sexta-feira, 30 de abril de 2010

One step from paradise

Ou, segundo Phill colins "It's another day for you and me in paradise."
O "paradise" é puro sarcasmo.
Estamos todos muito longe de viver num paraíso. O qual nós mesmos contruimos, todo santo dia.
Ou destruímos, todo santo dia.

Na verdade, quem faz sentido é soldado.
Ninguém se importa mesmo.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Mensagens subliminares

Hoje a lua estava linda.
Eu tinha acabado de sair de uma aula de química.
Ela me pareceu um átomo, e ao seu redor, uma eletrosfera brilhante e linda, e atraente.
Uma atração natural, sobrenatural.
Hoje ganhei um desenho.
A garota tinha uma beleza natural, apoiava a mão em uma árvore como se regesse o elemento terra. Como se o fogo estivesse no seu olhar. Como se o vento, fosse o mesmo daquele luar. Faltou a água...Ah, me contento em plasmar e ouvir o som do mar.

Ah, quase esquecendo. Voltei a cometer o crime que eu mais gosto.
Voltei pro meu filho que só chora quando eu quero, voltei pro meu violão.
Ele parece mais sério agora. Mais realista, calejado. Mas, sorridente, como sempre foi.
No fim das contas, a música nunca me abandona. Eu mesma não a consigo abandonar.
Eu viveria disso. Eu respiraria isso, me alimentaria disso.
Quem sabe um dia.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Pois digo que não quero!

Somos mulheres, não somos máquinas.
Vivemos pra ser alguém, e não algo de alguém.
Beleza não se põe na mesa, não se come. Se olha e deseja.
Caráter, inteligência, personalidade... Se devora, eterniza.
Os peitos e a bunda vão cair um dia. É a gravidade.
Já o bom senso, a boa companhia não caem nunca. A não ser que você queira que tudo vá embora.
Melhor... Não vai dar tempo de você se decidir. Nós sempre vamos embora antes de ouvir o "não".

Um dia acreditei da teoria do Boomerang (do cartoon network), onde tudo que é bom...Volta.
E, necessáriamente, nunca é bem assim. Principalmente com os sentimentos, com os momentos.
Tivemos bons amigos, que nunca mais voltarão.
Tivemos bons amores, bons momentos, que provávelmente foram únicos e só. Algo a se acrescentar pra vida.
Tivemos um brinquedo, muito querido. Se hoje, eu revirar o mundo atrás dele, posso até encontrar. Mas o "como ele era bom" não volta mais.
Todos os dias, estamos em constantes mudanças, "evoluções repentinas" e, amanhã, nada será igual a hoje ou ontem. Quer eu queira ou não.
Muitas vezes bom, muitas vezes não.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Não perca seu tempo...

Mentindo.
Os dias passam rápido demais. A vida (essa vida) acaba rápido demais.
E isso eu garanto, não é nenhuma mentira.


Ela gosta do olhar,
gosta da atenção.
Ela gosta de tudo aquilo que ele possa a proporcionar,
e até mesmo, aquilo que ela não imagina que ele o possa.
Ela não sabe se pode, mas ela gosta.
Ela pode nunca ter razão, mas ela vai argumentar, divagar e falar até te fazer admitir que há uma nova vertente para algo.
Ela pode cair aos pedaços, e vai, mas com toda a tua irreverência e individualidade (diga-se personalidade) ela não vai esconder... Mas também não vai morrer. Talvez ela só vá se fortalecer.
Ela pode sonhar. E sonha. E espera, e quer...e realiza.
Ela pode rir também... pode escandalizar como sempre fez, talvez para esconder algo, ou talvez por simplesmente ser naturalmente “desbocada”.
Ela pode gritar aos quatro cantos do mundo seu ódio, seu amor, seu prazer e sua dor.
Mas Talvez, ela possa ser tachada de comunista por defender sua igualdade em seu mundo.
Ela pode não ter seios fartos, uma bunda grande, um corpo escultural, e um rostinho lindo pseudo-retardado de tão belo.
Mas ela prefere ter seu cérebro, sua persistência, sua perspicácia e poder se orgulhar da sua índole, sua moral.
Ela poderia mentir, poderia trair... Mas ela prefere ser natural, real e palpável, conseguindo algo por seu mérito.

Ela pode querer a ti, mas ela prefere a mim.
Apenas à mim, aqui.

domingo, 25 de abril de 2010

Se há de partir? Sim, Sim.

"Amor é amor em sua essência. Não são palavras nem ações nem desesperos. Amor nasce amor e continua amor pela eternidade, por mais previsível e clichê que possa parecer.
Cuspa borboletas, sempre borboletas , e não larvas , e nem casulos, borboletas formadas... Pois você é o seu amor. E o amor que tens dentro de ti. "

Conversando com meu irmão, foi isso que obtive.
Sempre isso.
Assim como eu, ele é um eterno apaixonado, amante, observador, não mártir mas... Que amador.
Se errei ao amar. Errei ao nascer, pois nascer culmina em amar.
Amar o mundo difícil e trágico que é proposto pra você. Amar as pessoas, as dificuldades. Amar o erro e a superação. Amar bater com a porta na cara, amar cair de cabeça e estourar os miolos. Amar levantar, dar alguns pontos, fazer pequenos curativos e ver que continuamos vivos. E amando.
Feliz ou infelizmente, mas amando.

sábado, 24 de abril de 2010

Caro exilado de capela

Caro exilado de capela...
Hoje o dia foi chuvoso.
Escureceu em pleno dia. E eu não soube o motivo.
Agora desconfio que possa ter sido algum tipo de recepção pra ti, que merece ver fenômenos físico-naturais como esse, em pleno ar...em movimento, no teu novo lar.
Respirando o ar úmido, senti tua falta.
A falta tua, mesmo nunca tendo te tido muito por perto, algo aqui dentro reclamava a tua ausência e se emocionava com tua presença.
Me pergunto como você está agora.
O que sente, o que sentiu. Se doeu ou foi como simplesmente dormir.
Eu deixo você vir me contar qualquer dia desses como as coisas funcionam aí. Ou melhor, me espere. Um dia a gente conversa direitinho.
Não sou uma exilada de capela como você. Mas quero evoluir também.
Não sou sua filha, mal te conheço. Mas meu carinho filial por você é inenarrável.
Aqui fica um muito obrigada.
Um em nome de vários.
Não se esqueça de nós aqui...Terráqueos.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A little curious

Olá querido diário.
Hoje acordei com um quê de felicidade, um quê de que coisas surpreendentes não precisam acontecer para fazer meu coração bater mais forte, ou simplesmente brotar um sorriso nos meus lábios.
Senti ânimo ao passar a roupa. Senti satisfação em "ajeitar" a casa e fazer o almoço, tudo dentro do horário planejado.
Senti uma alegria maternal (por incrível que pareça) ao coçar as orelhas da minha cachorrinha e depois fazer festa na barriguinha dela.
Me senti progredindo ao acertar vários exercícios da apostila e encarar melhor o mundo dos números não como um bicho de sete cabeças. Mas de doze. Doze cabeças mais dóceis, é cláro.
Me diverti ao fazer aquele trajeto e sentir meu rosto corar.
-"Oi Fer!"


Ps: Quem será o assassino da academia brasileira de letras?
não contem.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

E na casa da tiiia....





Só pra descontrair.
Pode parecer meio ridículo, mas eu ri vendo isso.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Pequenos Assassinatos

Eu ainda estou num estado letárgico.
Você pode achar algo comum, normal, tendo em vista o mundo no qual vivemos.
Você já está muito acostumado com a maldade e a perversão personificada em algumas pessoas frágeis que se permitem agir de forma criminosa e penosa à outrem.
Hoje minha irmã veio conversar. Um papo de "Não conta pra ninguém?"
Não prometi nada, pedi que ela contasse logo.
e ela disse:
-"Sabe, minha amiga me contou que o pai a estuprou. Aí a mãe dela largou do pai. Mas não denunciou pra polícia não."
Eu, branca feito papel especulei:
-"Você não perguntou mais nada? Não quis conversar?"
e ela...: -"Não."
Eu me perguntei até que ponto, o medo dela iria. Até ela ver uma vítima na sua frente e não aceitar a realidade? Não conversar? Não tentar ajudar?
Você leitor ainda não deve estar muito chocado ou surpreso.
Vou me desprender agora de todo meu padrão cultural e social da boa educação e ver se você realiza comigo um pouco.
Imagine uma criança de 10 anos.
Uma menininha, que vai pra escola todos os dias. Faz exercícios e provas e brinca, brinca como qualquer outra menininha de 10 anos que você vê e acha um doce, acha normal. Acha que é o futuro do mundo. Que vai ser o orgulho de alguém.
Agora imagine que essa pequenina possui um peso corporal leve, possui órgãos internos e sexuais em desenvolvimento. Possui olhinhos pequenos e brilhantes, mãozinhas que ainda se empenham em traçar uma letra de mão bonita num caderno de caligrafia.
Te atormentando mais ainda, imagine que essa garotinha não possui pelos pubianos, não menstruou, não se depila, não tem disposição para o sexo pois ainda nem se preocupa com os garotinhos da escola, a não ser para brincar de pique.
Agora imagine essa garotinho, doce e inocente sendo penetrada à força por um membro enrrijecido e desproporcional ao seu tamanho, de um homem barbado e desumano de 40 e pocos anos de idade que, de tão fraco cede à essa maldade animalesca e sem explicação.
Imagine as lágrimas de dor física e emocional que essa doce, agora triste garotinha derramou.
Imagine o olhar vago de incompreensão existente naquela pequena face, enquanto a perturbação e a desgraça tomavam conta daquele homem.

Agora imagine que esse homem está solto. Está livre, e agora solteiro...Com abertura para acabar com o futuro de quem julgamos ser o futuro do mundo.

Depois de ler tudo isso, você ainda está achando tudo muito corriqueiro?
Se sua resposta for sim. É uma pena o mundo ter te corrompido tanto a ponto de lhe arrancar a sensibilidade, o pavor.
Você leu aqui, mas um pequeno assassinato que cometemos todos os dias.
Esse pobre homem matou o espírito livre de uma criança.
Nós matamos uma centena de crianças com o nosso silêncio.

domingo, 18 de abril de 2010

Afraid of...

Como meu irmão costuma dizer... A música tem a capacidade de nos transportar, de nos fazer sentir incríveis. Bem, vivos de alguma forma.
Hoje já não sei mais se meus momentos mágicos são de morte ou de vida.
Nunca soube decifrar a morte. Nem mesmo soube explicar a vida.
Vagueio então em palavras, em tentativas de descrições, na tentativa de manutenções de coisas que talvez só existam no mundo das minhas palavras. No mundo das idéias de Platão, que óbviamente nunca me conheceu, mas reproduziu o sentimento como se tivesse vivido dentro de mim um dia.
Hoje li algo parecido com "O céu está dentro de você. Aprenda a viver no paraíso. Nós criamos dentro de nós os infernos da angústia e tristeza. Não é preciso morrer pra ir pro céu. Portanto perdoe e prossiga sempre."
Com aspas ou sem aspas, a idéia era essa.
Sabe, eu não deveria precisar de um livrinho de pensamentos de um cara foda pra entender algumas coisas. Pra viver algumas coisas.
Eu não deveria precisar de um livrinho pra admitir pra mim mesma que já passou da hora de abrir a mão e deixar as coisas irem quando devem ir. Ficar o quando devem ficar. E reaparecerem um dia, se preciso.
Não viver em função de nada. A não ser do "vir a ser" o que EU quiser ser.
O que eu puder ser.
O que me permitirem fazer.


"I've cried a river of tears
And I'll learn to live without ya
But I wish you were here.
If you take me by the hand
Open up your heart
I'll help you
Find your way back home.
Have a little faith
Don't give up on love
I'll help you
Find your way back home."

sábado, 17 de abril de 2010

Uma vontade



Uma vontade incontrolável de sorrir.
Sem motivo aparente, é cláro.
Sem motivo real, é fato.

Como é o "M" da sua mão?
Você já parou pra pensar, que, mais do que na mente, você me carrega na tua mão?
Não, não a bata com força assim na mesa, ou na parede. Não sou eu quem sente. É só você.
Estive pensando na nossa maestria em julgar pessoas. Em julgar nossa sociedade hipócrita. Eu gosto muito de fazer isso, todos gostam!
Adoramos errar e receber perdão.
Adoramos ver quem está errado e nunca perdoar.
E, sabe? melhor do que perdoar, deveríamos ver que não houve erro. Que de pura maldade, não existe ninguém.
Falo isso por mim. Tenho pecado muito.
Não tenho pecado contra ninguém não, por mais que você discorde. Tenho pecado é comigo mesma. Me faço e desfaço o tempo todo, me sinto como um círculo de espelhos onde qualquer luz que eu mire para acertar alguém, não acerto nada além de mim mesma.
Estamos todos cegos. Cegos pela "loucura do dia-a-dia".

quarta-feira, 14 de abril de 2010

The best day ever

Cara. Em 11 anos de irmã mais velha, nunca me senti tão orgulhosa e prestativa como me senti ontem.
Foi uma sensação muito incrível, vide o fato.
Fui buscar minha irmã na escola, como faço costumeiramente.
Peguei em sua mão em meio a barulheira generalizada da "criançada" e marchamos rumo ao ponto de ônibus. Percebo que ela "puxava" demais o ar no nariz, como se estivesse entupido e ela estava com o rosto "coradinho".
- "Que aconteceu, tá gripando também?". Perguntei.
- "Não, não tô gripando não." Respondeu murchiiinha.
Aí pensei comigo, patz, a fofoca deve ser boa, melhor especular. E ela continuou:
- "Eu tava meio que chorando um pouquinho..."
- "Por quê?".
- "Ah Mãhn... Eu pensei que o Eric fosse meu amigo, mas hoje ele chingou a mamãe."
Pensei comigo...AH tá, só isso.
- "Chingou? chingou de quê?"
- "Ah, daquele palavrão lá. E além de chingar a mamãe, ele disse que estuprou ela. Aí eu comecei a chorar, você sabe né?"
PAAAATS...Então quer dizer que um mulequinho de 10 anos da altura do meu fêmur pode chegar, NA SALA DE AULA e falar pra minha "inocente" irmã :"AAAH, sua Fila da Pota, Cumi tua mãaae". Sem sentido algum?
Tá, é coisa de criança, mas...de criança pra criança, isso varia muito. Confesso que fiquei surpresa com a reação da minha irmã perante um chingamento e me aproveitei do fato pra "ganhar uns pontinhos com ela".
- "Quem é esse Muleque?"
- "Ah, ele tá vindo alí ó, de blusa azul clara. Mas num vai lá não ó..."
Nesse momento eu já estava me deslocando pro outro lado da rua... Me senti uma criança de 12 anos novamente (mentira). Na verdade eu tava mais pra uma mãe gorda de periferia com uma colher de pau (ou plástico) na mão louca pra defender a cria.
Primeiramente, pra desmoralizar a criança, a gente abaixa, pra poder falar no mesmo "nível" em que ele.
- "Ei, psiu, vem cá."
Interessante como criança nunca vem sozinha. Juntamente com ele, tinha mais uns 5 garotos.
-" Então, que história é essa que você, nesse tamanico aê andou estuprando minha mãe hã, seu pintinho pequeno?"
- "EEEU? eu não falei naaada!"
- "Pois eu andei ouvindo umas coisas aí. Tá vendo a garotinha ali no ponto? Ela é minha irmã. Logo, a mãe dela também é minha. Intão eu vim pedir pra você regular mais o que fala, porque é muita falta de educação e eu não sei bem o quanto você teve em casa".
O resto eu deixei que os amiguinhos fizessem. Mas pouco "zoado" ele não foi. (riiiiiisos).

E foi bem assim.
Mentira, tirando a parte do "pinto pequeno". Issaê a gente não fala pra criança.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Doesn't matter

Não importa quanta porcaria eu faça. Quantas ações eu tenha por puro impulso.
Às vezes eu preciso disso pra me sentir bem.
E depois me sentir fraca.
Na verdade, eu só quero poder um dia ser a "garotinha ruiva".
Ah, borboletas eternas...

Hoje tomei um copo de coca-cola (quente, mas tomei), e me senti bacana por usar baby look no sol.
Felizmente não estava frio.

domingo, 11 de abril de 2010

Não deixe o amor passar

"Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.

Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR" - Carlos Drummond de Andrade.


Pois eu tenho a certeza, de que as loucuras do dia-a-dia nunca me deixarão cega perante o amor. Meu amor.
Nada que eu precise pedir, só sinta.

sábado, 10 de abril de 2010

Mudanças climatológicas

O vento não me pertence, mas passa por mim.

Há tempos não via um filme brasileiro de incrível qualidade como este. Ainda mais por se tratar de uma biografia. Muitas não costumam ser muito fiéis, quando não, são muito "fantásticas".
Dessa vez foi algo simplório, algo emocionante (Digo isso, por chorar do início ao fim do filme...limpando o muco no cachecol ou na manga da blusa. Pra piorar eu estava febril).
Fui juntamente com meus pais ao cinema assistir aquele filme do "Chico Xavier", sabe?
Primeiramente, a parte mais sensacional foi o fato do meu pai ir junto. Em dezoito anos de existência, ele NUNCA foi ao cinema comigo. E, dessa vez fomos os quatro (inclua a irmã caçula na história).
Certo. Filme começa...em menos de 15 minutos, a dona moça aqui já está se debulhando em lágrimas e se perguntando que, será que era somente ela ou mais alguém poderia estar sentindo a mesma comoção, a mesma sensação, o mesmo conforto?
Tá, filme vai se discorrendo pro final. Enquanto o "cast" aparece no fim, aparecem imagens reais do programa que em certa parte do filme foi encenado.
Acreditem...Ninguém saíu do cinema. Todos estavam concentrados na tela, como se unidos por um único pensamento ou respeito. E ao final do "cast", Chico Xavier pede para que a platéia do tal programa faça a oração que sua "mãezinha" fazia com ele desde tenra idade. o "Pai Nosso".
Não foi só o público de 1900 e alguma coisa que orou. Aquela "platéia" de cinema de 2010 em coro entoôu a tal oração de forma assustadora e surpreendente pra mim.
Meu corpo se arrepiou ao presenciar tal quebra da rotina dentro do estabelecimento, ao ouvir tantas vozes, mesmo que baixinho, na "meia-luz" do cinema.
Coisa pra se lembrar por tempo indefinido.

Sabe...Ainda há sensibilidade em algumas pessoas. Ainda há Fé.
Nem tudo está perdido.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Folha levada

"Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar.."
- Mário Quintana.

Pois esta noite me senti muito próxima de ser uma poeira ou folha levada. O frio, o frio era de morte. O corpo, doía de duro. O medo, era medo de cair lá mesmo.
Dessa vez não estou usando de figuras de linguagem para querer dizer algo relativo aos meus sentimentos, longe disso. Dessa vez o mal estar foi físico.
Talvez uma gripe forte. Enfatizo o forte, que faz os olhos arderem e fecharem sozinhos, o corpo doer e se contrair todinho.
Melhoras pra mim, de nariz "endubido".
Melhoras pro mundo, que mais do que de gripe, sofre todo dia.

terça-feira, 6 de abril de 2010

The great white hope



Viajar é uma delicia, fato.
Fotografar a viagem...Mais ainda.
Com uma câmera de resolução lixo, um saco.
Mas eu tento compensar mexendo no contraste num desses programas porquinhos de edição... whatever.
Família é uma coisa engraçada né? Dizem que "Marido a gente escolhe, parente não!"
Meio complicado isso tudo. Afinal de contas, levando em consideração a teoria de que corações são estúpidos, não escolhemos nossos maridos. E levando em consideração a teoria reencarnacionista...Escolhemos nossos parentes sim!
Tá, tente não enlouquecer com essas informações. Na verdade nem dê muito crédito à elas. Lembre-se de quem as está proferindo (risos).
Estive batendo um papo no carro com meu pai, passeando pela cidadezinha na qual ele foi criado. Senti inveja. Inveja duma infância que nunca tive. Sempre olhei pros meus joelhos ralados com um ar de felicidade...E não de insatisfação por eles não deixarem minhas pernas serem tãao bonitas assim. Sempre me orgulhei de sempre ter dito "Eu tive infância".
Mas...ouvindo meu pai...Cara, ele sim teve infância.
Um cara barbado de 46 anos me exibindo cicatrizes dos 12 anos de idade? Isso sim que é vida!
Correr dos valentões da escola e ser defendido pela irmã mais velha, que dava porrada na mulecada?
Entrar em casas vazias "assombrando-as" e diversas outras coisas que nunca fiz, e nem imaginava que aquele cara que eu grito "Pai!" havia feito também.
Engraçado eu olhar pra ele as vezes e me sentir "O garoto que ele nunca teve".
Ahn...Se família a gente escolhe, a minha aqui em casa eu escolhi muito bem.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

That Flame

Procure o significado das Tulipas Vermelhas.
Eu as quero.
Não sei se posso, não sei se devo, não sei se é real.
Mas as quero.

Um dia, talvez.



- Obrigada à Thabatatinha pelo esclarecimento.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Cistema único de Çaúde.

Pois é. O título foi proposital sim, antes que você fique horrorizado.
Hoje fui tomar vacina.
É, essa vacina aí da tal utópica gripe H1N1, ou suína que não vem de porcos. (?)
A questão é que eu, aparentemente faço parte do grupo de risco então queria ter certeza. óbviamente liguei para o médico (minha mãe ligou). Ele só voltaria na quarta feira, e até lá a vacinação para pessoas com doenças crônicas já teria acabado. Trabalho redobrado pra mim.
Tá certo. Fui então enfrentar o posto de saúde, e ver se existia algum médico ou enfermeira ou alguém não-tão-leigo que pudesse me informar se eu devo ou não tomar a tal da vacina.
Chegando lá...Senha para pedir informação, cláro.
10 minutos depois... :"Olá! Eu gostaria de saber se, pra essa vacina aí, a minha doença se enquadra."
A senhora com uma boa vontade visível em seu rosto convidativo (momento sarcástico) :"E, o que é que você tem?
AAAAH, neste momento eu não me segurei! Eu precisava testar o quão leiga a minha atendente poderia ser, eu precisava testar o serviço público de qualidade do qual eu iria usufruir...Então saíu : "Eu tenho Púrpura Trombocitopênica Idiopática, Vulgo Púrpura crônica. Doença do sague..."
Mas...Mas a cara daquela senhora foi inexplicável!
A cara e o som! Foi uma risada de "MEU DEEUS, ISSO EXISTE?" seguida de uma única frase :"Eu num sei o que é isso não! Vou mandar seu cartão lá pra vacina!"
E pronto!
Esperei durante uns 15 minutos, entre choros de crianças e conversas suuuper condizentes com o ambiente de senhoras-donas-de-casa, provávelemente das redondezas.
Adentrei a "salinha da vacina".
E mais uma vez, a simpatia e boa vontade imperam!
Senhora bem educada e sorridente: "Oi, o que é que você tem?"
Eu, boboca: "Púrpura crônica, é uma doença do sangue."
Senhora bem educada e sorridente: "Mas eu tô perguntando... é hematológica?"
Eu, boboca: "...???"
NÃAAAO, é o cúuumulo! Uma doença do sangue não ser de cunho hematológico. MEU DEEEUS...É O FIIIIM!
E não parou por aí!
A bruta-montes-senhora-bem-educada veio na minha direção para conversar com uma mocinha, dalí mesmo...então, conversa vai, conversa vem...eu sinto ela pegar fortemente no meu braço e uma dor levemente tensa.
Sim, ela aplicou a vacina sem algodãozinho com álcool, sem pedir licença...e sem preeliminares. Foi um choque.
E não teve nem algodãozinho com álcool depois.

Meu braço dói ainda.