domingo, 4 de julho de 2010

Toda forma de amor

"Passa o dia, passa a noite, tô apaixonada".
Pela vida, pela vida.
A cada dia eu descubro o quanto são valiosos aqueles 15 minutos que eu gasto da casa pro trabalho ouvindo minha música, meus passos densos e sentindo o vento frio no rosto. Cada meio sorriso, cada sorriso inteiro é sentido até no interior daquele músculo cardíaco que pulsa mecânicamente aqui, do lado esquerdo do peito.
Hoje foi uma manhã atípica, foi um dia atípico.
Como há muito não acontecia, sonhei.
Não sonhos comuns, normais. Tava mais pra um "desdobramento". Sim.
Vi e senti rostos e pessoas que há tempos sequer via. Tudo tão paradoxal e confuso, me pareceu apenas coeso no momento que eu vi um certo rosto. Foi quando as coisas começaram a fazer sentido e parecerem normais.
Talvez tenha sido uma impressão, talvez tenha sido efeito da presença da ausência. No fim das contas eu juro que senti tudo, desde o "disparamento" até a calma proporcionada pelo conforto e calor.
Talvez loucuras, delírios sejam mais reais do que eu imaginava. Mas uma coisa eu digo. Já não me importo se isso vai ficar indefinidamente ou se um dia irá embora.
Fique o quanto precisar, vá quando quiser. Eu sempre ficarei bem.

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