segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Inevitável e opcional

Hoje me peguei assim.
Entre o inevitável e o opcional.
Me questionei se ultimamente não tenho transformado tudo na minha vida em inevitável...Desde os fatos mais marcantes, até os fatos mais...digamos "insignificantes" (sem querer menosprezar, já menosprezando).
Me questiono se já não está na hora de amadurecer um pouco, e fazer menos tempestades em copinhos d'água.
Inevitável é que eu erre. Opcional é que eu tente.
Eu já erro só de nunca tentar, sendo assim...inevitável o meu erro se faz.
Melhor eu começar a tentar... Assim eu erro por algo "tentado".
Às vezes, mais do que tentar, eu preciso acreditar.
Acreditar também é uma opção.
Eu acredito.
Talvez eu não saiba ao certo no que, ou em quem...
Mas...Eu Acredito.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Coming Home

"Passei metade da minha vida na correria do amor cansado e interminável mágoa.

Eu sinto que estou pronto pra uma mudança."

Danger Danger - Coming Home

Longe de mim explicitar a minha vida no trecho dessa música, afinal de contas...Não faria sentido.
Minha vida amorosa nunca foi triste assim. Nem tão feliz.
Razoávelmente satisfatória, boa, às vezes ótima. Oscilações, digamos inconstâncias.
É que eu gosto muito dessa música. Ela tem gosto de viagem, gosto de vento da estrada que acaricia o seu rosto e leva os seus cabelos pra todos os lugares...Menos pro lugar que você inutilmente tenta o colocar.
Toda vez que a escuto, sinto meu espírito livre, um tanto quanto irrequieto; sinto um sorriso involuntário brotando nos lábios. Um calorzinho sem motivo dentro do peito.
É como se toda vez que eu a escutasse, eu "cantarolasse" junto com o cantor e com a sua vontade, a minha também vontade de mudar, de começar do zero várias coisas.
O problema é a cantarolação acabar no final dos 4:40 minutos de música.
Só me resta ouvir de novo.




quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Things to learn

É que se eu não partir, vão me deixar antes que eu o faça. Então eu vou primeiro.

Prefiro deixar saudades do que sentí-la deliberadamente sem pedido de espaço.

Definitivamente eu gostaria que algumas pessoas se intrometessem menos na minha vida, e mais na de seus filhos. Meus pais fizeram e têm feito um ótimo trabalho comigo, obrigada. Hoje eu possuo plena convicção dos meus atos e pensamentos atuantes, então poupem o português na hora de me apontarem o que parece certo, o que parece errado, e o que parecem estar pensando. Afinal de contas...Só "parece", não é?
Sei bem como comecei e sei bem quando parar, se preciso.
Apenas se preciso.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Worries

Às vezes, nos preocupamos em demasia com situações que não merecem tanto.

Às vezes, vemos coisas que não existem, imaginamos o que queremos imaginar.
Eu confesso que tenho sido muito paradoxal em busca do meu "bel prazer" que se contrapõe à vontade de "sossegar o facho" numa tal estabilidade.
Que estabilidade eu teria aos "eighteen"? A estabilidade de ser instável. Estável da cabeça pra dentro, instável da boca pra fora.
Acontece que quando eu resolvo descer pro "play", ninguém quer brincar... Porque "comigo ninguém brinca".
Agora quando eu resolvo "voltar pra casa", cansada de brincar... Todo mundo quer brincar, machucar, passar mertiolate.
Eu tenho a minha hora pra tudo, e ninguém sabe quando eu "tô" na hora certa.
Certo mesmo é ser assim, "certa". Inocente, "novinha", sensível demais.
Por incrível que pareça, quanto mais eu fujo de conhecer o ser humano lá no "deep" do ser, mais eu me deparo com situações inusitadas de reflexão e "abobação".

Existe vida real e existe vida idealizada.
Você sabe qual você tem vivido?

domingo, 22 de agosto de 2010

Sinceridade

Segundo o dicionário Aurélio: "s.f. Qualidade daquilo que é sincero; franqueza, lisura de caráter: a sinceridade é uma virtude preciosa. / Palavras, propósitos sinceros: perdoe a minha sinceridade."

O que de melhor pode haver num ser humano, do que sinceridade? Verdade?
Poderíamos, a partir daí, do "deter da sinceridade", crer que outros inúmeros despropósitos das pessoas pudessem ser corrigidos, dando vazão para que outras nobres virtudes venham à tona. "Uma coisa puxando a outra".
Uma pena ver como a grande maioria populacional ainda não está pronta pra isso. Tanto para proporcionar sinceridade, quanto para ser alvo da mesma. É que estamos tão acostumados com máscaras, com "velhos hábitos que nunca morrem" e que a nossa árvore genealógica social nunca deixa morrer, que nos permitimos continuar vivendo assim. Atuando conforme a peça, dançando conforme a música, sofrendo quando somos vítimas daquilo que diversas vezes "propagamos".
Eu não sei bem explicar onde, mas sei como a falta de sinceridade me pegou. E não sei se ainda pega.
A verdade é que nunca saberemos ao certo se alguém foi ou não verdadeiro contigo, comigo. Pode ser só mais um monte de palavras ensaiadas, bem talhadas, bem faladas. Talvez a tolice esteja num coração duro que não se compadece com a tentativa sincera. Talvez a bobagem esteja com quem acredita facilmente.
Sincera fui eu, sou eu.
Talvez não da boca pra fora, só da cabeça pra dentro.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Sitting, Waiting, Wishing

Eu estava lá.

Sentada, esperando, desejando...
Não sei o que, ou quem. Mas sei que virá em boa hora.

Hoje eu respirei fundo. Agradeci por tudo.
Pelas dores, amores, doenças e dúvidas. Agradeci por simplesmente estar bem e por ter ficado mal para poder me recordar o quanto é bom fazer questão de estar bem. De "se fazer" estar bem.
Se hoje sou algo, ou alguma coisa... É pelos 'alguéns' que estiveram ou estão ao meu lado, me moldando, me aperfeiçoando. Derrubando e machucando se preciso, porque preciso mesmo é de aprender a levantar.
Que eu não tenha menos problemas! Que eu só tenha força para poder enfrentar e superar cada um deles.

Boa noite! C:

sábado, 14 de agosto de 2010

Medo

é Ele que me atrapalha.
O Medo.
Escrevo Ele assim, em letras maiúsculas, pois deixei que se tornasse um nome próprio. Deixei que se tornasse algo com características de alguém, de forma que, Ele, me impediu e imepede de fazer muitas coisas, sonhar coisas e agir de forma a realizar parte pouca do "meu muito tudo".
"Ei medo! Eu não te escuto mais! Você não me leva a nada!"
Não só poderia, como é muito fácil gritar tudo isso a plenos pulmões. A vontade é grande. Grande e diretamente proporcional a concentração química de medo existente aqui dentro deste ser humano falho e, muitas vezes, incoerente.
Hoje eu acordei e me perguntei o que eu queria pra minha vida. Se eu estaria enganando a mim e a todos, se atuar nesse palco da vida requer maiores ensaios ou se eu devo continuar abusando da minha "arte do improviso". São diversas interrogações que me perseguem de forma sutil. Eu demonstro indiferença e vou driblando questionamentos maiores, a fim de continuar enganando alguém ou alguma coisa. A pergunta que eu simplesmente não abandono, até porque nunca consegui fugir é aquela: "Até quando?".
Até quando o medo vai predominar e criar dúvidas, impecílhos que impedem a tentativa de uma felicidade (quem sabe) plena? Até quando o medo vai ofuscar a minha visão perante aquilo que eu realmente amo? Até onde o medo vai me esconder atrás de uma mesinha e computador num escritório, me impedindo de colocar a mão na massa, agir, liderar como eu sempre fiz e como sempre puderam ver que - "Você é uma pessoa capaz".
Capaz de quê?
Só espero que não seja de enlouquecer.

Talvez o medo esteja andando de mãos dadas com aquela amante antiga dele, a minha pressa.
E eles nunca formaram um belo casal. Outra hora conto melhor sobre eles...

Uma boa semana.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A place on Earth

Momentos de descontração são cruciais para um posterior momento de reflexão.

Pelo menos foi, para mim.

Olhando agora, como uma mera espectadora, não foi banal.
Nunca foi.
Não foi só farra, só êxtase, só bobagem.
Dizer isso seria fútil da minha parte, e negaria o ser (talvez infelizmente) sentimental e melodramático que existe dentro de mim.
Eu senti e gravei cada momento. Cada passe e impasse.
Entre razão e "efusão", deixei a segunda tomar conta, fato que não me arrependo. Have Fun.
Mas, é que eu não quero só o "have fun", o tempo todo.
Às vezes não quero fazer só por mim, quero fazer por dois. Quero não pensar no depois, que quando chegar, não vai ser tão "pesado" quanto eu imaginava.
Simples e descomplicado, natural, especial e meu.
Quisera eu que não fosse tão só meu.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Dois rios

...inteiros, sem direção."


Hoje eu trabalhava. Trabalhava embalada ao som da rádio "Nova Brasil Fm", como sempre faço de segunda à sexta. Não por espontânea vontade, só por espontânea opção de quem instalou as caixas de som no recinto e escolheu a tal rádio (Pessoa e motivos quais eu desconheço).
Eu já havia ouvido essa música milhões de vezes, mas especialmente hoje ela me soou de maneira tão diferente e profunda, que mereceu minutos de reflexão e "cantarolação" involuntária de minha parte.

"Dois lados deram as mãos como eu fiz também, Só pra poder conhecer o que a voz da vida vem dizer: Que os braços sentem, e os olhos vêem. Que os lábios sejam dois rios inteiros sem direção! (...) O dia e a noite, as quatro estações."

Às vezes me pergunto o motivo de dia após dia, a vida ser comparada ao amor.
Não existe aqui o "Penso, logo existo"...Mas sim o "Amo, logo existo, logo depois penso" (Ademais, sofro).
Para "conhecer o que a voz da vida vem dizer" foi preciso ceder sua mão à outra, andar junto. Conhecer tudo isso acompanhado, fortalecido. Não como dependente, mas como confidente.
Os braços não apenas tocarão, sentirão.
Os olhos não olharão, verão.
Os lábios serão conectados como dois rios inteiros de mesma fonte o são. Por mais que separados em alguns trechos, ora agitados, ora calmos... Sempre pertencerão a mesma fonte, à mesma essência que os torna um.

Viajei.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Ímpetos

...Que me movem, se movem.

Às vezes, a dúvida é uma bênção.
Bênção que te mantém sem respostas, sem ações e sem pareceres.
O meu problema está em nunca querer ter dúvidas. Então eu escolho alguma porta, enfio a cara e "parto a cabeça" denovo.
Dessa vez eu ainda não parti, e nem pretendo.
Infelizmente, não pretender nunca teve por significância premeditar que de fato eu não vá "partir a cabeça"...Mas acontece que, estar pré-parada dessa vez, é substancial!
Acalme-se! Agora vem a melhor parte :" Pré-parada para o quê?".

É, engraçado! Eu ainda não me decidi!
Agora fique sabendo que nem pretendo me decidir por nada.
Viverei com a dúvida de quem aguarda por uma certeza nesse mar de incertezas certas.

A little less expectations.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Going Nowhere Fast

Impressão minha ou é essa a época do ano em que as pessoas mais pretendem "fazer diferente"?
Não sei bem se é algo certo. Só sei que o segundo semestre é a minha fase do desespero.
Fase onde eu percebo o quanto o tempo tem passado rápido e eu não tenho feito nada que seja tão relevante em relação ao meu tão descrito e nada praticado "crescimento".
Eu nunca soube por onde começar, então nunca comecei.
Eu não sei onde quero chegar, então fiquei por aqui mesmo.
Acho que já passou da hora das coisas mudarem um pouco. Mudarem para melhor.

As oportunidades estão aí, aqui.
Vou agarrar-me à elas.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A change coming

Apaixonados, somos todos a mesma coisa. Mas nossas paixões, nunca são as mesmas.

Um boa semana C: