terça-feira, 31 de maio de 2011

Depreciar-se

Às 16:16 eu comecei a sentir algo apertar dentro de mim.

Algo choroso, vindo de leve...Querendo me pregar ao chão.
Agora, às 17:00, não me lembro da última vez que chorei tanto sem saber explicar o motivo.
A verdade é que eu ando tão frustrada comigo mesma. Tudo parece tão afogado em tons de sépia que talvez se eu morresse, ninguém fosse dar por falta. Talvez até fossem, não sei, acho que é só um desejo momentâneo.
Não, eu não quero morrer agora. Eu só me sinto um pouco morta.
Um peso morto. Algo/Alguém sem muitas qualidades ou defeitos marcantes, sem marcos notáveis, sem grandes esforços.
Alguém que precisa estudar, que precisa trabalhar pra ajudar em casa...Mas não faz nenhum dos dois.
Passa seus dias em estado semi-vegetativo tentando fazer um pouco de tudo, no fim fazendo muito de coisa nenhuma.

Eu não aguento mais olhar pra todo o restante do mundo caminhando, e eu aqui...Parada.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Perceba-me

Eu gostaria, de por alguns segundos, poder prever o futuro...Ou pelo menos o que poderia ser melhor, de acordo com as minhas ações.

É tão difícil não saber o que fazer. Ou melhor, saber...Mas ao fundo não concordar. Insistir em coexistir com aquela esperança de quem não aprende nunca, nem com tapas vigorosos na cara.
Eu não quero parecer burra, muito menos incompreendida.
Eu não quero cair em sofrimento premeditado.
Me chateia pensar que eu tenho mais uma chance, e não deveria tentar.
Me traz incômodo, voltar a sorrir, tocar em frente, deixando algo sem total resolução.


"Eu sinto falta mais já não sei mais do que".

terça-feira, 24 de maio de 2011

Receitas de alguém

Eu não tenho nada pra dizer/escrever.

Hoje só quero ouvir uma música...

"(...)Eu queria manter

Cada corte em carne viva
A minha dôr
Em eterna exposição.
E sair nos jornais,
E na televisão
Só prá te enlouquecer
Até você me pedir perdão...

Eu já ouvi 50 receitas
Prá te esquecer
Que só me lembram
Que nada vai resolver
Porque tudo
Tudo me traz você
E eu já não tenho
Prá onde correr...

O que me dá raiva
Não é que você fez de errado
Nem seus muitos defeitos
Nem você ter me deixado
Nem seu jeito fútil
De falar da vida alheia
Nem o que eu não vivi
Aprisionado em sua têia...

O que me dá raiva
São as flôres
E os dias de sol
São os seus beijos
E o que eu tinha
Sonhado prá nós...

São seus olhos e mãos
E seu abraço protetor
É o que vai me faltar
O que fazer do meu amor?...

Eu já ouvi (...)"

domingo, 22 de maio de 2011

Old School


"O amor é bem mais forte que a força de um furacão."

Não me lembro quanto tempo faz, desde que escrevi a última linha de uma última canção que fiz.
Há tempos não sai mais nada daqui. Parece oco.
Eu só sei repisar em cima das canções velhas, que insisto em dizer que mudam de significado com o tempo.
Mas acho que é tudo uma desculpa pra não fazer algo novo. Pra não dizer que daqui já não sai mais nada. Nenhum acorde novo acompanhado de um verso construtivo.
Seria forçar demais tentar algo assim, sem motivo.

Onde estariam as causas pelas quais eu costumava lutar?
E meus heróis, pra onde foram?

Espero que seja só uma questão de tempo, como sempre foi.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O incerto

É o mais certo, dentre tudo na vida.


Eu já não sinto mais certeza de nada.
Nem mesmo do que quero.
Nem daquilo que pode ser o certo.
Por favor, que Deus me ajude.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Tão cedo

"Justamente agora, que eu penso em ir embora, você me sorri".


Com cautela, com empolgação... Com algo que eu talvez me recorde de já ter lido na tua voz anteriormente.
Essa satisfação, essa felicidade pode durar dias, meses, anos...Mas em algum momento, devido aos revezes da vida, tu podes voltar a recorrer ao desespero, à frustração sem motivo, à depressão.
E como se comportará? Afastando-me? Afastando-os?
Mais uma vez, o modelo espiral da vida nos é proposto. Nada fica no mesmo lugar, nunca seremos os mesmos, e as situações...por mais que pareçam iguais, nunca serão. Nos proporcionando sempre um diferencial no aprendizado.
"A minha vontade é forte, mas a minha disposição em obedecer-lhe é fraca".
Por mais que eu já tenha utilizado essa frase anteriormente em algum momento da minha vida, não em algo parecido com o hoje, ela faz total sentido no meu agora...Meu aprendizado atual.

Alguns dizem que mais vale a tentativa e a frustração, do que nunca haver tentado.
E eu então te digo... E quando já tentei?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Impressão

Importante lembrar que uma simples mensagem de texto recebida no celular, durante o jogo do corinthians, é capaz de aliviar a tensão e te fazer ficar com um sorriso bobo no rosto o resto do domingo.

Interessante como eu continuo boba por dentro.
Tão "articulada", "sagaz"... Mas muito boba por dentro. Deveras passional.

Sem problemas! Aí é que está a diversão.
Have fun.

domingo, 15 de maio de 2011

Celular e vinho tinto

"Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life".



Se eu não sei onde errei, é a mais pura mentira.
Se eu vou conviver com isso, pro resto da minha vida, é a mais pura (meia) verdade.
Talvez eu seja orgulhosa demais pra admitir que, de fato, tenha sido um erro.
Continue dizendo por aí que foi uma experiência, um aprendizado.
Mas, andei pensando...Num aprendizado, nós saímos mais livres...libertos e sem pendências.
Agora me esclareça, por que pesa tanto assim?
Por que é tão difícil pensar num :"Me desculpe" ?
Será que eu realmente fiquei tão paradoxal ao ponto de ter vivido uma parte da minha vida "pregando sem cumprir?".
Eu reconheço que o vinho facilita essa escrita, e deixa de lado a impressão "boa" do encontro que tive hoje...Do qual cheguei em casa às 00h. Estranho foi eu ter esperado mais, de algo tão jovem assim...Talvez eu tenha me acostumado com um passado não muito longínquo, da espera da porta da minha casa se fechar, de lançar um beijo no vento entre o aberto do vidro do carro, de um "até mais", ou sabe-se lá o quê.
Eu não entendo o que estou buscando, e para todos os efeitos...Eu vou continuar nesse mesmo caminho sem olhar muito pra trás, e muito menos à frente.
Olharei pra onde estou, e pra onde eu quero ir.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Glass angel

É terrivelmente insuportável e atemporal o dom que certas pessoas possuem de te irritar.

Definitivamente eu não sei o que acontece dentro de mim, que se remexe, se retorce e contorce quando lê qualquer palavra sua.
Acredite, nunca é bom.
Tudo parece mentira, ensaiado e inigualávelmente seu.
Eu sinto rancor de algo que não me lembro, mas sinto.
Eu sinto uma pendência muito maior em relação à ti, do que a qual criamos com aquela que, como dizem, traímos.
E quando eu acredito que tudo mudou, que a minha indiferença é fato, novamente eu sinto uma vontade "não-segurável" de encostar um dedinho na sua cara e apertar, fazendo "furinhos", de forma a trazer desconforto. Da mesma forma que você promove isso em mim.
É como uma brincadeira de criança, que quando não tem uma forma de comunicar-se com o alvo...Procura insultos, situações que a coloquem de fronte com o ser em questão...Promovendo resultados nunca muito benéficos.
No assunto "Você", compare-me a uma criança de 6 anos...Acredite, não me sinto muito diferente.
Acredite, também não tenho a disposição de fazer diferente.
Se até hoje eu não encontrei a cura, apenas saídas. Permita-me continuar saindo.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Conversações

Foi um final de semana atordoante.

Muitas coisas vindo à tona de uma vez, e fingir flexibilidade...até mesmo indiferença, nunca foi do meu feitio.
Me vi uma pessoa conformada, se acomodando, acostumando com a juventude burguesa que tenho muito observado ultimamente de forma curiosa.
Estava começando a ficar assustada, acreditando que a única diferente, mais do que nunca, continuava a ser eu mesma...Pra variar.
É engraçadíssimo você ir pra cama...após ter ouvido um bando de jovens discutir sobre a loucuuuuura do "tapinha" que deram, ou do quanto a sociedade está equivocada sobre as drogas e mais uma porção de conceitos discutíveis...polêmicos, criados naquele mesmo momento.
Muito mais engraçado, é você acordar no dia seguinte, sair no portão da casa de sua avó... E observar, em plena 10h da manhã, um rapaz de chinelos, roupas esfarrapadas, coberto com seu "ouro" e seu celular tocando funk, distribuindo sua mercadoria num "gueto", entre os carros luxuosos que passavam, contrastando com as casas de tijolos quebrados e rebocos mal feitos que demonstravam o quanto a paisagem local não era apreciável.
Naquele momento, a tal classe média que sustenta aquela patifaria...Os meus coleguinhas de faculdade, parecem mais um bando de filhos da puta. Que sustentam também os filhos da puta dos morros, que continuam vendendo...Alguns morrendo, assim como os filhinhos de papai da classe burguesa que perdem a "mão" e morrem também.
Um procurando justificar o outro.
E a polícia?
Eu também me perguntei isso durante os dois dias em que estive naquele local.
Em nenhum momento do dia ou da noite, enquanto o tráfico rolava solto...Eu observei uma sequer viatura da polícia (senhores coniventes com a situação).
Eu não sinto pena do viciado, não sinto pena do traficante, muito menos do drogado pobre ou burguês.
Sinto pelo mundo, que caminha a passos sôfregos e paradoxalmente largos rumo ao desconhecido.

Estou chocada, estou chateada.
Mais do que nunca, impotente.

sábado, 7 de maio de 2011

Runaway

Frustrações, Limitações, Dor de garganta cortante, Medo.

Foi tudo junto, de uma vez só...Expresso em duas ou três lágrimas que escorreram involuntárias durante uma aula de Física Aplicada I.
Não era pra tanto! Mas naquele momento foi.
As letras alpha, betha, gama do alfabeto grego pareciam mais coerentes do que qualquer outra coisa que estivesse sendo falada naquele sotaque arrastado e escrito naquele quadro grande e verde.
Num repente me recordei de que desde o início eu soube que não seria fácil, e que eu estava me propondo à isso. De corpo, alma e cérebro (carente de inteligência, não minto).
Com as costas das mãos sequei aquilo que me fazia recordar um mar de água salgada de outrora, e me ri da bipolaridade rara na qual mergulhei naquele instante.
E então passou.
Exceto a dor de garganta, aliás...Amigdalite, Que permanece cortante e insuportável.

Um bom final de semana.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

E então...

Num repente, quando te vi na minha frente
Todos os meus desejos se expressaram numa coisa só.


Mentirinha. Eu tenho desejos demais para que eles possam ser expressados por algo ou alguém.
Seria demasiado simplista e romântico-exagerado afirmar algo com taaaanta eloquência.
Mas, afirmemos isso só para que fique "bonitinho".
É possível que um raio caia duas vezes num lugar...parecido?
É fato que não é o mesmo raio, e não é o mesmo lugar...Mas é tudo tão convidativo e interessante, que eu me contento em me deixar levar pela correnteza. De forma que eu nunca despenque em uma queda d'água, mas Às vezes possa vir a me assustar com o curso do rio, ou com a agitação do mesmo.
Só sustos.


"Eu viajei pelo seu mundo, me vi com seus olhos e descobri quem sou.
Te pedi pra Deus de presente, pra me ver contente...Ele te inventou."
Haha, que gay.
Mas é lindo. T.T

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Happiness, or...

"A felicidade é uma gama de emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento ou satisfação até a alegria intensa ou júbilo. A felicidade tem ainda o significado de bem-estar ou paz interna. O oposto da felicidade é a tristeza."

(Definição de felicidade, pela Wikipedia).
Okay, convenhamos que essa talvez seja uma fonte discutível...Mas no momento ela cabe como uma luva em minhas mãos.
Interessante como eu já havia esquecido de como era a sensação de dormir, acordar e passar o dia com um sorriso ridiculamente largo no rosto.
Sabe, eu acho que eu deveria fazer isso todos os dias. E que se fodam as marcas de expressão, mais dia ou menos dia elas apareceriam. Que apareçam agora, por bons motivos.
Já que recentemente, com alguém especial, aprendi a valorizar o momento presente...Nada melhor do que colocar o aprendizado em prática, na melhor forma que eu conseguir.