sábado, 18 de setembro de 2010

Quando um violeiro toca

"Quando um amor começa, nossa alegria chama, e um violeiro toca em nossa cama.
Então os olhos dos bichos, são os olhos de quem ama,
Pois a natureza é isso: Sem medo, nem dó, nem drama."


Hoje eu resolvi parar de correr.
Correr de tudo. Pra tudo.
Cheguei a conclusão, de que eu corria até de coisas que eu desconhecia.
Eu corria pro amor, e depois corria da dor. Demorou pra descobrir que o amor, de verdade, é indolor... Porque uma virtude tão pura e benigna como essa é incapaz de fazer mal pra alguém, de qualquer forma que seja.
Eu corria dos problemas, mas não fazia idéia que quanto mais eu corria, mais eu acumulava pra dar de cara com eles, quando eu estivesse cansada de correr...E por conseguinte, cansada demais pra aguentar tudo de uma vez.
Eu corria de decisões, e não tinha noção de que elas são grandes determinantes na atual conjuntura da minha vida.
Eu corria, e me custou ver que o motivo concreto, que sempre me deixou assim...Acelerada, foi ele : O medo.
Por mais voltas que eu dê, por melhores argumentos que eu encontre, é Nele que eu me debato e caio novamente.
E como hoje eu resolvi parar de correr... eu parei de cair.

Eu tenho vontades, sonhos, ambições e um potencial pouco explorado.
Veja só medo, você é muito menor do que tudo isso!

1 comentários:

Cova disse...

medo...
como disse Renato Russo:
"...Não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes acessas..."
medo...
Dá até medo de pensar por que o medo nos impede de lidar com a vida... rs