quarta-feira, 14 de abril de 2010

The best day ever

Cara. Em 11 anos de irmã mais velha, nunca me senti tão orgulhosa e prestativa como me senti ontem.
Foi uma sensação muito incrível, vide o fato.
Fui buscar minha irmã na escola, como faço costumeiramente.
Peguei em sua mão em meio a barulheira generalizada da "criançada" e marchamos rumo ao ponto de ônibus. Percebo que ela "puxava" demais o ar no nariz, como se estivesse entupido e ela estava com o rosto "coradinho".
- "Que aconteceu, tá gripando também?". Perguntei.
- "Não, não tô gripando não." Respondeu murchiiinha.
Aí pensei comigo, patz, a fofoca deve ser boa, melhor especular. E ela continuou:
- "Eu tava meio que chorando um pouquinho..."
- "Por quê?".
- "Ah Mãhn... Eu pensei que o Eric fosse meu amigo, mas hoje ele chingou a mamãe."
Pensei comigo...AH tá, só isso.
- "Chingou? chingou de quê?"
- "Ah, daquele palavrão lá. E além de chingar a mamãe, ele disse que estuprou ela. Aí eu comecei a chorar, você sabe né?"
PAAAATS...Então quer dizer que um mulequinho de 10 anos da altura do meu fêmur pode chegar, NA SALA DE AULA e falar pra minha "inocente" irmã :"AAAH, sua Fila da Pota, Cumi tua mãaae". Sem sentido algum?
Tá, é coisa de criança, mas...de criança pra criança, isso varia muito. Confesso que fiquei surpresa com a reação da minha irmã perante um chingamento e me aproveitei do fato pra "ganhar uns pontinhos com ela".
- "Quem é esse Muleque?"
- "Ah, ele tá vindo alí ó, de blusa azul clara. Mas num vai lá não ó..."
Nesse momento eu já estava me deslocando pro outro lado da rua... Me senti uma criança de 12 anos novamente (mentira). Na verdade eu tava mais pra uma mãe gorda de periferia com uma colher de pau (ou plástico) na mão louca pra defender a cria.
Primeiramente, pra desmoralizar a criança, a gente abaixa, pra poder falar no mesmo "nível" em que ele.
- "Ei, psiu, vem cá."
Interessante como criança nunca vem sozinha. Juntamente com ele, tinha mais uns 5 garotos.
-" Então, que história é essa que você, nesse tamanico aê andou estuprando minha mãe hã, seu pintinho pequeno?"
- "EEEU? eu não falei naaada!"
- "Pois eu andei ouvindo umas coisas aí. Tá vendo a garotinha ali no ponto? Ela é minha irmã. Logo, a mãe dela também é minha. Intão eu vim pedir pra você regular mais o que fala, porque é muita falta de educação e eu não sei bem o quanto você teve em casa".
O resto eu deixei que os amiguinhos fizessem. Mas pouco "zoado" ele não foi. (riiiiiisos).

E foi bem assim.
Mentira, tirando a parte do "pinto pequeno". Issaê a gente não fala pra criança.

2 comentários:

Rogerio Martins disse...

Duvido que tu olhou o pinto dele pra saber se era pequeno ;p

Felipe Santos disse...

Quando se ama se ama.