quarta-feira, 31 de março de 2010

Dust in the wind

"Quando uma estrela cai, no escurão da noite,
e um violeiro toca suas mágoas.
Então os "zóio" dos bichos, vão ficando iluminados
Rebrilham neles estrelas de um sertão enluarado.

Quando o amor termina, perdido numa esquina,
e um violeiro toca sua sina.
Então os "zóio" dos bichos, vão ficando entristecidos
Rebrilham neles lembrança dos amores esquecidos.

Quando o amor começa, nossa alegria chama,
e um violeiro toca em nossa cama.
Então os "zóio" dos bichos, são os olhos de quem ama
Pois a natureza é isso, sem medo, nem dó, nem drama.
Tudo é sertão, tudo é paixão, se o violeiro toca
A viola, o violeiro e o amor se tocam..."


Hoje acordei com cheiro de mato ao meu redor.
Cheiro de mato e de amor. Cheiro de campo, de luar.
Aquele luar que eu parei tudo o que fazia para olhar enquanto esperava o ônibus chegar para me levar pra casa.
O cansaço se foi. Naquele momento era só eu e a lua.
Nada de expressões algébricas, nada de reações quimicas, nada de redações. Só poesia e versos.
Ela parecia sorrir, mas era só reflexo. Quem sorria era eu.
Sorria de boba que sou, de pequena que me senti perante toda aquela altivez e petulância lunar. As pessoas olhavam, curiando o que eu tanto olhava e o engraçado é que a importância que aquela lua tinha pra mim...Não tinha pra nenhuma delas, pessoas "corridas".
Em suas faces eu via: "Ah, uma bela lua, bacana!".
Na minha face elas viam :"Não, não é só uma lua".
Então assim, embebida com a luz e o cheiro que o vento úmido e frio trazia que me lembrou o tão querido "mato"...Ouvi música. Especialmente essa música, onde "Tudo é sertão, tudo é paixão se um violeiro toca."
Num repente me transportei, me senti como um bicho de olhar entristecido, bicho de olhar iluminado, bicho de olhar de quem ama; me senti um violeiro, que traz sua viola e anseia por rever seu amor, unindo-se a ele numa simples canção.

E a Natureza é isso! Sem medo, nem dó, nem drama.

1 comentários:

Rogerio Martins disse...

Caramba, bom post.
Tu escrevendo bem pacas ;p