sábado, 31 de julho de 2010

Whatever

Não sei como é, o que é ou como foi direito.
Muita coisa ao mesmo tempo, pouca coisa ao mesmo tempo.

Foi bom poder resolver e desabar toda aquela pendência.
Foi bom deixar bem claro a importância, tudo aquilo que foi, que é e que poderia "vir a ser, se é que já foi". Pelo menos, hoje não dói mais.
Todo aquele infinito foi sendo canalizado. E não deixou de ser infinito,Só que Hoje ele cabe em um rascunho, num símbolo matemático.
Hoje, o infinito da minha vida cabe nisso.

Não viva para e por algo.
Simplesmente viva, e deixe que ela própria se encarregará de te levar para quem ou para onde você deverá ir.
Ou deverá passar...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

"Turning and Returning...

...To some secret place inside."

Tô olhando no relógio e é "20:20".
Difícil pensar em algo para escrever.
Na verdade eu tenho todas as idéias do mundo. Difícil é saber como as organizar. Como tornar tudo subjetivo e sutil, de forma que não atinja ninguém no meio do peito e o mesmo possa respirar fundo e dizer "É, isso foi pra mim."
(Prefiro deixar as palavras diretas e falas imperativas pro lugar onde eu cuspo borboletas).
Hoje conversei de leve com a Bah sobre o sentido da vida. A nossa talvez ânsia pelo "colocar sentido em tudo", criar conexões.
Seria hipocrisia minha dizer que não tento fazer isso o tempo todo. Eu realmente faço.
Procuro e "encontro" soluções numerológicas,paradoxalmente ilógicas e conexões místicas entra fatos clichês, importantes e até mesmo banais. Confesso que, escrevendo isso assim, de mim, é tão ridículo. Mas é tão real que...Sou eu.
Nessas ultimas semanas eu tenho "visto" coisas que já não sei distinguir se é "o que eu quero ver", ou se é "o que querem que eu veja".


Fica uma pergunta de mim para mim mesma: "Será que existe algo realmente "maior" por trás disso tudo? Que envolva mais "gente" e mais sentimentos?"
É tudo uma grande especulação, é tudo um grande talvez
(Pronto, o meu misticismo postado no blog acaba aqui. Caso contrário você terá de ouvir inúmeras teorias malucas que você possa vir a discordar).

sábado, 24 de julho de 2010

...E não ter mais pressa



Porque o apressado come cru.
E eu gosto do bem passado.
Tenho passado muito bem, obrigada. Na verdade a "lei do desapego" parece boa quando você apenas vê vantagens em utilizá-la.
Apegar-se a quê? Quando você morrer, tudo vai embora.
Não se apegue nem a sentimentos. Apenas os viva, viva da forma mais intensa que puder, que souber. Faça jus ao nome que cada um deles levam. Amor, paixão, satisfação, alegria, compaixão... Todos os nomes de sentimentos os quais você lembrar que existem ou que você lembrar que já pôde sentir e transforme-os numa bagagem salutar e leve, de forma que você leve contigo o imaterial que te tornará cada dia melhor. Cada dia mais livre. Cada dia menos (des)humano e mais real.
A verdade é que eu só posso dizer isso hoje, porque pude sentir um pouco disso.
Sentir sem pedir, sem olhar pro depois.
Eu quero isso agora, esse agora.
"Hoje aqui, amanhã não se sabe."
Para estar...


Ps: Gérberas "representam a inocência, a sensibilidade, o charme e a pureza. São flores perfeitas para arranjos joviais e alegres". Será que foi mera coincidência?

domingo, 18 de julho de 2010

Little things

"O tempo é o Senhor da razão".
Hoje eu pude refletir um pouco sobre a complexidade dessa frase, e o quanto ela parece factual para mim.
Num belo dia, você tem a cabeça quente, os nervos à flor da pele, a dor lancinante e quente no peito. Morrer parece tão imediato e seguro, uma opção forte para alguém aparentemente tão fraco.
Numa bela semana seguinte, você às vezes ainda sente as mãos molhadas de tudo que insiste em cair e que você insiste em conter. Mas você ainda sente que a dor está lá, e que nunca irá embora por completo.
No mês seguinte você se engana um pouco. Você disfarça as lágrimas esporádicas, e prefere procurar alento em algumas amizades verdadeiras ou am algumas diversões fúteis.
Tempos depois você sente seu peito leve. A dor se converteu em lembrança, em sentimento bom e forte que não vai embora, mas que sabe a forma como deve permanecer aqui dentro.
Aí então você descobre que o tempo é o senhor da razão, e não da emoção.
Quem racionaliza, aguenta o tranco. Quem "emocionaliza" e quer resolver tudo na choradeira, não aguenta não. Se faz obrigado à aguentar.

...Num belo dia você acorda sorrindo sem motivo, olha pro lado, e vê Gérberas Vermelhas. Não são Tulipas, mas são flores. E são vermelhas.
Você realiza que tudo pode acontecer denovo. Mas dessa vez você sabe que não será bem assim. Nunca será "bem assim", como foi daquela vez.

sábado, 17 de julho de 2010

Vem esquentar,

E permitir."


Até agora eu não soube bem analisar as consequências de tudo isso.
De um lado, do outro.
Talvez, por um lado, eu tenha feito o certo. Só Deus sabe o quanto eu precisava daquilo, disso tudo.
Talvez, por outro lado, eu devesse ter voltado, ter ouvido, ter ajudado e me sentido mais útil, mais daquilo que eu já havia me esquecido.
Hoje fui egoísta e individualista.
Mas, ah céus. Como foi bom pelo menos uma vez ser deliberadamente assim, solta, real e instantânea pra mim e pra alguém.
Se tem alguma coisa pesando aqui dentro, faça o seguinte :"Passe amanhã. Hoje não!"

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Something warm

Quando a gente menos espera, coisas incríveis acontecem.
C:


Não crie expectativas, apenas aproveite!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Possibilidades

Talvez fosse isso a solução do mistério.
Quando existem diversas possibilidades, a confusão toda me dá margem pra que eu posse me sentir assim...Tão livre, tão paradoxalmente solta.
Meus pensamentos e emoções afloram e voam para onde bem entenderem, sem medo de nada, ninguém, sem medo do medo.
A chuva me deixa assim, devagar. A divagar.

"Não sabes que a mudança
É lei da Natureza,
Que nada há de constante
Em toda a redondeza?"
- Estaria aí explicita a idéia de Schopenhauer onde "O Mundo como Vontade e Representação?"
Talvez o sentido das coisas esteja na nossa vontade de colocar sentido, nomear as coisas. Daí, uma representação do mundo.
O que rege uma vida são as vontades. Se essa força existe, existe a persistência, existe o alcance e, por conseguinte, existe a saciedade da vontade. Para quê?
Para que haja o início de uma nova vontade, uma nova razão para o ser, estar, permanecer, continuar, andar, nunca parar. É cláro, de ter vontades.
Para alguns, seria o mesmo com os sonhos. A realização dos sonhos culminaria num tédio absoluto de concretização, afinal de contas...o sonho foi realizado e ponto. Satisfeito.
Seria eu estranha por pensar diferente? Por acreditar que as vontades e os sonhos podem ir se realizando aos poucos, ao passo que, os mesmos vão crescendo a ponto de se tornarem sempre longínquos de uma realização plena e obtermos uma situação, digamos, equilibrada?
É...são só algumas possibilidades.

sábado, 10 de julho de 2010

Devaneios

Às vezes é engraçado observar a percepção do mundo à sua volta em relação à você.
Eu posso sair aqui escrevendo uma tese de mestrado sobre como tudo é relativo, afinal de contas existem divergências.
Há quem me veja como primordial (por incrível que pareça). Há quem me veja como provisório. Como substituta, como acessória, como simpática, como esperta, útil, inútil, fútil, desnecessária, criança (pois tenho idade pra isso), adulta (tendo em vista a idade que possuo).
De fato, eu vou defender a idéia de que tudo isso é relativo. Como alguns conceitos da Física, pode depender do referencial. Como alguns conceitos meus, pode depender da convivência, da personalidade, da vontade do dialogar e do compreender.
Hoje eu provei pra ninguém mais além de mim mesma o quanto eu não preciso de conceitos alheios à mim, sobre mim, pra saber o que sou ou o que sinto. Descobri que sei de todo o meu potencial, das minhas vontades de errar e acertar sem pensar ou pensando muito. Descobri que de opiniões o mundo tá é cheio, e que só compete a mim decidir quais delas merecem a devida atenção. Algumas merecem atenção, outras aceitação, outras não merecem nada relavante.
O caso, é que como uma pessoa que adora acreditar que está certa, eu vá ouvir apenas o que me interessa. Mas, quer saber de uma coisa? Isso vem mudando muito ultimamente.
Estar sempre com a razão não tem sido uma situação frequente, mas, de qualquer forma, eu ainda tenho aquela coisa que muitos já conhecem. A tal da opinião.
Muitas vezes errada, outras vezes certa. Mas é muito gostoso ter opinião. Se você tem, vai dizer que não?

Por hora chega, talvez meu mal seja o sono. :)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

The libertines

você sonha com liberdade.
A mesma liberdade que eu sonho em ter. Que eu digo que tenho.
Tanto você quanto eu sabemos que jamais a iremos possuir. Não desse jeito idealizado.
E não é que só de nos agarrarmos a essa idéia, já nem livres somos? Olhe só o quão presos estamos?
Acalma-te. Não se chateie.
Um dia eu também acreditei que o meu mundo giraria de acordo com os tapinhas que eu desse nele.
E se você quer saber de uma coisa...Às vezes é assim mesmo.
Mas nas outras...Ah, nas outras nunca é. Na grande maioria massante das outras vezes será o tapinha dos outros que irá influir no modo como o seu mundo gira.
Eu aprendi isso da pior maneira possível. Olhando e sentindo a forma como eles, a forma como você chacoalhou meu globo terrestre e tentou colocar no lugar sem sucesso.
Fico feliz por ter me sobrado um mundo pra continuar a "estapear" da minha forma, muitas vezes, inútil.


"Somos o que há de melhor"
Às vezes eu ainda acredito nisso, não sei explicar o motivo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Lealdade

Talvez alguns se perguntem como eu pude me render à hipocrisia de escrever esta palavra no topo desse post. Eu não me importo. Ainda sei bem o significado disso tudo, sobretudo em relação às coisas com as quais me importo.
Hoje me perguntei como a "atualidade" tem visto esta questão do "ser fiel", afinal de contas fui surpreendida pela dimensão que alguns fatos pessoais foram tomando, e me envolvendo como espectadora. A atuação nesse ato, só dependia da minha vontade.
Vontade de quê? De agir inescrupulosamente por um bel-prazer que nunca sequer foi almejado? Tomar parte numa situação que eu mais repudio?
Sabe, eu já disse outrora, e volto a dizer.
Quando existe o amor, e neste existe por conseguinte a autosuficiência, o companheirismo... Você veria um motivo, um bom motivo para procurar na grama verde e gostosa do vizinho um conflito pra tua vida? Divertir-se não é pretexto.
Aproveitar o que a vida tem de melhor também não! Haja vista que não existe nada melhor do que um amor pleno bem vivido.
Se você pensa que sabe do que eu estou falando, de fato, você não sabe.
Poucos o sabem. São raros.
Aqueles ditos Homens, sem a "substantivação" masculina da palavra e sem a fraqueza que esta carrega.
Homens no sentido subumano. Homens, mulheres.
E não, simples humanos. Errôneos, paradoxais humanos.

domingo, 4 de julho de 2010

Toda forma de amor

"Passa o dia, passa a noite, tô apaixonada".
Pela vida, pela vida.
A cada dia eu descubro o quanto são valiosos aqueles 15 minutos que eu gasto da casa pro trabalho ouvindo minha música, meus passos densos e sentindo o vento frio no rosto. Cada meio sorriso, cada sorriso inteiro é sentido até no interior daquele músculo cardíaco que pulsa mecânicamente aqui, do lado esquerdo do peito.
Hoje foi uma manhã atípica, foi um dia atípico.
Como há muito não acontecia, sonhei.
Não sonhos comuns, normais. Tava mais pra um "desdobramento". Sim.
Vi e senti rostos e pessoas que há tempos sequer via. Tudo tão paradoxal e confuso, me pareceu apenas coeso no momento que eu vi um certo rosto. Foi quando as coisas começaram a fazer sentido e parecerem normais.
Talvez tenha sido uma impressão, talvez tenha sido efeito da presença da ausência. No fim das contas eu juro que senti tudo, desde o "disparamento" até a calma proporcionada pelo conforto e calor.
Talvez loucuras, delírios sejam mais reais do que eu imaginava. Mas uma coisa eu digo. Já não me importo se isso vai ficar indefinidamente ou se um dia irá embora.
Fique o quanto precisar, vá quando quiser. Eu sempre ficarei bem.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Tempos Modernos

"Eu vejo a vida melhor num futuro,
eu vejo isso por cima de um muro de hipocrisia, que insiste em nos rodiar.
Eu vejo a vida mais clara e farta,
repleta de toda satisfação que se tem direito do firmamento ao chão.
Eu quero crer no amor, numa boa.
Que isso valha pra qualquer pessoa que realizar a força que tem uma paixão.
Hoje o tempo voa, amor.
Escorre pelas mãos mesmo sem se sentir. E não há tempo que volte, amor!
Vamos viver tudo o que há pra viver,
Vamos nos permitir."

"Vamos nos permitir".
E eu não quero ter de esperar nada pra me permitir a tal Felicidade.
Em letra maiúscula, pois pra mim é nome próprio, tem vida própria, personalidade.
Quando se é feliz, a pessoa é tomada por felicidade, mas a felicidade nunca é tomada por uma pessoa...Posto que somos ainda muito pequeninos e incoerentes para ver coerência e dominarmos por inteiro a capacidade de "ser feliz" plenamente.

As coisas têm melhorado significativamente nos ultimos dias. Dúvidas todo mundo tem. Certezas todo mundo tem.
Hoje eu tenho um pouquinho de muita felicidade.
Tenho meu trabalho, meu aprendizado. Tenho pessoas e mundos lá pra "desbravar".
Tenho meus amigos, meu porto seguro. Ultimamente nem tão perto quanto eu gostaria, mas eu realmente sinto muita falta de pessoas que simplesmente "Sumiram" ou "deixei sumir". Peço paciência. Estou voltando à mim. Quanto aos que vêm chegando agora, é... vocês estão ferrados. (risos, muitos risos)
Tenho minha família, minha base. Sarcasmo, gritos e perdigotos ao vento em discussões nunca me pareceram tão amáveis. Obrigada!
Eu poderia ser um pouco egoísta e dizer que sinto falta da "minha" felicidade. Mas a felicidade coletiva tem me feito muito bem agora. Importar-se e ser "importado" nunca foi tão gostoso.
Apenas agradeço por lembrarem de mim, eu juro, nunca esqueço de nenhum de vocês.