sábado, 10 de abril de 2010

Mudanças climatológicas

O vento não me pertence, mas passa por mim.

Há tempos não via um filme brasileiro de incrível qualidade como este. Ainda mais por se tratar de uma biografia. Muitas não costumam ser muito fiéis, quando não, são muito "fantásticas".
Dessa vez foi algo simplório, algo emocionante (Digo isso, por chorar do início ao fim do filme...limpando o muco no cachecol ou na manga da blusa. Pra piorar eu estava febril).
Fui juntamente com meus pais ao cinema assistir aquele filme do "Chico Xavier", sabe?
Primeiramente, a parte mais sensacional foi o fato do meu pai ir junto. Em dezoito anos de existência, ele NUNCA foi ao cinema comigo. E, dessa vez fomos os quatro (inclua a irmã caçula na história).
Certo. Filme começa...em menos de 15 minutos, a dona moça aqui já está se debulhando em lágrimas e se perguntando que, será que era somente ela ou mais alguém poderia estar sentindo a mesma comoção, a mesma sensação, o mesmo conforto?
Tá, filme vai se discorrendo pro final. Enquanto o "cast" aparece no fim, aparecem imagens reais do programa que em certa parte do filme foi encenado.
Acreditem...Ninguém saíu do cinema. Todos estavam concentrados na tela, como se unidos por um único pensamento ou respeito. E ao final do "cast", Chico Xavier pede para que a platéia do tal programa faça a oração que sua "mãezinha" fazia com ele desde tenra idade. o "Pai Nosso".
Não foi só o público de 1900 e alguma coisa que orou. Aquela "platéia" de cinema de 2010 em coro entoôu a tal oração de forma assustadora e surpreendente pra mim.
Meu corpo se arrepiou ao presenciar tal quebra da rotina dentro do estabelecimento, ao ouvir tantas vozes, mesmo que baixinho, na "meia-luz" do cinema.
Coisa pra se lembrar por tempo indefinido.

Sabe...Ainda há sensibilidade em algumas pessoas. Ainda há Fé.
Nem tudo está perdido.