, é cláro.
Me diverti ao fazer aquele trajeto e sentir meu rosto corar.
-"Oi Fer!"


Ps: Quem será o assassino da academia brasileira de letras?
não contem.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

E na casa da tiiia....





Só pra descontrair.
Pode parecer meio ridículo, mas eu ri vendo isso.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Pequenos Assassinatos

Eu ainda estou num estado letárgico.
Você pode achar algo comum, normal, tendo em vista o mundo no qual vivemos.
Você já está muito acostumado com a maldade e a perversão personificada em algumas pessoas frágeis que se permitem agir de forma criminosa e penosa à outrem.
Hoje minha irmã veio conversar. Um papo de "Não conta pra ninguém?"
Não prometi nada, pedi que ela contasse logo.
e ela disse:
-"Sabe, minha amiga me contou que o pai a estuprou. Aí a mãe dela largou do pai. Mas não denunciou pra polícia não."
Eu, branca feito papel especulei:
-"Você não perguntou mais nada? Não quis conversar?"
e ela...: -"Não."
Eu me perguntei até que ponto, o medo dela iria. Até ela ver uma vítima na sua frente e não aceitar a realidade? Não conversar? Não tentar ajudar?
Você leitor ainda não deve estar muito chocado ou surpreso.
Vou me desprender agora de todo meu padrão cultural e social da boa educação e ver se você realiza comigo um pouco.
Imagine uma criança de 10 anos.
Uma menininha, que vai pra escola todos os dias. Faz exercícios e provas e brinca, brinca como qualquer outra menininha de 10 anos que você vê e acha um doce, acha normal. Acha que é o futuro do mundo. Que vai ser o orgulho de alguém.
Agora imagine que essa pequenina possui um peso corporal leve, possui órgãos internos e sexuais em desenvolvimento. Possui olhinhos pequenos e brilhantes, mãozinhas que ainda se empenham em traçar uma letra de mão bonita num caderno de caligrafia.
Te atormentando mais ainda, imagine que essa garotinha não possui pelos pubianos, não menstruou, não se depila, não tem disposição para o sexo pois ainda nem se preocupa com os garotinhos da escola, a não ser para brincar de pique.
Agora imagine essa garotinho, doce e inocente sendo penetrada à força por um membro enrrijecido e desproporcional ao seu tamanho, de um homem barbado e desumano de 40 e pocos anos de idade que, de tão fraco cede à essa maldade animalesca e sem explicação.
Imagine as lágrimas de dor física e emocional que essa doce, agora triste garotinha derramou.
Imagine o olhar vago de incompreensão existente naquela pequena face, enquanto a perturbação e a desgraça tomavam conta daquele homem.

Agora imagine que esse homem está solto. Está livre, e agora solteiro...Com abertura para acabar com o futuro de quem julgamos ser o futuro do mundo.

Depois de ler tudo isso, você ainda está achando tudo muito corriqueiro?
Se sua resposta for sim. É uma pena o mundo ter te corrompido tanto a ponto de lhe arrancar a sensibilidade, o pavor.
Você leu aqui, mas um pequeno assassinato que cometemos todos os dias.
Esse pobre homem matou o espírito livre de uma criança.
Nós matamos uma centena de crianças com o nosso silêncio.

domingo, 18 de abril de 2010

Afraid of...

Como meu irmão costuma dizer... A música tem a capacidade de nos transportar, de nos fazer sentir incríveis. Bem, vivos de alguma forma.
Hoje já não sei mais se meus momentos mágicos são de morte ou de vida.
Nunca soube decifrar a morte. Nem mesmo soube explicar a vida.
Vagueio então em palavras, em tentativas de descrições, na tentativa de manutenções de coisas que talvez só existam no mundo das minhas palavras. No mundo das idéias de Platão, que óbviamente nunca me conheceu, mas reproduziu o sentimento como se tivesse vivido dentro de mim um dia.
Hoje li algo parecido com "O céu está dentro de você. Aprenda a viver no paraíso. Nós criamos dentro de nós os infernos da angústia e tristeza. Não é preciso morrer pra ir pro céu. Portanto perdoe e prossiga sempre."
Com aspas ou sem aspas, a idéia era essa.
Sabe, eu não deveria precisar de um livrinho de pensamentos de um cara foda pra entender algumas coisas. Pra viver algumas coisas.
Eu não deveria precisar de um livrinho pra admitir pra mim mesma que já passou da hora de abrir a mão e deixar as coisas irem quando devem ir. Ficar o quando devem ficar. E reaparecerem um dia, se preciso.
Não viver em função de nada. A não ser do "vir a ser" o que EU quiser ser.
O que eu puder ser.
O que me permitirem fazer.


"I've cried a river of tears
And I'll learn to live without ya
But I wish you were here.
If you take me by the hand
Open up your heart
I'll help you
Find your way back home.
Have a little faith
Don't give up on love
I'll help you
Find your way back home."

sábado, 17 de abril de 2010

Uma vontade



Uma vontade incontrolável de sorrir.
Sem motivo aparente, é cláro.
Sem motivo real, é fato.

Como é o "M" da sua mão?
Você já parou pra pensar, que, mais do que na mente, você me carrega na tua mão?
Não, não a bata com força assim na mesa, ou na parede. Não sou eu quem sente. É só você.
Estive pensando na nossa maestria em julgar pessoas. Em julgar nossa sociedade hipócrita. Eu gosto muito de fazer isso, todos gostam!
Adoramos errar e receber perdão.
Adoramos ver quem está errado e nunca perdoar.
E, sabe? melhor do que perdoar, deveríamos ver que não houve erro. Que de pura maldade, não existe ninguém.
Falo isso por mim. Tenho pecado muito.
Não tenho pecado contra ninguém não, por mais que você discorde. Tenho pecado é comigo mesma. Me faço e desfaço o tempo todo, me sinto como um círculo de espelhos onde qualquer luz que eu mire para acertar alguém, não acerto nada além de mim mesma.
Estamos todos cegos. Cegos pela "loucura do dia-a-dia".

quarta-feira, 14 de abril de 2010

The best day ever

Cara. Em 11 anos de irmã mais velha, nunca me senti tão orgulhosa e prestativa como me senti ontem.
Foi uma sensação muito incrível, vide o fato.
Fui buscar minha irmã na escola, como faço costumeiramente.
Peguei em sua mão em meio a barulheira generalizada da "criançada" e marchamos rumo ao ponto de ônibus. Percebo que ela "puxava" demais o ar no nariz, como se estivesse entupido e ela estava com o rosto "coradinho".
- "Que aconteceu, tá gripando também?". Perguntei.
- "Não, não tô gripando não." Respondeu murchiiinha.
Aí pensei comigo, patz, a fofoca deve ser boa, melhor especular. E ela continuou:
- "Eu tava meio que chorando um pouquinho..."
- "Por quê?".
- "Ah Mãhn... Eu pensei que o Eric fosse meu amigo, mas hoje ele chingou a mamãe."
Pensei comigo...AH tá, só isso.
- "Chingou? chingou de quê?"
- "Ah, daquele palavrão lá. E além de chingar a mamãe, ele disse que estuprou ela. Aí eu comecei a chorar, você sabe né?"
PAAAATS...Então quer dizer que um mulequinho de 10 anos da altura do meu fêmur pode chegar, NA SALA DE AULA e falar pra minha "inocente" irmã :"AAAH, sua Fila da Pota, Cumi tua mãaae". Sem sentido algum?
Tá, é coisa de criança, mas...de criança pra criança, isso varia muito. Confesso que fiquei surpresa com a reação da minha irmã perante um chingamento e me aproveitei do fato pra "ganhar uns pontinhos com ela".
- "Quem é esse Muleque?"
- "Ah, ele tá vindo alí ó, de blusa azul clara. Mas num vai lá não ó..."
Nesse momento eu já estava me deslocando pro outro lado da rua... Me senti uma criança de 12 anos novamente (mentira). Na verdade eu tava mais pra uma mãe gorda de periferia com uma colher de pau (ou plástico) na mão louca pra defender a cria.
Primeiramente, pra desmoralizar a criança, a gente abaixa, pra poder falar no mesmo "nível" em que ele.
- "Ei, psiu, vem cá."
Interessante como criança nunca vem sozinha. Juntamente com ele, tinha mais uns 5 garotos.
-" Então, que história é essa que você, nesse tamanico aê andou estuprando minha mãe hã, seu pintinho pequeno?"
- "EEEU? eu não falei naaada!"
- "Pois eu andei ouvindo umas coisas aí. Tá vendo a garotinha ali no ponto? Ela é minha irmã. Logo, a mãe dela também é minha. Intão eu vim pedir pra você regular mais o que fala, porque é muita falta de educação e eu não sei bem o quanto você teve em casa".
O resto eu deixei que os amiguinhos fizessem. Mas pouco "zoado" ele não foi. (riiiiiisos).

E foi bem assim.
Mentira, tirando a parte do "pinto pequeno". Issaê a gente não fala pra criança.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Doesn't matter

Não importa quanta porcaria eu faça. Quantas ações eu tenha por puro impulso.
Às vezes eu preciso disso pra me sentir bem.
E depois me sentir fraca.
Na verdade, eu só quero poder um dia ser a "garotinha ruiva".
Ah, borboletas eternas...

Hoje tomei um copo de coca-cola (quente, mas tomei), e me senti bacana por usar baby look no sol.
Felizmente não estava frio.

domingo, 11 de abril de 2010

Não deixe o amor passar

"Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.

Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR" - Carlos Drummond de Andrade.


Pois eu tenho a certeza, de que as loucuras do dia-a-dia nunca me deixarão cega perante o amor. Meu amor.
Nada que eu precise pedir, só sinta.

sábado, 10 de abril de 2010

Mudanças climatológicas

O vento não me pertence, mas passa por mim.

Há tempos não via um filme brasileiro de incrível qualidade como este. Ainda mais por se tratar de uma biografia. Muitas não costumam ser muito fiéis, quando não, são muito "fantásticas".
Dessa vez foi algo simplório, algo emocionante (Digo isso, por chorar do início ao fim do filme...limpando o muco no cachecol ou na manga da blusa. Pra piorar eu estava febril).
Fui juntamente com meus pais ao cinema assistir aquele filme do "Chico Xavier", sabe?
Primeiramente, a parte mais sensacional foi o fato do meu pai ir junto. Em dezoito anos de existência, ele NUNCA foi ao cinema comigo. E, dessa vez fomos os quatro (inclua a irmã caçula na história).
Certo. Filme começa...em menos de 15 minutos, a dona moça aqui já está se debulhando em lágrimas e se perguntando que, será que era somente ela ou mais alguém poderia estar sentindo a mesma comoção, a mesma sensação, o mesmo conforto?
Tá, filme vai se discorrendo pro final. Enquanto o "cast" aparece no fim, aparecem imagens reais do programa que em certa parte do filme foi encenado.
Acreditem...Ninguém saíu do cinema. Todos estavam concentrados na tela, como se unidos por um único pensamento ou respeito. E ao final do "cast", Chico Xavier pede para que a platéia do tal programa faça a oração que sua "mãezinha" fazia com ele desde tenra idade. o "Pai Nosso".
Não foi só o público de 1900 e alguma coisa que orou. Aquela "platéia" de cinema de 2010 em coro entoôu a tal oração de forma assustadora e surpreendente pra mim.
Meu corpo se arrepiou ao presenciar tal quebra da rotina dentro do estabelecimento, ao ouvir tantas vozes, mesmo que baixinho, na "meia-luz" do cinema.
Coisa pra se lembrar por tempo indefinido.

Sabe...Ainda há sensibilidade em algumas pessoas. Ainda há Fé.
Nem tudo está perdido.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Folha levada

"Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar.."
- Mário Quintana.

Pois esta noite me senti muito próxima de ser uma poeira ou folha levada. O frio, o frio era de morte. O corpo, doía de duro. O medo, era medo de cair lá mesmo.
Dessa vez não estou usando de figuras de linguagem para querer dizer algo relativo aos meus sentimentos, longe disso. Dessa vez o mal estar foi físico.
Talvez uma gripe forte. Enfatizo o forte, que faz os olhos arderem e fecharem sozinhos, o corpo doer e se contrair todinho.
Melhoras pra mim, de nariz "endubido".
Melhoras pro mundo, que mais do que de gripe, sofre todo dia.

terça-feira, 6 de abril de 2010

The great white hope



Viajar é uma delicia, fato.
Fotografar a viagem...Mais ainda.
Com uma câmera de resolução lixo, um saco.
Mas eu tento compensar mexendo no contraste num desses programas porquinhos de edição... whatever.
Família é uma coisa engraçada né? Dizem que "Marido a gente escolhe, parente não!"
Meio complicado isso tudo. Afinal de contas, levando em consideração a teoria de que corações são estúpidos, não escolhemos nossos maridos. E levando em consideração a teoria reencarnacionista...Escolhemos nossos parentes sim!
Tá, tente não enlouquecer com essas informações. Na verdade nem dê muito crédito à elas. Lembre-se de quem as está proferindo (risos).
Estive batendo um papo no carro com meu pai, passeando pela cidadezinha na qual ele foi criado. Senti inveja. Inveja duma infância que nunca tive. Sempre olhei pros meus joelhos ralados com um ar de felicidade...E não de insatisfação por eles não deixarem minhas pernas serem tãao bonitas assim. Sempre me orgulhei de sempre ter dito "Eu tive infância".
Mas...ouvindo meu pai...Cara, ele sim teve infância.
Um cara barbado de 46 anos me exibindo cicatrizes dos 12 anos de idade? Isso sim que é vida!
Correr dos valentões da escola e ser defendido pela irmã mais velha, que dava porrada na mulecada?
Entrar em casas vazias "assombrando-as" e diversas outras coisas que nunca fiz, e nem imaginava que aquele cara que eu grito "Pai!" havia feito também.
Engraçado eu olhar pra ele as vezes e me sentir "O garoto que ele nunca teve".
Ahn...Se família a gente escolhe, a minha aqui em casa eu escolhi muito bem.