quinta-feira, 20 de maio de 2010

Running away

Stress demasiado e língua solta não são duas coisas que combinam.
Hoje não foi muito diferente.
Perdi a cabeça, não medi as palavras, mas...poxa vida mãe, você mesma não tem feito muito isso ultimamente.
É difícil, eu entendo.
Ser mãe, esposa, coordenadora, dona de casa (não mais), e ainda manter um sorriso sarcástico na cara todo santo dia não é pra qualquer uma. Mas às vezes damos importância a coisas tão pequenas, tão insignificantes que deixamos o balde estourar. Se ignorássemos o fato, se nos importássemos menos, se simplesmente deixássemos a situação passar, a roupa largada no meu quarto, a comida por fazer (afinal de contas eu me viro), ignorar ou deixar de apartar inútilmente minhas tentativas de discussão com a minha pentelha irmã, deitar na tua cama e dormir ao invés de se preocupar com a bagunça que está em casa. Calma! Outra hora eu arrumo.
CALMA! Estamos todos cansados! Estamos todos desgastados.
Eu nao quero ter de chegar na porta da minha casa e desejar estar em outro lugar. Eu quero calma, eu peço calma.
Eu´peço compreensão. E juro que tentarei proporcionar o mesmo. Mas hoje, agora, eu preciso de tempo. Eu preciso de uma sombra pra recostar e me organizar. Eu quero realizar planos, e pra isso eu preciso investir! Estudar não é "fazer nada". É mais do que alguma coisa.
Prometo que quando eu me formar, ou o quinto dia útil chegar, eu pago uma faxineira e te compro uma Neosaldina, assim o clima melhora bastante.

Talvez eu tenha exposto demais minha vida, minha situação. Mas é a única forma que eu encontro. As palavras.

Mãe, eu só peço perdão. Por ter errado, por errar o tempo todo.
Sou estúpida, sou humana. Sou racional. Sou você.
Sou tudo que você me ensinou e o que não ensinou, mas aprendi te olhando.

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