sábado, 23 de outubro de 2010

Eu já nem sei se eu tô misturando...

Manipular, controlar.

Saber, possuir ou querer ter certezas.
Chorar sem motivo, encontrar motivos que não existem.
Medir cada passo, planejar cada atitude, conseguir o almejado e manter tudo nos "eixos".

Durante muito tempo, eu quis, e "diz que fiz" tudo isso.
Engraçado, hoje eu mal possuo o controle de mim mesma.
O Eu lírico tem nome próprio escrito com letra Maiúscula, e não tem e não quer controlar nada.
Ele quer viver e deixar viver.
Viver e deixar o tempo passar.
Sem sentenças, sem promessas, controles ou manipulações.
O interessante é deixar que o tempo se encarregue de colocar tudo onde se deve ficar, se é que deve ficar. Digo isso pra tudo. Pelo menos consigo dizer hoje.

"Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo."

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Responsabilidade e Diversão

Hoje eu quis cantar.

Cantei, por um longo momento, estremeci.
Realizei:
Nada continuava a ser como era antes.
Talvez eu fosse mais inocente no passado, e ouvia minha própria voz de um jeito mais doce.
O que eu ouvi hoje, não me surpreendeu. Não me realizou.
Por um momento, quis chorar.
Então eu vi o que estava faltando... Ah sentimento! Ah, emoção!
Pra que cantar pro mundo me ouvir, se eu esqueci de cantar pro meu coração?
Foi esse mesmo coração que me colocou e me mantém no meio de toda essa música, no meio de tudo isso...
Ninguém melhor do que ele pra receber um retorno.
Assumo meus demônios e meus anjos, e canto.

Canto pra mim, canto pra quem quiser me ouvir, canto pra você e, canto pra ele...o meu coração.
Boa noite. :)

Antigas lições, eternos aprendizados

Sábado, 5 de Setembro de 2009...Pouco mais de um ano, eu escrevi o seguinte:


"Por um determinado ponto, passará uma reta, duas retas, um feixe de retas...
Infinitas retas.
Como o oito deitado das minhas sensações adoráveis no amor.
Já por dois pontos, passará apenas uma reta. Nada mais do que isso. (se não me falha a memória de um péssimo terceiro ano em matemática)
Uma única reta.
A reta da promessa, da recriprocidade e do finito.
O finito que só serve para delimitar os participantes das minhas sensações adoráveis no amor."

Hoje, 21 de Outubro de 2010, Um ano à frente disso, a lição ainda persiste. A matemática da vida e do amor não mudam.
O que mudou, foi o professor; Foi o traçado da reta que conecta esses dois pontos, foi a forma simples como eu aprendi e passei a desenhar essa reta que, finita ou não, eu não me canso de desenhar.


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Straight from the heart

"Eu poderia começar a sonhar, mas isso nunca teria fim."

Por que não, começar a sonhar para começar a realizar?
Sonhos que se constróem ao passo que construo, que construimos sua realização.
Me cansei de ficar parada olhando pra frente, e esquecendo de que a base que construímos no presente, é fundamental na manutenção e prosperidade de um futuro.
Nada é tão complicado a ponto de não ser resolvido.
Nada é tão improvável, a partir do momento em que você passa a enxergar possibilidades.
E isso é tudo o que eu enxergo hoje,
Possibilidades.

Por que não, vontades?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Acreditar, realizar.

Acreditar em algo, é o começo de tudo.

Se esforçar na realização de algo, é intermediário, é necessário.
Ver tudo se realizar, o idealizado se tornar concreto...É consequência do esforço, da batalha contra o medo e contra a ampulheta da vida atual, que passará, dando espaço para uma nova, e assim por conseguinte.
Digo uma nova, pois nunca seremos os mesmos que somos agora. Não nestes papéis, não nestas situações. Porém, sempre enfrentando as dificuldades que nos são propostas, e alcançando metas que propomos à nós mesmos.

Às vezes nos sentimos tão saturados. Tão perdidos.
Parece até que o mundo está acabando e ninguém te avisou.
Todos os problemas alheios são pequenos e fúteis. Dane-se a fome mundial, a corrupção, a desigualdade... Tudo é tão pequeno quando o sofrimento é nosso, só nosso.
Eu não digo isso a fim de apontar o dedo à ninguém....Longe de mim fazer algo parecido.
Digo isso como autocrítica. Digo isso à mim mesma, de modo que eu me corrija. Que eu me policie e veja como tudo poderia estar bem pior. Tudo sempre pode piorar!
Então, deixando todo esse Realismo-pessimismo de lado, e assumindo o meu lado Romântico-pseudo-racional que insiste em viver comigo, eu digo que, Assim como tudo pode piorar...Vamos crer que tudo só tende a melhorar.
É preciso acreditar.
É preciso buscar.
É preciso tentar, e ter, quem sabe, "O Realizar".


"Tentar e errar! mas errar com uma imensa vontade de acertar."

Boa noite.

domingo, 3 de outubro de 2010

Quebre Regras

Quebre tudo aquilo que foi proposto, e que se pararmos pra pensar...Não existe.

No jogo da minha, sua, nossa vida...Não existem e nunca existiram regras.
Existem fatos, e existe aquilo no que você decide transformá-los.
Importe-se, seja importante.
Seja o céu, um sol do meio-dia, um dia chuvoso preguiçoso... "um Anjo".
Seja o que quiser e o que precisar ser. Num momento ideal e só seu, que no fundo... você nunca saberá se é realmente o ideal. O ideal é que não deixe isso passar, e ponto.
Eu poderia passar horas a fio aqui, discursando a minha vontade e disposição de viver esse mar de coisas que, sutilmente, me está sendo proposto. Eu poderia gritar a plenos pulmões, ou sussurar num certo ouvido, tudo o que me atormenta e tudo o que me faz feliz.
Eu poderia dizer que uma certa simples presença, tem transformado um dia qualquer em memória permanente. Em coisa gostosa de se lembrar. Em sentimento gostoso de se sentir.
Eu poderia ter jogado tudo pro alto naquele instante, inclusive o medo e a probabilidade iminente de te ver correr porta à fora assustado, e ter dito uma meia dúzia de frases bonitas. Uma meia dúzia de sentimentos incertos, mas coerentes e paradoxalmente verdadeiros.
E agora terminando...Eu poderia dar uma desculpa esfarrapada qualquer e dizer que é fase, que é coisa da idade...Que é (in)consequência da minha imaturidade. Mas tanto eu, quanto você...Em algum lugar do tempo ou do sentimento, tem a convicta certeza banhada em medo, de que tudo isso pode ser, como tem caminhado para a mais plena verdade.

E assim eu vivo, um dia de cada vez.