sábado, 9 de janeiro de 2010

Sentimento que não "têm" nome.

A garota sorria.
Ele sorria pra ela também. Sorria com os lábios; com os olhos; com o coração que, estava inquieto na quietude do ambiente propício.
Ela se perguntava se, em virtude do silêncio ele ouviria seu coração batendo. Afinal de contas para ela parecia algo incrívelmente ensurdecedor (de maneira boa, acredite).
Então o silêncio foi interrompido por uma junta de palavras que foram tomando corpo e sentido aos poucos. As letras foram de desembaralhando e a garota se perguntava se realmente tudo estava acontecendo assim, de maneira tão feliz. Que bom que não eram vozes do além, e sim vozes do então ser amado, alí, tão desejável e puro.
E então veio um abraço, num laço quase perfeito. Só não foi "laço-perfeito" pela ausência dos nós.
Naqueles braços, aninhada, a garota era só certezas. É só certezas.
Havia um encaixe, um conforto, uma razão para existir. Uma razão pra tudo aquilo ter começado, junto com as borboletas estomacais...que nunca vão embora.
Ela dizia "sim". Ah, que manhã linda foi aquela.

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