quinta-feira, 31 de março de 2011

Uma imensa vontade

...De ir embora.

Só com a roupa do corpo.
Sem nenhum escrúpulo, sem dó.
Largar tudo aquilo que me fez pessoa nos últimos 19 anos, e agora aparentemente começou a falhar.
Eu não sei bem em que ponto, em que momento as coisas começaram a desmoronar assim...Mas eu sei que é fatídico, está.
Um simples diálogo se torna um fato catastrófico.
E por favor poupe a espiritualidade na hora de culpar alguém. Culpem a si mesmos.
Não que eu seja perfeita, longe de mim!
Mas também não sou um monstro, feito pelos senhores médicos perfeitos.
O que eu tenho é preguiça! Preguiça de conversar, de me explicar, de me queixar...De qualquer coisa que me faça perder tempo sentando e tentando travar uma conversação frustrada.
E eu morro de vontade, de sumir.
Não creio que a minha situação seja tão insuportável assim, mas também não devo fingir indiferença e aguentar a "merda toda" como Jó, que Deus me perdôe o exemplo.
Também não acredito que sou mais uma marionete, pois acredito na culpa dos mortais.
Se o mundo é o mundo atual, é tudo por questão de causa e efeito, ação e reação...E não só porque "tinha de ser assim".
Eu me revolto sim, e declaro :Não está tudo bem!
Em algum ponto, algo aconteceu e tudo deixou de estar bem.
Se em algum momento do meu dia posso alegar que tenho paz, considere sendo assim das 00:30 às 06h da manhã....Porque durmo.

terça-feira, 29 de março de 2011

Apoptosis

Durante alguns momentos, longe de toda a auto-alienação, pude refletir no quanto esse pseudo-sofrimento pode ser só mais uma oportunidade de crescimento.

Só mais uma oportunidade de me dedicar ao "que realmente importa", e não àquilo que eu acreditava tanto importar.
A verdade, é que talvez o muito de alguns, pra mim vai continuar sendo muito pouco.
Sendo assim, segue a vida...Deixa rolar.


"É muito quadro pr'uma parede,
É muita tinta pr'um só pincel,
É pouca água pra muita sede,
Muita cabeça pr'um só chapéu,
Muita cachaça pra pouco leite,
Muito deleite pra pouca dor,
É muito feio pra ser enfeite,
Muito defeito pra ser amor.
É muita rede pra pouco peixe,
Muito veneno pra se matar.
Muitos pedidos pra que se deixe
Muitos humanos a proliferar.
Se em terra de cego quem tem um olho é Rei,
Imagine quem tem os dois!"


sexta-feira, 25 de março de 2011

A river of tears

A irritação é amiga da falta de compreensão, irmã do oposto ao bom senso.

Eu odeio ser contrariada.
Eu odeio não ter controle das situações.
Eu, eu e Eu.
Egocêntrica, amante, errônea sempre.
Eu tentei, tentei tanto.
Eu solucei, chorei de espernear e não funcionou.
Eu pedi, implorei, ameacei e não adiantou.
Eu me rendi, tentei me refazer... mas eu sempre volto no início daquilo que parece nunca recomeçar.
Eu amei, amei e amei tanto, Que caí feito uma jaca podre no chão, acreditando que estava madura.
Eu continuo amando, amando e amando tanto, que dentro de um dia eu sou capaz de esquecer tudo, para recomeçar aquilo que mal começou, e que parece que nunca vai recomeçar.

Eu nunca vou poder consolar ninguém, se eu mal consigo me consolar.

"Now when it rains,
It pours.
I'm all alone, but I'll always be yours."

sábado, 19 de março de 2011

Inspirar-se

Expirar-se.

E, ultimamente acredito que tenho me expirado demais.
É demasiado simplório eu escolher um tema, vir até aqui e destrinchar um monte de palavras provávelmente bacanas, sem estarem vindo do coração.
Se bem me lembro, tudo isso aqui foi construído com emoção.
Raiva, indignação, amor, paixão, dor, amor...Ah, o amor.
E hoje me questiono (e fui questionada) sobre a tal "inspiração".
Temo que ela tenha se perdido em meio aos meus dias corridos. Minhas palavras corridas, atos corridos...Que buscam soluções práticas e rápidas. Alívio imediato às sensações efêmeras que me causam incômodo.
Eu gostaria tanto de poder dominar a língua dos homens com total maestria, de forma que eu pudesse explicar, pelo menos para mim mesma, o que tenho sentido nesses últimos dias.
Talvez assim a confusão diminuísse, a mente espairecesse, o coração abrisse.

Boa noite.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Limites não calculáveis

Talvez a insanidade seja inimiga do bom senso, e companheira/amante da verdade.

Por diversas vezes precisamos estar num momento, digamos, insano...Pra deixar certas verdades aflorarem.
Afinal de contas, o que são verdades?
A minha verdade não pode ser conflituosa com a sua?
Sendo assim temos duas verdades.
Verdades individuais.
Por conseguinte, não tão verdades assim.

O fato é que o mundo tá ficando cheio de verdades, e cada um resolveu criar a sua pra continuar a viver.
E qual será a minha?


Mais um vídeozinho tosco meu :)

sexta-feira, 11 de março de 2011

I was thinking about me,

...Thinking bout you, thinking bout us."


Numa aula de cálculo, mais uma vez tive alguns devaneios.
Assim como no ano passado, tive devaneios com Geometria Analítica e retas, me deixei levar pelas Funções.
E quer saber de uma coisa?
Aplique o módulo na sua vida!
Dessa forma, tudo que for negativo, de alguma forma se transformará em positivo.
E isso, é uma regra!


:)

terça-feira, 8 de março de 2011

Solutions

Sendo que, inúmeras vezes, o nosso tempo nunca é igual ao tempo de Deus.


Eu quero, pra tudo, soluções rápidas.
Mas eu sei, que eu só terei as soluções que eu preciso (não as que eu quero), quando for a hora.

Droga.

sábado, 5 de março de 2011

Choices, Changes...

E hoje o meu dia foi só sorrisos.

Sem preocupações, premonições.
Que as coisas aconteçam, da forma que bem mereçam ser.
E eu vou aceitar, e vou viver.

"Deixe estar, que o que for pra ser...Vigora."

E outra noite que se vai...

Se foges, ou se realmente estás a ir embora...

Eu não sei.
Confesso que gostaria de saber, pra começar a pensar na minha vida sendo "minha".
Assim, deselegante e egocêntrica.

A quem estou tentando enganar?
Minha cabeça anda mais ocupada do que o atendimento telefônico da caixa econômica E ainda assim, eu consigo encontrar tempo para pensar no plural... Na possibilidade, na saudade.
Que eu finjo que já nem sinto mais, pra ver se melhora.