domingo, 3 de janeiro de 2010

Um novo ano novo (?)

Carta de Ludwig Van Beethoven à sua Amada.

"Bom dia, em 7 de julho [de 1812]

Embora ainda esteja na cama, os meus pensamentos vão até você, minha Amada Imortal, agora felizes, depois tristes, esperando para saber se o destino nos ouvirá ou não. Eu só posso viver completo contigo ou não viver. Sim, estou decidido a vaguear assim por muito tempo longe de você até que possa voar para os seus braços e dizer que estou em casa, e poder enviar a minha alma envolta em você ao reino dos espíritos. Sim, isto deve ser tão infeliz. Você será mais contida quando souber da minha fidelidade à você. Outra jamais poderá ter o meu coração, nunca, nunca, Oh, Deus! Por que um precisa estar separado do outro quando se ama? E, no entanto, a minha vida em Viena é agora uma vida miserável. O teu amor me faz ao mesmo tempo o mais feliz e infeliz dos homens. Na minha idade eu preciso de estabilidade, de uma vida tranqüila. Pode ser assim na nossa relação? Meu anjo, acabo de ser informado que o carteiro sai todos os dias. Por isso devo terminar logo para que você possa receber a carta logo. Fique tranqüila, somente através da consideração tranqüila de nossa existência podemos atingir o objetivo de vivermos juntos. Fique tranqüila, me ame, hoje, ontem, desejos sofridos por você, você, você, minha vida, meu tudo, adeus. Oh, continue a me amar, jamais duvide do coração fiel de seu amado.
Sempre teu
Sempre minha
Sempre nosso."


É incrível como os meios de comunicação mudaram.
Como os meios de transporte mudaram.
Como as grandes navegações foram úteis e hoje, comumente, caem em esquecimento pelos "jovens".
Durante os séculos as coisas foram evoluindo, modificando e os avanços tecnológicos não cessam.
No entanto uma coisa parece continuar inegávelmente sendo explicitada de forma compreensível e total, que ultrapassa os séculos.
É engraçado ver que mesmo com o passar dos séculos esse amor continua o mesmo.
Sempre teu
Sempre meu
Sempre nosso.

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