quarta-feira, 31 de março de 2010

Dust in the wind

"Quando uma estrela cai, no escurão da noite,
e um violeiro toca suas mágoas.
Então os "zóio" dos bichos, vão ficando iluminados
Rebrilham neles estrelas de um sertão enluarado.

Quando o amor termina, perdido numa esquina,
e um violeiro toca sua sina.
Então os "zóio" dos bichos, vão ficando entristecidos
Rebrilham neles lembrança dos amores esquecidos.

Quando o amor começa, nossa alegria chama,
e um violeiro toca em nossa cama.
Então os "zóio" dos bichos, são os olhos de quem ama
Pois a natureza é isso, sem medo, nem dó, nem drama.
Tudo é sertão, tudo é paixão, se o violeiro toca
A viola, o violeiro e o amor se tocam..."


Hoje acordei com cheiro de mato ao meu redor.
Cheiro de mato e de amor. Cheiro de campo, de luar.
Aquele luar que eu parei tudo o que fazia para olhar enquanto esperava o ônibus chegar para me levar pra casa.
O cansaço se foi. Naquele momento era só eu e a lua.
Nada de expressões algébricas, nada de reações quimicas, nada de redações. Só poesia e versos.
Ela parecia sorrir, mas era só reflexo. Quem sorria era eu.
Sorria de boba que sou, de pequena que me senti perante toda aquela altivez e petulância lunar. As pessoas olhavam, curiando o que eu tanto olhava e o engraçado é que a importância que aquela lua tinha pra mim...Não tinha pra nenhuma delas, pessoas "corridas".
Em suas faces eu via: "Ah, uma bela lua, bacana!".
Na minha face elas viam :"Não, não é só uma lua".
Então assim, embebida com a luz e o cheiro que o vento úmido e frio trazia que me lembrou o tão querido "mato"...Ouvi música. Especialmente essa música, onde "Tudo é sertão, tudo é paixão se um violeiro toca."
Num repente me transportei, me senti como um bicho de olhar entristecido, bicho de olhar iluminado, bicho de olhar de quem ama; me senti um violeiro, que traz sua viola e anseia por rever seu amor, unindo-se a ele numa simples canção.

E a Natureza é isso! Sem medo, nem dó, nem drama.

terça-feira, 30 de março de 2010

Pensar e pensar

"Quero sonhaaar, quero sonhaaar..E os gases soltar."
Tá, a parte dos gases eu prefiro manter em sigilo, afinal de contas nem todo mundo precisa saber que eu também produzo gases.
Ouvi essa frase num desenho, acho. E especialmente no dia de hoje ela não sai da minha cabeça.
Deve ser a flatulência.

Hoje eu me peguei pelo avesso. E com medo (como não podia deixar de ser).
Medo da escolha grandiosa que tomei.
Afinal de contas...muitos não vêem sentido em uma pessoa que sempre se deu mal com a matemática optar por cursar engenharia.
Tá aí! Eu tô com medo.
E se meus problemas não forem embora?
E se eu for um caso perdido na bendita matemática e eu Bombar em Cálculo I, logo de cara quando as coisas esquentarem?
Pra começo de conversa eu preciso passar. Mas e se, depois de tanto esforço... Os números não funcionarem?
Confesso que se não for isso, eu não sei o que diabos eu farei.
Não é que eu não goste da matemaática. Ela só é um desafio pra mim que já vem se arrastando a um bocado de tempo. Tempo o suficiente pra eu questionar se é de fato um desafio a ser vencido, ou uma barreira a ser respeitada.
Ah céus. Vá embora medo. Minhas construções e projetos hão de me aguardar.
(yn).

domingo, 28 de março de 2010

These days

Passo e passo. Árvores, brisa e sol.
Banco, formigas, mato cortante e brigadeiro.
Não dois amores! É brigadeiro com gosto de dedo indicador sem promessas. E um amor só.
E quando ela se virou, todo o amor estava lá, guardadinho, esperando uma tarde faz-sol-chove, ou qualquer outro momento oportuno para poder falar um "oi".
Anteriormente ela sempre queria mais. Queria beijos intermináveis, abraços inigualáveis, pois assim eles se tornariam memoráveis.
Mas agora... Ah, agora ela sabia que só um singelo momento, frações de segundo nos quais ela observava aquela respiração, tocava aquela mão há muito almejada, sentia o toque dos lábios... Por mais singelos e curtos que fossem aqueles momentos, eles se tornaram memoráveis e eternos na cabecinha e no coração daquela garota.
Engraçado. A vida ia se discorrendo, e em cada "fase" ela aprendia a valorizar coisas, momentos e palavras. Tudo tem a sua importância para cada pessoa. E agora ela sabia, ou pelo menos acreditava conhecer tudo aquilo que é importante para ela.
Ela sabe, que ainda há muito por vir, muitas realizações, sabe?
Mas naquele momento, e naquele quesito. Ela sabia a importância de tudo.
Ou melhor, a importância dele.


"She came looking for some shelter with a suitcase full of dreams."

sexta-feira, 26 de março de 2010

É pique, é pique!

E agora, que já passamos da meia noite, posso me declarar quase que "de maior, tá ligado?"
Tá certo, dezoito anos não vai mudar coisa alguma na minha vida. A não ser, talvez, uma frase que ouvi essa semana parecida com :"A gente reza pra chegar nos dezoito, mas daí pra frente o tempo voa e lá na frente você reza pra voltar."
Mais...Já tá passando rápido, entende? São muitas realizações e ócios ao mesmo tempo, são muitos encontros e desencontros e notas vermelhas em dezoito primaveras.
Bom... Agora, daqui há vários anos, vou poder contar pros meus filhos de olhos puxados, loiros, negros e desbotados (e melecados, fato) que fui virgem até os dezoito (e sabe-se lá até quando mais...), que bebi, fiz merda e no dia seguinte infelizmente lembrava de tudo, que amei e que amo. Que nunca devemos desistir dos nossos objetivos porque tudo é possível. Digo isso agora como uma premonição, saca? Afinal de contas ainda há muito pra acontecer, que eu quero que aconteça, e que acontecerá, ponto.
São dezoito curtos anos de questionamentos, de indignações com coisas e de resignação com pessoas. De amor à vida, essa coisinha que eu nunca soube descrever, assim como o amor, mas sempre amei. Amei e continuo amando viver, como nunca fiz antes e que será pouco perto do que eu amarei amanhã.

E agora, ao invés de falar de mim e do meu amor, amores. Encontros e desencontros, porres e capuccinos...Eu falo agora de quem tornou esses singelos dezoito anos, nos melhores dezoito anos.
Muitos se foram, muitos ficaram de corpo presente e outros ficaram como marcas. Marcas boas, sempre. Até da briga, do birra...É tudo coisa boa.
À essa minha família de laços corpóreos e extracorpóreos, o meu muito obrigada.
Obrigada por tornarem minha encarnação uma coisa mais prazerosa, menos penosa.
Parabéns pra mim? Não!
Parabéns à vocês!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Atalho pelo orvalho

"Acabo de te trair em pensamento
não deixo você ouvir o que te traz sofrimento.
Acabo de me trair, o que é que estou dizendo?"

Eu estava assistindo televisão agora à pouco (tá, era gnt) e me deparei com uma frase chamativa em demasia num certo reclame.
"A cor do seu cabelo pode mudar a sua vida".
Na hora aquela "voizinha" começou a apitar e gritar milhões de insultos e afrontas e até algumas baixariazinhas.
Onde já se viu, uma futilidade tão grande dessas?
A cor do meu cabelo por um acaso vai me dar de comer se eu for uma pessoa paupérrima que não tem onde cair morta?
A cor do meu cabelo, se bem escolhida, vai me colocar em um cargo super importante em uma empresa (não nos esqueçamos que é só cabelo, cérebro é uma grandeza desprezada).
A cor do meu cabelo iria me tirar de debaixo da ponte e me levar pra um "apê" num bairro bacaninha?
Tá. Pode até ser que eu tenha feito tempestade num copo d'água com uma futilidade qualquer de um reclame qualquer de progamas feministas...Mas me encomodou, entende?

Meu décimo oitavo aniversário se aproxima... Infelizmente vou ter de visitar uma urna e alguns meses depois me sentir culpada pela escolha que fiz. Ou a de votar em branco, ou a de escolher um patife demagogo para mandar em algo mais além de seu próprio nariz (ou pra ser mandado além do seu próprio nariz).

"Acabo de me separar sem fazer alarde.
Te ligo quando chegar lá e te escondo a verdade
Nós vamos nos reconciliar...E você nem sabe.
...E lutar sempre por esse amor, que morre e reascende e não tem fim, combinamos destriur, mas sempre estamos enganados vendo-o ressurgir."

domingo, 21 de março de 2010

Starfix

"Assim como você a noite ainda é uma criança que vai amanhecer.
Se você chorar, vou te entender, vou te namorar."

Hoje me deu uma leve vontade de ouvir todas aquelas músicas que eu ouvia há um bom tempo atrás. Três anos, pra ser mais específica.
E essa daí estava no meio. Até hoje eu a considero muito gostosa de se ouvir. Aquela coisa "no balanço duma rede", num pôr-do-sol, num pé d'ouvido.
Mas, dentre tanta música que eu gostava...ouvi algumas que, ao prestar atenção no significado eu caí pra trás de medo.(risos e risos) SIIM as músicas são bizarras! Fazem apologias à coisas bizarras e possuem váarias mensagens subliminares.
"Comprei uma balinha colorida para entrar na festa"
Na época em que eu ouvia isso, eu imaginava, de fato, uma balinha...7Belo talvez. Mas hoje a probabilidade dessa balinha ser um ecstasy/LSD é muito maior.

Engraçado como o tempo faz diferença.
É, o tempo faz diferença em tudo.

sábado, 20 de março de 2010

Estamos em greve!

E algo que não está em greve, nadica de nada..É a censuuuura.
Mas, será possível que essa coisinha está voltando com mais força do que nunca em plena era da "globalização" e da "informação" instantânea (deturpada ou não. na maioria das vezes sim).
Então quer dizer, que o digníssimo Sr. José Serra, em sua primazia pela educação aumenta o salário dos Srs. Policiais e mantém a miséria do salário dos professores? Aqueles mesmos professores desmotivados, ou aquela dona Célia, Soninha, ou Candinha...que te deu aula na segunda série. Os primeiros fizeram greve. Mas a polícia não pode parar! afinal de contas é preciso fingir trabalho aí nas ruas! Então...vá lá, aumente o salário "dos homi" e tá tudo certo.
Agora quando os professores queridos, não muitos, resolvem se unir para reivindicar seus direitos, ou pelo menos aquilo que deveria ser valorizado...
Alguém tá sabendo de alguma coisa? Alguma linha foi publicada nos jornais justificando tal greve pela vertente de quem por ela está lutando?
Nãaaao! Afinal de contas, nada além daquilo que o Sr. José Serra diz ou autoriza, pode ser publicado pela mídia.
Usei os professores e policiais como exemplo...Mas as coisas estão difíceis.
A censura está voltando com força total. Ninguém pode ter força pra gritar se ninguém sabe de nada.
Pra variar, estamos muito acomodados.
Luiz Fernando Emediato, onde está você?

quarta-feira, 17 de março de 2010

For Real

"Transforma-se o amador na cousa amada
Por virtude do muito imaginar;
Não tenho logo mais o que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.

Se nela está minha alma transformada,
Que mais deseja o corpo alcançar?
Em si somente pode descansar,
pois consigo tal alma está liada.

Mas esta linda e pura semideia,
Que, como o acidente em seu sujeito,
Assim com a alma minha se conforma,

Está no pensamento como ideia;
E o vivo e puro amor de que sou feito,
Como a matéria simples busca a forma."

Façam as contas! São todos decassílabos! Obrigada Camões!
Agradeço também pela perfeita referência ao amor platônico.
Pois é exatamente desse jeito que as coisas são. A idéia de amor racional nunca me pareceu tão real e malquista.
Afinal de contas se quando te olhei, te reconheci minha metade que me tornava completa no mundo das idéias, me reconheço agora, de metade, alma inteira... pois tenho a lembrança, tenho comigo a "virtude do muito imaginar".
Lembro-me de um certo dia ter pronunciado "Eu quero, eu espero". Mas o racionalismo nada pode esperar. Com a paixão nunca haverá de contar...Haja vista que esta é sua perdição, seu pecado.
Tá, chega de Platão e Camões hoje.

Ps: Sabiam que Pedro Bial foi de Queda do Muro de Berlim pra "Paredão"?
É...que decadência.

segunda-feira, 15 de março de 2010

How I wish...

"How I wish you were here.
We're just two lost souls swimming in a fishbowl.
Year after year....
...The same old fears."

Música é algo necessário.
Algo preciso, como navegar. Não como viver.
Morte é algo factual. Morre-se e pronto.
Algo preciso, como navegar. Não como viver.
Não temos certeza de como viver, como vivemos
Mas temos a certeza de que morreremos.
Alguns em breve. Outros talvez tardiamente.
Alguns morrem físicamente. Outros já tiveram seus espíritos (ou estado dele) mortos há tempos.
Somos previsíveis, Somos imprecisos.
Imprecisos... Afinal, quem precisa de nós?

"Somos o que dá pra fazer."
E se não dá pra fazer, quem somos então?
Ah, mas eu digo e repito: - Sou meu tudo, sou seu nada!

sábado, 13 de março de 2010

Wishes...

Pessoas boas deveriam ser imortais?
Na verdade seus atos são imortais.

Por que adoecemos, morremos? Somos tão bons!

Na verdade estou fazendo perguntas que sempre soube as respostas. Mas quando me deparo com esses fatos bem embaixo do meu nariz não muito pequeno, questiono de forma ignorante novamente.
Eu queria que ele vivesse pra sempre. Falasse pra sempre. Voasse pra sempre. Calculasse e sonhasse pra sempre.
Mas a verdade é que ele fará tudo isso. Bem aqui, dentro de mim.


Quero um dia poder significar tanto para alguém, para um pedaço do mundo...talvez.
Vá, e brilhe tanto quanto as estrelas que você tanto estudou, obrigada.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Alguma coisa...

Mais um vídeo...
http://www.youtube.com/watch?v=9jjhsg0y3xM

Se não me engano...essa foi a primeira música que eu fiz.
"Noooossa, múuusica, quefoooda."
Pf, grande coisa.

Enjoy. :D

quinta-feira, 11 de março de 2010

By your side

De Súbito ela foi tomada pela vontade...
Era infernal, era doloroso.
Seus músculos se contraíam, se relaxavam. Quietude, paz...eram as últimas coisas que poderiam passar pelo seu pensamento conturbado.
Chorar nunca iria adiantar. Isso ela já havia aprendido.
Sorrir já não era mais uma máscara. Tornara-se um verniz fixo que era muito bem polido dia após dia.
Não dava pra definir o que era aquilo.
Angústia não era, fome também não. Talvez medo, talvez desespero que doía, mas nunca tomava forma na pele de maneira lancinante.
Era fogo, era frio.
Depois cheio, vazio.
De todas as palavras...Todinhas mesmo, nenhuma faria nada mudar agora.
"O mundo tá perdido mesmo" - Ela pensava.
Pensava, mas não acreditava. Existia algo bem lá no fundo que insistia em prevalecer.
"Perdido é o nada, é o tudo..." - Divagava.
E aquilo haveria de prevalecer...indefinidamente, inevitávelmente, propositadamente... mente, mente..."Não mente..."-Sonhava.
Era verde, era bonita. Às vezes gostosa como espirrar quando se tem vontade. Às vezes amarga como esperar pelo que nunca parece chegar.
"Olá esperança, é você denovo?! Pensei ficar mais de três dias sem você..." - Cumprimentava.

Ela nunca se foi, e nunca irá embora dalí, daqui.
E então, num momento de contração absoluta de todos os seus músculos os quais ela tinha conhecimento, gritou. - E passou.
"Talvez o mundo ainda tenha uma chance." - Cantava.

terça-feira, 9 de março de 2010

Toy soldiers

"A minha vontade é forte, mas a minha disposição em obedecer-lhe é fraca." - Drummond.

"Carlos Drummond de Anrade morreu. Era o que restava de poesia. Sobraram vates patrióticos, canastrões dramáticos, revolucionários de botequim e robôs efêmeros cantando ninfetas narcóticas, calcinhas comestíveis, polícia. Sinal dos tempos?..."
"Vá a Brasília. Visite o Congresso. Há um bando de parasitas, desocupados, meliantes engravatados, safados e rufiões circulando por suas salas luxuosas, firmando pactos, acordos, negócios. Há entre eles aguns cidadãos abnegados que se elegeram na esperança de poder contribuir para a libertação e o desenvolvimento deste país.
São poucos.
Eles caminham com impotência entre os "próceres" que há décadas controlam tudo neste país, mudando de lado e de partido, dançando conforme a música, mentindo conforme o ouvinte, tramando conforme a vítima, cedendo conforme o lucro. Brasília continua uma cidade vazia de idéias e de dignidade. Ela reflete a decomposição moral em que este país de afunda (...)
Será que estamos em guerra?
Não, não estamos - mas estamos matando e morrendo. Vivemos em um país selvagem. Estamos matando nossa juventude, e nem ao menos nos indignamos mais. Quando perdemis nossa capacidade de se indignar - de gritar basta!Chega! Parem! - Quando silenciamos, a partir daí tudo passa a ser permitido.
Este país parece que está podre.
Você vai deixar que continue assim?".

Nestas chocantes e diretas linhas, Luiz Fernando Emediato descreve seu asco ao país no qual vivemos. Não necessáriamente o país, e sim o "sistema". Este texto pertence a década de 70/80.
Mas, me diz você... O inconformismo presente nas linhas acima não retratam a mesma situação na qual ainda estamos imersos?
Décadas de indignação pelos mesmos motivos não fizeram a situação mudar.
A indignação nunca faz nada mudar.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Stupid quicksand, stupid jungle!

Um dia, li algo parecido com... "Stupid people do stupid things!"
Talvez isso seja verdade.
Uma talvez verdade também seja o fato de que pessoas estúpidas não merecem posts em blog. Deixemos esse fato pra conversas particulares, risos particulares.
Sem contar que o meu horóscopo pede: "Haja de forma magnânima, sem mesquinharia!"
Então nada de adjetivos chulos como "biscate, puta, lazarenta, vagaba..."
Isso não me faria muito bem, num certo "dia da mulher".

Hoje a farra acaba, é hora de começar a estudar (cursinhooo ><).
Hoje é hora de começar a colocar todos os planos em prática. Nem todos, é claro...Só os mais fáceis que exigem uma certa persistência não tão fácil assim.
Pf..fique aqui um trecho pra se relaxar.

"Lara deitou no sofá, vestida, com o telefone ao lado. Sentia-se esgotada. E sabia que seria impossível dormir.
Mas dormiu.
Philip, em seu quarto, andava de um lado para outro, como um animal enjaulado. Estava furioso com Lara, furioso consigo mesmo. Não podia suportar a perspectiva de nunca mais tornar a vê-la, de nunca mais tê-la em seus braços. Malditas sejam todas as mulheres!, pensou ele. Bem que os pais haviam no advertido. Sua vida é a música. Se quer o melhor, não há espaço para mais nada. E, até conhecer Lara, ele acreditara nisso. Agora, no entanto, tudo mudara. Droga! Era maravilhoso o que nós tinhamos. Por que ela precisava destruir? Ele a amava, mas sabia que jamais poderia casar com ela.
Lara foi despertada pela campainha do telefone. Sentou no sofá, ainda tonta de sono, e olhou para o relógio na parede. Eram cinco horas da manhã. Sonolenta, ela atendeu.
-Howard?
Era a voz de Philip:
- Não gostaria de casar em Paris?"

Woman

A verdade é que somos todas muito fortes, fodas e genuínas. Cada uma a seu modo, óbviamente. Afinal de contas, mulheres não são todas iguais! Podemos concordar em muitos aspectos, mas, nunca concordaremos em tudo. Haja vista as inúmeras mulheres mundo à fora que vivem se engalfinhando física ou mentalmente. Confesso que no dia de ontem fiz parte da mulher que quer se engalfinhar físicamente...me contive com a parte imaginária.
Mulheres...Somos todas lindas de alguma forma. Rimos, fofocamos (com maestria! A grama do vizinho é sempre mais verde!), menstruamos e conseguimos sobreviver à cólicas tão horrorosas quanto um "brutallity" do Mortal Kombat. Engravidamos, amamos, choramos muito com coisas aparentemente sem sentido... Somos donas de casa, donas do trabalho, estudantes, esposas, mães, filhas...somos mulheres! E não é nenhum "sabe-se lá quanto cm" no meio das pernas que vai te decepcionar no dia de hoje por não te dar parabéns pelo teu dia. E quer saber o por quê?
Porque nosso dia é todo dia! E seria um bocado complicado ser parabenizada todos os dias, não?

Parabéns mãe, tia, cachorra, papagaia...Uf, parabéns à todas as mulheres que possam vir a ler essas linhas. Parabéns pra mim, uma mulher em desenvolvimento.

sábado, 6 de março de 2010

Dotes culinários...

Enfim criei vergonha na cara e resolvi postar algo musical meu por aqui.
Não, nada de cozinhar. O negócio aqui é música agora.
Morrerei de fome. :D
enjoy it.

http://www.youtube.com/watch?v=xA54njMUzJY

quinta-feira, 4 de março de 2010

"Por onde andei...

...Enquanto você me procurava?
E o que eu te dei, foi muito pouco, quase nada?
E o que eu deixei - algumas roupas penduradas.
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava?"



Neste momento aí eu me perguntava se era só eu ou se a cidade todinha também podia ver que o sol se escondia por trás das nuvens espessas.
Mas, será que ele se escondia ou lutava para ser visto?
O dia todo havia sido dessa maneira. Ora aparece, ora encoberto.
Assim somos todos nós. Ora claros, nítidos e transparentes perante e para a vida.
Ora encobertos de nuvens espessas da dúvida, medo e transgressão.
Mas devemos ser como o sol também... Nunca desistir da tal luta por "claridade". Por mais difíceis que o "tempo" pareça. Por mais que os temporais e as nuvens permaneçam por dias infindáveis, devemos nos recordar de que o sol nunca se foi. E de que um dia limpo em breve virá.


quarta-feira, 3 de março de 2010

In The End

E mais uma vez o fatídico e chato horóscopo.
É terrível, estou ficando viciada.

http://estrelaguia.com.br/horoscopo/aries
o.o'
"A verdadeira liberdade vem das escolhas conscientes".
Fato! Sou impulsiva, mas não sou boboca. Mais do que nunca tenho precisado pensar em todos os meus atos e confesso que nunca imaginei que pensar requer tanta responsabilidade.

"Forte tendência para preguiça".
Oh God. Eu NÃO fui caminhar hoje. Mas não foi por corpo mole, eu juro (yn).
Meu pai que me deu o cano, e sozinha eu não vou, sabe?

Mas, sei lá...preguiça é algo tão mundial.
Vai me dizer que um ser humano em sã consciência no período de férias não teria uma leve preguicinha em qualquer dia da semana? Se for assim, somos todos arianos -.-'
Sabe... Hoje eu acordei pensando, matutando. Definitivamente eu ainda tenho muito a amadurecer. Muito chão pra pisar e muita concentração pra criar. E o mais engraçado é que eu acho que posso fazer tudo isso amando-o. Mas, amar nunca será suficiente, é cláro. É preciso me preparar para o tudo e para o nada. É preciso esquecer quando necessário e lembrar quando preciso (não necessariamente preciso, visto que é espontâneo).
Mas não se sente! Fique de pé pra ver o que a vida aguarda pra você, pra mim.

terça-feira, 2 de março de 2010

"Take your time...

...I can't wait to see your smile."

Há quanto tempo não acordava assim. Há muito não sonhava assim.
É bom abrir os olhos e ter tido a impressão nítida de ter ouvido palavras incríveis de quem você julga mais incrível ainda (sem superestimar, só admirar).
Um sorriso brota no rosto como um sinal de "bom dia". Um sinal de que as coisas podem ficar boas, um dia ficarão. Não digo nada disso na esperança de apressar um "veredicto". Digo mais como uma forma de "auto-conforto", afinal de contas... de alguma forma as coisas hão de ficar boas. Afinal de contas, somos feitos de escolhas e devemos escolher o melhor, mesmo muitas vezes sem sabermos o que de fato é "o melhor".
Apenas tentamos...
Apenas começamos...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Something to believe in

Sentada no sofá. Dores nas costas. Seu edredom "velho de guerra" e seus pensamentos previsíveis.
A garota só queria não se importar.
Ela queria poder não pensar, não adivinhar o que aconteceria a seguir.
Ela recorria a sua memória, se abrigava em algumas poucas palavras ouvidas... mas estava frio demais.
No fundo ela sabia que cedo ou tarde suas previsões poderiam acontecer.
Mas a questão é... Quanto antes, melhor?
Talvez sim, talvez não. E talvez nada aconteça.
A verdade é que talvez seja melhor não se abrigar em nada. Estavam expostos à tudo, não?

... e tudo é novidade.



"Labios compartidos
Labios divididos, mi amor.
Que comparto el engaño
Y comparto mis dias, Y el dolor."