quinta-feira, 28 de abril de 2011

Come back another day


Nunca declare seu amor por mim.
Me compre tulipas vermelhas, serão mais significativas.
E como atualmente quase ninguém compra ou dá tulipas vermelhas de presente...
Vou me adaptando a viver assim.

Sabe de uma coisa?
Eu acho que nunca vou mudar...

terça-feira, 26 de abril de 2011

I used to love him...

...But i had to kill him."


(grego hupokrisía, -as, desempenho de um papel)
s. f.
1. Fingimento de bondade de ideias ou de opiniões apreciáveis.
2. Devoção fingida.

Por um momento eu acreditei que fosse estragar tudo...E com muito gosto!
As máscaras, o verniz social se desfez numa questão de instantes, apertando meu fígado e me promovendo dores lancinantes. Eu não poderia continuar assistindo um teatro daqueles e continuar a mostrar os dentes como um leão muito bem treinado para sorrir.
Foi assim que as palavras saíram...Poucas, baixas, mas num tom confiante o suficiente para serem ouvidas por alguns poucos...Que as interpretaram da forma que escolheram. Que me interpretam da forma que bem desejam, nunca me conhecendo como realmente sou.
Eles não entenderam que eu estou nisso tudo há apenas 19 anos...Não é tão fácil fingir, atuar dentre tantos atores e atrizes (diga-se de passagem, demagogos) antigos desse teatro vital.
É uma concorrência desleal! Sendo assim, me perco. Me machuco. Me vejo absurdada dentre tantas palavras ácidas, em um momento inoportuno...Onde tudo era pra ser sorrisos, não falsos, mas sorrisos de verdade, de saudade, do reencontro.
Alí, parada como uma mera expectadora, eu só via olhares competitivos, olhares rancorosos, olhares sarcásticos ávidos por deslizes alheios para encontrarem motivo para a próxima conversa, olhares de incestos, entrelinhas sujas e mal escritas por um convencionalismo que eu duvido que exista.
Uma mão se estendeu para agarrar a minha, num momento de reconhecimento verdadeiro. Ouvi tudo com atenção e absorvi, reconheci tudo o que pude. Mas no fim das contas não pude concordar, e tive apenas de lamentar o fato dela ter se "acostumado" com a peça atuada. Agradeci, e a segui contrariada...De forma que não estragaria o dia dos poucos que se fazem desentendidos ante o teatro, e a decisão se formou mais firme e clara do que nunca.
Se é necessário que eu também atue para continuar a fazer parte desta companhia...Será com armas contrárias e paradoxalmente certas: Minha verdade, sinceridade e pureza de caráter.
O leão só irá sorrir, quando realmente for de algo engraçado... Confesso que acho que foi assim que ele foi treinado.

domingo, 24 de abril de 2011

História sem fim,

São só diversos começos.


Do fundo do meu coração peludo: Eu odeio histórias que começam, e nunca terminam...Ficando assim, suspensas.
Odeio as reticências, quando preciso de um ponto. Não necessariamente um ponto final, mas precisamente um ponto, para que eu inicie um novo parágrafo.
Decidi colocar meus pontos nos meus textos, ao invés de esperar que ele seja corrigido por outrem.

Revirando algumas histórias que vivi, hoje me pego rindo ao ver uma possível história se repetir.
É inevitável fazer comparações, prever o tão previsível e inconstante.
As palavras são tão parecidas com as quais eu já li antes, a profundidade é de atordoar e te deixar suspensa no ar...Como se você fosse a única mulher no mundo, a melhor de todas, o fruto de toda aquela inspiração estarrecedora.
Poxa, nada mais me surpreende.
Eu já li pra mim,
Agora quando leio o que você escreve para outras...Pra mim é tudo uma grande réplica, uma espiroqueta fina, que começa e volta na direção do ponto inicial rápido demais,
Rápido demais para merecer tamanha importância.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Vegetais ou Cigarros

Hoje não me perco mais entre os dois.

Acho que vou pensar duas vezes antes de me acalmar com tóxicos... Talvez uma cenourinha, ou um "xuxu" aliviem melhor a tensão que eu possa vir a sentir.
A fase é ótima para que eu me cuide, e absorva todo o melhor...E não para que eu me definhe, como os muitos que tenho visto.
São duas portas muito parecidas, porém uma é sempre muito mais fácil de se atravessar.
Acho que mais uma vez, vou escolher a porta mais estreita.
Não é a mais fácil, mas se ela existe...É porque não é tão impossível assim.
E é como tenho ouvido muito: "Nada vem de graça".
E nada vai sem deixar lembrança.

domingo, 17 de abril de 2011

Mais um fim

Foram tantas as lágrimas.

Foi tamanho o meu desespero, a minha esperança.
Inútil, não minto.
Todas as palavras que gastei, os textos que escrevi, as lágrimas que chorei se tornaram nada...Nem um pouco significantes após aquela ligação.
Eu realmente acreditava nas pessoas, e na mudança.
Mas quando os dias se passam, e essa crença escorrega pelos teus dedos...é difícil manter qualquer tipo de opinião. Agora não quero, não tenho condições de opinar.
Só tenho condições de afirmar a sua fraqueza...Com total franqueza.
Um dia eu pude dizer pra mim mesma, que você era o meu tudo.
Noutro dia, pude dizer a mim mesma, que você era precioso na minha vida...mas não intrínseco.
Hoje, preciso dizer a mim mesma que a vida continua, e sempre continuará...E que quem eu julgava tão preciso, tão valioso...Não passará de uma história pra ser lembrada, e nunca mais remoída.
Hoje, eu fujo de tudo aquilo que me machuca, me atrasa, e me sufoca sem que eu perceba.
Hoje fugirei de você.
E amanhã,
E depois.
Até que eu me esqueça,
Até que eu deixe de te amar.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Num dia desses qualquer

...Quando a chuva bater na janela.(...)

Sem rasuras, sem frescuras, sem medo de errar."

Hoje eu acredito que a nossa vida seja uma grande espiral.
Não corre em círculos voltando ao mesmo lugar. Mas às vezes dá a impressão de sempre voltarmos ao ponto de partida, e na verdade temos aí a projeção do início, onde as coisas voltarão a ficar difíceis, talvez piores do que numa situação anterior, Mas não se iluda! É tudo aprendizado, e estamos falando de uma espiral. É circular mas não é círculo.
Nunca gostei muito dos dias chuvosos. Especialmente quando preciso sair de casa.
E quando tenho que ficar, normalmente sozinha, é chato...sombrio e nunca encontro coisas pra se fazer (Não que não haja, só que nada me agrada mesmo).
Ultimamente tenho visto o tédio me vigiando por toda parte. O desânimo dando suaves batidas nas minhas costas. O cansaço me abatendo as 10 horas da manhã.
Nem mesmo trabalhando eu me sentia consumida por algo invisível dessa forma.
É como se :"Quando menos coisas a fazer, maior a vontade de fazer nada".
E assim vou levando meus dias. Regados à remorso, cansaço infundado e preguiça de mudar.

Poxa vida, preciso me mexer.

sábado, 9 de abril de 2011

Me dá seu abrigo

"Resolvi ser feliz, porque é melhor para a saúde!" - Voltaire.


Acredito que após essa pequena frase, eu não preciso destrinchar um texto enorme sobre como e onde vou fazer alguma coisa.
O que importa, é que vou, e ponto.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fracasso não Declarado

Hoje acordei tarde.

O relógio marcava exatamente 11:00h, e eu havia o colocado para despertar Às 08h.
Que pena!
Me questionei em relação ao o que estava fazendo da minha vida, se eu me sentia completa dentro de mim mesma, se os planos para este ano estavam realmente sendo seguidos.
"PÉEEEEN!" o alarme negativo soôu. O alarme da consciência.
Eu estava parada, preguiçosa, vendo uma prova de cálculo se aproximar sendo que eu não movia um dedo sequer. Só chorava e suspirava (Como sempre fiz pra tudo).
Naquele momento eu pude até sentir falta de algumas conversas, de momentos que deixei escapar em prol de uma boa estória...Que não durou muito, é verdade, mas que teve seu começo atropelado e seu fim escandalizado por adolescentes de carinhas sujas que aos seus 17 anos já se julgavam donos de seu querer (e de suas verdades, é cláro!).
Me recordei de todos os momentos tristes pelos quais passei até hoje, e tentei buscar em cada um deles o que fiz de melhor para "passar" por tudo isso. Não seria diferente dessa vez, não será.

Vou começar salvando essa postagem, e dar início a todas as coisas que deixei "paradas" de um tempo que nem eu sei onde começou.
"Velhos hábitos nunca morrem", mas podem ser espancados até desacordarem.

Uma boa semana.