sábado, 25 de setembro de 2010

Tudo aquilo que te faz sorrir

Converse comigo. Fale de tudo, sobre tudo.

Hoje eu quero te ouvir, te sorrir.
Quero poder dizer que pra cada erro, existe um acerto. Que pra cada medo, existe uma certeza. Que pra cada palavra, existe outra...Talvez até como resposta.
E na tentativa de me mostrar uma fraqueza, uma perturbação, eu não consegui enxergar outra coisa senão uma imensurável fortaleza. Uma coisa, um alguém que foge completamente de qualquer padrão...Haja vista que padrões, para mim, ultimamente, tem sido sinônimo de coisas comuns, vãs, e ruins... Então considere-se muito.
Consegui me recordar do momento em que o mundo era um lugar bom para se viver, isso é cláro, embebida na "santa ignorância" que perdemos ao longo da vida que levamos.
Às vezes acho que gostaria de permanecer feliz com aquelas aparências que se foram.
Mas se foram. E, como tudo que vai, sem dó nenhuma de ter ído, permanecerá longe...Inexistente, em algum lugar do tempo.
Mas, falemos de outra coisa! Falemos de coisas boas, Dê-me algumas risadas, me faça rir também. Me deixe imersa em algo diferente da ignorância, diferente da mentira, avesso à hipocrisia.
Me faça mergulhar em algo que eu não sei o que é, e nem sei se quero tentar explicar.

Boa noite. :)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Voa,

"É debaixo dessa terra, que nos deixam descansar."


E quando a gente acredita que não pode mais, algo lá de dentro nos motiva a continuar.
Não sabemos ao certo pra onde, mas o continuar sempre se demonstra promissor.
Então continuamos!
Por um momento, hoje quis desistir.
Eu quis me desligar de tudo, me esquecer de tudo e ter tempo para nada.
Hoje me perdi, me confundi e desejei que o mundo acabasse depressa. Desejei que todos esquecessem aquele deslize em questão, afinal de contas, minhas conquistas já foram tão maiores (Eu, presunçosa pensei).
Mas, como tudo tem conserto e nenhuma tempestade é eterna...Eu esvaziei o copo d'água tempestuoso e respirei fundo. "Alto lá, Maristella!"
Me lembrei de que quando caímos fundo, só nos resta subir (Créditos ao Marco).
Como eu não caí tão fundo assim, restava-me alguns metros e me atentei para não "caí-los" antes da hora. Respirei novamente, e subi.

Agora, olho pra janela e sinto o cheirinho da chuva. Parecem lágrimas nos meus olhos, mas não é salgada e nem quente. A janela entreaberta permitiu alguns felizes gotejos na minha face.
Eu não sei ao certo o que é, mas eu posso sentir que coisas boas estão por vir.
Como sempre, eu não largo esse otimismo, positivismo crônico e coletivo. Eu teimo, e talvez temo a chegada de algo bom. Tão bom, que talvez eu nem acredite, mas que desejo intensamente.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Pirilume, Vagalampo

"Pirilampo, vagalume, Cadê luz pro meu cantar?
Tanta coisa acontece, que carece matutar.

Pirilampo, boiadeiro tange o gado sem saber que o gado é quem o leva, quem é boi não tem querer."

Não sei ao certo o motivo, mas não consigo ser boi.
Não consigo ser levada, não consigo "não ter querer".
A grande maioria nunca me atraiu, e ser diferente sempre foi uma regra inconsciente do meu ser.
Você deve se perguntar :"Diferente como?"
E eu te respondo : "Não sei".
Só sei que nunca me vi igual a todo mundo, nunca segui padrões, nunca gostei do comum, do belo.
Se você anda na calçada, eu ando no paralelepípedo.
Se você bebe pra esquecer, eu bebo para comemorar e com uma doce melancolia relembrar.
Se você fuma pra socializar e se divertir, eu trago pra matar uma parte de mim, ou uma vontade que há de vir.
Se você canta porque gosta, eu canto porque não só amo, mas sinto a música vibrar com o vento que bate nos meus cabelos, sinto a música com o coração...E sei que ela também me sente.
Se você fala por falar, eu falo por não pensar...E às vezes falo por até pensar demais.

Talvez você agora diga :"Mas eu não faço nada do que você disse."
E então agora eu te digo: Apresente-se. Se mostre à mim, diferente do mundo que eu costumo ver ao meu redor.


sábado, 18 de setembro de 2010

Quando um violeiro toca

"Quando um amor começa, nossa alegria chama, e um violeiro toca em nossa cama.
Então os olhos dos bichos, são os olhos de quem ama,
Pois a natureza é isso: Sem medo, nem dó, nem drama."


Hoje eu resolvi parar de correr.
Correr de tudo. Pra tudo.
Cheguei a conclusão, de que eu corria até de coisas que eu desconhecia.
Eu corria pro amor, e depois corria da dor. Demorou pra descobrir que o amor, de verdade, é indolor... Porque uma virtude tão pura e benigna como essa é incapaz de fazer mal pra alguém, de qualquer forma que seja.
Eu corria dos problemas, mas não fazia idéia que quanto mais eu corria, mais eu acumulava pra dar de cara com eles, quando eu estivesse cansada de correr...E por conseguinte, cansada demais pra aguentar tudo de uma vez.
Eu corria de decisões, e não tinha noção de que elas são grandes determinantes na atual conjuntura da minha vida.
Eu corria, e me custou ver que o motivo concreto, que sempre me deixou assim...Acelerada, foi ele : O medo.
Por mais voltas que eu dê, por melhores argumentos que eu encontre, é Nele que eu me debato e caio novamente.
E como hoje eu resolvi parar de correr... eu parei de cair.

Eu tenho vontades, sonhos, ambições e um potencial pouco explorado.
Veja só medo, você é muito menor do que tudo isso!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Orgulho e Responsabilidades

Escolhas.

Se somos feitos delas, sinto-me então, vazia. Feita de nada.
Não tenho escolhido muito. Tenho escolhido nada.
Me perdi num "tanto faz", no "morno" da vida e acabei esquecendo o que é almejar um posto.
Hoje não sei se me lembro pelo que sinto paixão.
Não sei no que me destaco.
Sequer sei onde quero chegar. Quero que seja longe desse "tanto faz".
Preciso redescobrir minhas preferências, balanceá-las e unir com os proventos que tenho recebido, preciso de foco e determinação.
Mais do que isso, preciso redescobrir meu dom.
Porque o violão, a voz e as palavras...Já eram.
Já foram.
É sonho pra sonhar mais tarde, e eu só espero que não seja tarde demais.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Nem tudo que é bom, volta.

Nem tudo se aplica a tal da teoria do Boomerang que eu extraí daquele canal de desenhos.

Feliz ou infelizmente não.
Hoje, por frações de segundos, tive a ligeira sensação de que aquela coisa que há um certo tempo foi maior do que eu, maior do que a minha vontade de conter, maior do que a força pra lutar contra...Foi se apoderando de mim novamente.
E tenho dito: Foi ligeira.
Ligeira, leve e solta.
Veio rápida, partiu um pouco mais devagar do que veio, e deixou saudade.
A saudade que nem o português em sua linguagem e literatura rica e em alguns aspectos exclusivos pôde explicitar em palavras.
A saudade gostosa de se sentir, e só.
A saudade acompanhada do reconhecimento, de que aonde quer que eu vá...Desde que eu saiba que de alguma forma a felicidade te acompanha, feliz também estarei.
Longe de todo aquele poderio, meu falso absolutismo disfarçado em fraqueza, sinto-me leve.
Leve por ter transformado. Não esquecido, jamais diminuido. Transformado, colocado em seu devido lugar.

Eu não sinto falta de amar, pois todos os dias da minha vida eu tenho amado.
Às vezes só sinto falta de dizer que amo.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A Confusão

Eu não sei bem ao certo como me sentir hoje.

Eu não me lembro bem como me senti ontem.
Eu não faço a mínima idéia de como me sentirei amanhã.
Peço...Quero, Ordeno-me que, no mínimo, fique bem.

Por um momento, hoje estremeci.
Estremeci quando refleti sobre os coadjuvantes, ou antagonistas que permiti protagonizarem minha vida de forma paradoxal e triste.
Sim, permiti.
Talvez, mais do que permitir, eu implorei para que isso acontecesse.
Sempre foi tão fácil me transformar de "forte" em "fraca" e "dramática".
Nunca foi fácil a transformação reversa.
Sempre fico assim, estarrecida, quando penso na importância em demasia que dei pra tanta coisa "desnecessária", como diziam um bocado de pessoas.
No fim das contas, eu continuo dando importância demais pra fatos corriqueiros, pra palavras bem escolhidas, algumas até forjadas.
É essa "importância em demasia" que me faz ver o aprendizado em tudo.
Cada tropeção, cada machucadinho que demora pra cicatrizar (Porque tenho plaquetopenia) é valioso, é pura lapidação.
Eu prossigo com a maldição, com a "doença dos sonhadores".
E, Diferentemente de ilusão, é sonho.
E sonho, a gente consegue realizar.

Ps: Se o devido esforço for feito, se o devido merecimento eu tiver.

sábado, 4 de setembro de 2010

Same Mistake

"Vou tomar o caminho mais reto,

Vou seguir direto até onde eu quiser."

Dia após dia, cometemos erros.
Ora um, ora outro. E por diversas vezes, os mesmos erros.
Aprendemos muito com eles, mas, honestamente, aprendemos muito também com os acertos.
Hoje eu quero aprender com meus acertos.
Hoje eu vou fazer o que gosto, vou falar o que quero.
Eu não sou só medo, eu sou também realidade e, por mais que a realidade seja temida, ela é única e composta pela promessa do amanhã melhor.
Hoje...Não vou ficar sentada esperando esse amanhã melhor.
Já passou da hora de buscar, batalhar, conquistar.
Ninguém nunca disse que seria fácil, e eu sei que não é mais do que aquilo que eu consiga fazer.


Uma boa noite. C:

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

To Care

Às vezes me pergunto até onde as pessoas se importam.

E tenho dito: Se importar é diferente de se meter, se intrometer.
Talvez muitas pessoas se importam, só que por diversas vezes não explicitam sua "empatia" para com determinada pessoa ou situação.
Às vezes me sinto bem.
Às vezes só bem cansada do meu "cheio do vazio".
Hoje eu estou feliz, estou bem.
Eu só quero que essa felicidade não se transforme em dor de cabeça amanhã....
E tudo está perfeitamente claro. Se alguém aqui resolver se machucar, serei apenas eu, por uma coisa que eu sozinha criei.
Sejamos francos e razoáveis... Muitas vezes nos escondemos atrás de liberdade e autosuficiência para esconder a falta que algo muito significativo nos faz.
Eu não quero apressar nada, eu não quero uma série de coisas.
Eu só quero me preocupar menos.


Vamos ver o que a saudade me diz.