quinta-feira, 25 de março de 2010

Atalho pelo orvalho

"Acabo de te trair em pensamento
não deixo você ouvir o que te traz sofrimento.
Acabo de me trair, o que é que estou dizendo?"

Eu estava assistindo televisão agora à pouco (tá, era gnt) e me deparei com uma frase chamativa em demasia num certo reclame.
"A cor do seu cabelo pode mudar a sua vida".
Na hora aquela "voizinha" começou a apitar e gritar milhões de insultos e afrontas e até algumas baixariazinhas.
Onde já se viu, uma futilidade tão grande dessas?
A cor do meu cabelo por um acaso vai me dar de comer se eu for uma pessoa paupérrima que não tem onde cair morta?
A cor do meu cabelo, se bem escolhida, vai me colocar em um cargo super importante em uma empresa (não nos esqueçamos que é só cabelo, cérebro é uma grandeza desprezada).
A cor do meu cabelo iria me tirar de debaixo da ponte e me levar pra um "apê" num bairro bacaninha?
Tá. Pode até ser que eu tenha feito tempestade num copo d'água com uma futilidade qualquer de um reclame qualquer de progamas feministas...Mas me encomodou, entende?

Meu décimo oitavo aniversário se aproxima... Infelizmente vou ter de visitar uma urna e alguns meses depois me sentir culpada pela escolha que fiz. Ou a de votar em branco, ou a de escolher um patife demagogo para mandar em algo mais além de seu próprio nariz (ou pra ser mandado além do seu próprio nariz).

"Acabo de me separar sem fazer alarde.
Te ligo quando chegar lá e te escondo a verdade
Nós vamos nos reconciliar...E você nem sabe.
...E lutar sempre por esse amor, que morre e reascende e não tem fim, combinamos destriur, mas sempre estamos enganados vendo-o ressurgir."

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