sexta-feira, 11 de junho de 2010

Expectations

Nem tudo é flores, fato.
Como eu já disse anteriormente, o campo florido da vida só existe pra quem tem força o suficiente pra plasmá-lo, e eu não costumava ter essa força.
Notem a diferença em uma semana. (anteriormente eu não tinha. hoje digo não costumava ter)
Confesso que apesar de nunca ter deixado transparecer, no fundo, eu sempre tive um pouco de "falsa modéstia". Nunca "aceitei" elogios abertamente, embora sempre soube do meu potencial nos quesitos quais eu era elogiada (tirando elogios quanto à parte física, isso é trivial, supérfluo e eu não sou grande coisa).
Sempre fui acostumada a "ter razão". Pelo menos, quase sempre e, mesmo que eu não estivesse certa, eu tinha a "miiinha opinião".
Mas, e agora, que eu me vejo sem opinião nenhuma? E agora, que eu me vejo em um oceano e, o "peixinho" agora sou eu? Pff...peixinho? tô mais insignificante que um camarão, e diria ruim como um camarão (não, eu não gosto de camarões).
Esses dias, chorei no meio de um atendimento. Não chorei pela falta de educação, indelicadeza, ou pelo esporro louco que eu tava tomando de um zé merda que eu nunca vi na vida e nem iria ver. Eu chorei foi de incompetência. Chorei por me ver limitada à regras, supervisões, monitorias, e condenada a um anonimato.
Mas, quer saber? Nem tudo é flores, poxa vida. Nunca foi.
Um dia de cada vez. Um degrau por vez.
Hoje aqui, amanhã lá.
É uma longa e árdua escalada até o topo, e o tempo vai me dar forças e sabedoria para chegar lá.

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