domingo, 18 de abril de 2010

Afraid of...

Como meu irmão costuma dizer... A música tem a capacidade de nos transportar, de nos fazer sentir incríveis. Bem, vivos de alguma forma.
Hoje já não sei mais se meus momentos mágicos são de morte ou de vida.
Nunca soube decifrar a morte. Nem mesmo soube explicar a vida.
Vagueio então em palavras, em tentativas de descrições, na tentativa de manutenções de coisas que talvez só existam no mundo das minhas palavras. No mundo das idéias de Platão, que óbviamente nunca me conheceu, mas reproduziu o sentimento como se tivesse vivido dentro de mim um dia.
Hoje li algo parecido com "O céu está dentro de você. Aprenda a viver no paraíso. Nós criamos dentro de nós os infernos da angústia e tristeza. Não é preciso morrer pra ir pro céu. Portanto perdoe e prossiga sempre."
Com aspas ou sem aspas, a idéia era essa.
Sabe, eu não deveria precisar de um livrinho de pensamentos de um cara foda pra entender algumas coisas. Pra viver algumas coisas.
Eu não deveria precisar de um livrinho pra admitir pra mim mesma que já passou da hora de abrir a mão e deixar as coisas irem quando devem ir. Ficar o quando devem ficar. E reaparecerem um dia, se preciso.
Não viver em função de nada. A não ser do "vir a ser" o que EU quiser ser.
O que eu puder ser.
O que me permitirem fazer.


"I've cried a river of tears
And I'll learn to live without ya
But I wish you were here.
If you take me by the hand
Open up your heart
I'll help you
Find your way back home.
Have a little faith
Don't give up on love
I'll help you
Find your way back home."

1 comentários:

Rogerio Martins disse...

Leu Nietzsche? oO
Essa "vir a ser" me lembrou o "quero ser o homem que sou" que foi composta baseada num livro do nietzsche (que eu esqueci o nome) e que tinha um pouco de "torna-te o que tu es"! ;o
Eu não vou muito com essacoisa de mundo das ideias do Platão.. =/