sábado, 17 de abril de 2010

Uma vontade



Uma vontade incontrolável de sorrir.
Sem motivo aparente, é cláro.
Sem motivo real, é fato.

Como é o "M" da sua mão?
Você já parou pra pensar, que, mais do que na mente, você me carrega na tua mão?
Não, não a bata com força assim na mesa, ou na parede. Não sou eu quem sente. É só você.
Estive pensando na nossa maestria em julgar pessoas. Em julgar nossa sociedade hipócrita. Eu gosto muito de fazer isso, todos gostam!
Adoramos errar e receber perdão.
Adoramos ver quem está errado e nunca perdoar.
E, sabe? melhor do que perdoar, deveríamos ver que não houve erro. Que de pura maldade, não existe ninguém.
Falo isso por mim. Tenho pecado muito.
Não tenho pecado contra ninguém não, por mais que você discorde. Tenho pecado é comigo mesma. Me faço e desfaço o tempo todo, me sinto como um círculo de espelhos onde qualquer luz que eu mire para acertar alguém, não acerto nada além de mim mesma.
Estamos todos cegos. Cegos pela "loucura do dia-a-dia".