terça-feira, 13 de julho de 2010

Possibilidades

Talvez fosse isso a solução do mistério.
Quando existem diversas possibilidades, a confusão toda me dá margem pra que eu posse me sentir assim...Tão livre, tão paradoxalmente solta.
Meus pensamentos e emoções afloram e voam para onde bem entenderem, sem medo de nada, ninguém, sem medo do medo.
A chuva me deixa assim, devagar. A divagar.

"Não sabes que a mudança
É lei da Natureza,
Que nada há de constante
Em toda a redondeza?"
- Estaria aí explicita a idéia de Schopenhauer onde "O Mundo como Vontade e Representação?"
Talvez o sentido das coisas esteja na nossa vontade de colocar sentido, nomear as coisas. Daí, uma representação do mundo.
O que rege uma vida são as vontades. Se essa força existe, existe a persistência, existe o alcance e, por conseguinte, existe a saciedade da vontade. Para quê?
Para que haja o início de uma nova vontade, uma nova razão para o ser, estar, permanecer, continuar, andar, nunca parar. É cláro, de ter vontades.
Para alguns, seria o mesmo com os sonhos. A realização dos sonhos culminaria num tédio absoluto de concretização, afinal de contas...o sonho foi realizado e ponto. Satisfeito.
Seria eu estranha por pensar diferente? Por acreditar que as vontades e os sonhos podem ir se realizando aos poucos, ao passo que, os mesmos vão crescendo a ponto de se tornarem sempre longínquos de uma realização plena e obtermos uma situação, digamos, equilibrada?
É...são só algumas possibilidades.

1 comentários:

Rogerio Martins disse...

Obra classica essa =)