segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ai de mim que sou Romântica.

Romântica uma ova!
Diferentemente dessa "racinha" aí, eu não vou morrer de spleen regado à muita bebida, orgias e tuberculose.
Seria essa a única saída pra quem ama? Escrever uma coisa e em suas ações praticar o inverso? o bizarro?
Estaria a "libertação" nessa tal contraposição entre idéias e ações?
Acho que não.
Morrer de tuberculose não faz meu tipo. A minha cara tá mais pra morrer de tédio mesmo. Morrer chorando por alguma coisinha insignificante que tenha me acometido uns 5 minutos depois daquela gargalhada mais pura e gostosa que você pode imaginar.
Não, eu não quero que ninguém entenda ou procure significados nessas escritas pseudo-subjetivas. Eu entendo que você tem muito mais o que fazer. Eu mesma tenho muito mais o que fazer do que perder tempo tentando expressar coisas implícitas em mim que eu mesma desconheço o significado.
Mas...é muito engraçado como em um único dia a vontade de morrer e a vontade de viver me pareceram tão fortes, baforando cantigas de ninar na minha cara, pra que assim pudessem me dominar.

domingo, 30 de maio de 2010

That candle...

E no fim das contas, o que vai contar serão as ações.
Boas ou más. Serão elas.
Hoje me perguntei o que tenho feito das minhas.
Não tenho roubado, matado, desejado pouco (talvez).
E assim como não tenho feito mal, não tenho feito bem pra nada, nem pra ninguém.
Nunca me senti tão humana. Tão normal. Tão impotente.
Pode parecer bobo, mas eu não gosto dessa vida de gente grande.
Não gosto dessa vida que todos vivem e denominam "normal".
Eu não sei de onde vim, mas sei que não sou daqui.
Hoje desconfio que eu quero mais voltar a ter 7 puros anos, do que crescer desejando aquela vida bem sucedida que eu posso muito bem não ter.
Poxa, que sono.

"One more dance, just one more chance."

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Músicas, olhar.

Hoje eu acordei rasgada.
Impaciente, inconstante, imbecil.
O negócio era mandar qualquer um se ferrar por qualquer um motivo que fosse.
Após um quinto bocejo, uma coçada nos olhos sem lápis (afinal de contas eles já estavam escuros o suficiente), uma passada de base no rosto nada uniforme deixei que o vento frio matutino fizesse o trabalho dele, o de me acordar, o de me acalmar.
Era um frio cheio, sem vazio. Um frio que trazia muita coisa. Um muito do pouco de cada problema das muitas pessoas que passavam por mim. Pessoas corridas, pessoas desatentas, pessoas fumantes, pessoas bonitas, pessoas feias, pessoas enigmáticas, intrigantes.
A manhã nostálgica passou, e uma tarde racional, meio que "bem vinda a sua vida de adulta" deu seus sinais.
Eu tive medo. Tive medo de, mais uma vez, parecer arrogante, parecer cheia de mim, parecer muito do pouco que eu não sou, parecer pouco do muito que eu sei que sou.
Seria arrogância da minha parte saber que eu tenho potencial? É, acho que não.
A tarde "atribulada" passou e uma noite sonífera e, como a manhã, nostálgica apareceu.
Num repente me peguei visualizando minha semana, meu dia, meu mês.
Me lembrando de fatos, de rostos, de conversas, de palavras e da ausência delas.
Não sei se me julgo, ou se me deixo julgar.
Talvez eu escolha o que for menos penoso, como sempre faço.
A verdade é que, pra variar, não tenho me encontrado nas CNTP's (Condições normais de temperatura e pressão). Eu estou oscilando, como as minhas plaquetas.
Oscilando em baixa, pra variar.

Ps: Não entenda como pessimismo, martirização. É puro realismo mesmo.
A vida não é aquele campo florido que as pessoas vêem nos outdoor's das "cidades das flores". Isso é pra quem tem pique, e energia pra plasmar um mundo desses. E, eu não tenho.

domingo, 23 de maio de 2010

Upando.

http://www.4shared.com/audio/V1nkIgxK/Find_your_way_back_home_-_Mari.html
Find your way back home.

http://www.4shared.com/audio/yy8gcswC/Catch_the_rainbow_-_Mari.html
Catch the rainbow.

Hoje à tarde não resisti. Gravei essas duas músicas.
=D

sábado, 22 de maio de 2010

Teto pra desabar...

...Você pra construir.

Alguma vez na vida, você já achou que tudo fosse desmoronar na sua frente?
Que, de uma hora pra outra, as coisas que estavam aparentemente ótimas resolvem aparentar agora estar terrível como nunca.
Você se pergunta se realmente é bom o suficiente.
Você se pergunta se todos estão equivocados ao te elogiar, ou se quem se equivoca é quem vive com você, todo dia, e nunca reconhece nada.
Talvez você seja mimada, só.
Hoje eu (é, agora sou eu).
Hoje eu só quero que o dia termine bem.
Eu só quero que ninguém se irrite, ninguém fale, ninguém nem olhe pra mim.
Eu quero ficar a 1 única hora que eu fico dentro da minha casa, e acordada, sem barulhos, ruídos, brigas, esbravejos, chingamentos, gritos ao invés da simples fala.
O meu quarto agora parece minha casa.
A minha casa agora parece um mundo estranho.
A rua agora parece convidativa.
Eu quero sair, mas depois eu sei que vou querer voltar.


E nesse meu mundo particular todo revolto, eu agradeço as palavras de alguns, a companhia de alguns.
Mas agradeço àquele abraço diário que me transporta pra longe, àquela conversa amiga, àquele garoto que me ouve e que me faz ouvir. Que torna meus "problemas" aparentemente tão grandes, em crises pequenas. Crise pequena que, se comparada ao mundo, não é nem intenso como uma brisa.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Aurélio

SIM, agora vocês todos podem me chamar de Aurélio Buarque de Holanda.
É, o cara lá do dicionário.
Afinal de contas, com a palhaçada cultural e literária que esse mundo de hoje presencia, onde termos inadequados e sem sentido são utilizados o tempo todo, você sequer pode criar um significado seu, pra alguma coisa sua.
O caso foi o seguinte.
Quando você discute algo, é porque você está brigando ou simplesmente (talvez) expondo seu ponto de vista em relação à algo?
É falta de respeito você se manter em silêncio tentando acompanhar uma situação. Ver que não está conseguindo. Em respeito à alguém, permanecer calado a fim de não ofender. Quando no fim das contas você resolve abrir a boca, mais do que ofender, quem sai ofendido é você.
Você é visto como um "sem educação", "sem respeito ao trabalho da fulana de tal".
Apontar o dedo, todo mundo aponta! Até eu mesma adoro apontar.
Agora, respeitar pontos de vista? Ah, tá aí uma coisa que o ser humano ainda peca, e vai continuar pecando por milênios.
- Somos maravilhosos, sim, somos! E ai de quem não pensa assim!

Câmbio, desligo.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Running away

Stress demasiado e língua solta não são duas coisas que combinam.
Hoje não foi muito diferente.
Perdi a cabeça, não medi as palavras, mas...poxa vida mãe, você mesma não tem feito muito isso ultimamente.
É difícil, eu entendo.
Ser mãe, esposa, coordenadora, dona de casa (não mais), e ainda manter um sorriso sarcástico na cara todo santo dia não é pra qualquer uma. Mas às vezes damos importância a coisas tão pequenas, tão insignificantes que deixamos o balde estourar. Se ignorássemos o fato, se nos importássemos menos, se simplesmente deixássemos a situação passar, a roupa largada no meu quarto, a comida por fazer (afinal de contas eu me viro), ignorar ou deixar de apartar inútilmente minhas tentativas de discussão com a minha pentelha irmã, deitar na tua cama e dormir ao invés de se preocupar com a bagunça que está em casa. Calma! Outra hora eu arrumo.
CALMA! Estamos todos cansados! Estamos todos desgastados.
Eu nao quero ter de chegar na porta da minha casa e desejar estar em outro lugar. Eu quero calma, eu peço calma.
Eu´peço compreensão. E juro que tentarei proporcionar o mesmo. Mas hoje, agora, eu preciso de tempo. Eu preciso de uma sombra pra recostar e me organizar. Eu quero realizar planos, e pra isso eu preciso investir! Estudar não é "fazer nada". É mais do que alguma coisa.
Prometo que quando eu me formar, ou o quinto dia útil chegar, eu pago uma faxineira e te compro uma Neosaldina, assim o clima melhora bastante.

Talvez eu tenha exposto demais minha vida, minha situação. Mas é a única forma que eu encontro. As palavras.

Mãe, eu só peço perdão. Por ter errado, por errar o tempo todo.
Sou estúpida, sou humana. Sou racional. Sou você.
Sou tudo que você me ensinou e o que não ensinou, mas aprendi te olhando.

sábado, 15 de maio de 2010

Grief and Sorrow

- "Mas, me diga. Como você lida com frustrações?"

Eu: - "Bem, eu não sei lidar com frustrações. Eu pego essa possível frustração e transformo numa coisa positiva, para que ela definitivamente não se torne uma frustração."

Bom, talvez eu tenha mentido. Talvez não.
Quem vai me dizer que, de agora em diante, as coisas não poderão ser assim?
E, mais uma vez, depende só de mim.
Transformando mentiras em verdades.
Minhas verdades.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Hey ho

Hora de acordar cedo. Vestir uma cara limpa e roupa de gente. Hora de trabalhar.
Agora eu faço parte da população assalariada e proletariada.
Acordo cedo e durmo tarde.
Não sou casada, não tenho filhos como muitos de lá. Mas assim como todos, preciso do tal emprego.
Você não vê o meu rosto. Só ouve minha voz. Eu não vejo o teu rosto e fica tudo bem.

Boa sorte e perdoem a talvez ausência.
=D

sábado, 8 de maio de 2010

Cure me, or Kill me

A vontade é mesmo de sumir.
Com tanta coisa acontecendo, a vontade é evitar tudo, todos e ir morar no mato.
Ir pra qualquer lugar onde ninguém me conheça, ninguém saiba nada de mim e nem vá saber. Começar do zero, me entregar de corpo e alma a algo que eu não sei o que é, mas que seja novo. Que seja meu. Que me traga felicidade e paz.
Paz de espírito, por favor.
Perante tantas dúvidas e confusões, é só isso o que e quero.
Que o medo sirva pra alguma coisa, além de me atormentar.

A vontade mesmo é de falar (não gritar, falar mesmo): "Adeus, vou morar na praia."
Mas já tá frio. Praia nem ía rolar. Nem vai rolar.
Quero escrever um livro. Quero escrever a minha versão. Quero escrever o sentimento.
Não espero ganhar nada, além de uma certa leitura. Talvez leitura no plural, não muitas. Só as necessárias pro meu coração se aquietar ou disparar denovo.
Quero gravar um CD. Quero cantar a minha música. Quero cantar o sentimento.
Não espero, novamente, ganahr nada além de uns certos ouvintes. Digo agora no plural porque tenho amigos (acredita? eu tenho). Tenho amores e dores, pelas quais vale (e muito) à pena cantar.
Sem martirizações, sem idealizações, e, como diz o Gerin "Sem Rasuras, sem frescuras, sem medo de errar."

O "vir a ser" já me incomodou demais. Faço do meu amanhã, o agora.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Do you remember?




"We never talked about it but I hear the blame was mine
I'd call you up to say I'm sorry,
But I wouldn't want to waste your time
'Cause I love you, but I can't take anymore
There's a look I can't describe in your eyes
If we could try like we tried before
Would you keep on telling me those lies?
Do you remember?

...Through all of my life,
In spite of all the pain
You know that people are funny sometimes,
'Cause they just can't wait to get hurt again,
Tell me do you remember?

There are things we won't recall,
And feelings we'll never find
It's taken so long to see it,
'Cause we never seemed to have the time
There was always something more important to do,
More important to say
But "I love you" wasn't one of those things,
And now it's too late
Do you remember?".

E nada me faz parar de ouvir essa música.
E não venha me dizer que Phil Collins é chato ou coisa da tua mãe, ou aquele tio solteirão carequinha.
A cada dia que passa, me assusto mais com a "música" que vem sido engolida pela nossa população (diga-se de passagem, apreciada, com danças que parecem mais uma possessão satânica).
Às vezes eu gostaria de ter nascido em outra época, e hoje me considerar uma sobrevivente dos 80's. Da aids, das drogas alucinógenas, uma headbanger quase aposentada qua guarda todos os vinis do "Jon Bon Jovi" e tem um pôster velho e melecado do Jim Morrison impecávelmente lindo.
Essa é a visão heróica.
No fim das contas talvez eu já tivesse morrido. Ou hoje seria uma caretona qualquer que faz de conta que nunca teve juventude (corrompida?).
Mas não! É hora de encarar que eu nasci noutra época. Nesta época.
Hora de encarar meus problemas normais de adolescente-querendo-ser-adulta normal.
Será que é mesmo tão normal assim?

"Você se lembra?"

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Scat touch

Porque ao invés de ouro, converto tudo o que toco em merda.
Ou não.

Hoje me lembrei que adoramos um amor inventado.
Será que, da mesma forma, amamos um sofrimento inventado?
Longe de ser uma pergunta capciosa.
Longe de ser uma pergunta que você espera que eu vá responder ao longo desse post.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Lie to yourself

Olá querido diário.
Hoje acrodei bem.
Sorridente, feliz. Fui buscar a irmã na escola. Ual, fui à pé.
O sol estava escaldante. Num repente me vi rabugenta e "enfezada".
Agora me pego com medo, pensativa.
Em que ponto da minha vida estou eu?
O que estarei fazendo afinal?
O que todos estamos fazendo? Onde iremos parar?
Será que vamos parar?

Disfarço um pouco e arroto borboletas no canto da boca. Um tanto quanto Blasé.
A subjetividade nunca foi minha companheira. É, você sabe.
Chá, café, eu, erraticidade, divagar, lua, futuro.
Hole crap.