segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Pirilume, Vagalampo

"Pirilampo, vagalume, Cadê luz pro meu cantar?
Tanta coisa acontece, que carece matutar.

Pirilampo, boiadeiro tange o gado sem saber que o gado é quem o leva, quem é boi não tem querer."

Não sei ao certo o motivo, mas não consigo ser boi.
Não consigo ser levada, não consigo "não ter querer".
A grande maioria nunca me atraiu, e ser diferente sempre foi uma regra inconsciente do meu ser.
Você deve se perguntar :"Diferente como?"
E eu te respondo : "Não sei".
Só sei que nunca me vi igual a todo mundo, nunca segui padrões, nunca gostei do comum, do belo.
Se você anda na calçada, eu ando no paralelepípedo.
Se você bebe pra esquecer, eu bebo para comemorar e com uma doce melancolia relembrar.
Se você fuma pra socializar e se divertir, eu trago pra matar uma parte de mim, ou uma vontade que há de vir.
Se você canta porque gosta, eu canto porque não só amo, mas sinto a música vibrar com o vento que bate nos meus cabelos, sinto a música com o coração...E sei que ela também me sente.
Se você fala por falar, eu falo por não pensar...E às vezes falo por até pensar demais.

Talvez você agora diga :"Mas eu não faço nada do que você disse."
E então agora eu te digo: Apresente-se. Se mostre à mim, diferente do mundo que eu costumo ver ao meu redor.


1 comentários:

Cova disse...

Ser diferente? Ser normal? Existe uma manual de se viver feliz? Gostaria de uma cópia se existir. Lindo texto.