quinta-feira, 28 de julho de 2011

"Dias tristes, vontade de fazer nada, só dormir. Dormir porque o mundo dos sonhos é melhor, porque meus desejos valem de algo, dormir porque não há tormentos enquanto sonho, e eu posso tornar tudo realidade".


Caio Fernando Abreu.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Lágrimas secas

Ouvi dizeres de que quando perturbada, escrevo melhor.
Os sentimentos estão em polvorosa, à flor da pele.
Escrevo com quem busca um insulto que não existe na língua que conhecemos. Busco algo com novas letras, novo significado...Busco algo que defina essa atitude imoral que temos presenciado dia após dia.
Imoral, frio, calculista.
Uma pena não ter calculado teu declínio.
Agora não me parece tão bom em exatas assim, muito menos nas Relações Humanas...Haja vista que me parece muito pouco humano agora.
Imagino que minhas palavras nada impactarão na tua vida, nos seus dias muito bem "curtidos". Mas que me traz grande satisfação poder observar o quanto lhe falta de sentimento. Já ouviste falar de que : todo excesso prejudica?
Da mesma forma, essa procura, essa busca pelo inexistente te leva a falta de algo do qual você foge...De um trauma que você teve, ou de uma ilusão que você possui da sua vida atual.
Mas, deixe estar! É tudo muito passageiro.
E se você pensa que já sofreu alguma coisa...eu não te peço que a vida lhe proporcione o dobro de surpresa e lágrimas que escorri...Apenas suplico que você aprenda com seus acertos, um pouco sobre felicidade.
Que, óbviamente...não é nada disso que você sente hoje.
Nunca será.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Life without ya

"Love Kickstarts Again...."

Passado, presente, futuro.
Tudo num momento só, numa coisa só.
Tudo tão separado, e ao mesmo tempo misturado em mim.
Perdida entre olhar pra trás, pro neutro e pro amanhã, ando com leveza, disfarçando os passos sôfregos.
Interessante eu querer agir feito um polvo. Me desvencilhando da facilidade, querendo abraçar o difícil, digo...Tudo que é difícil, daí ser um polvo, para agarrar tanta coisa.
Pelo canto dos olhos, vendo um pouco atrás...Eu sinto saudades, e sinto uma agulhada no coração ao pensar que posso ter perdido a oportunidade do "To share", uma vida especial.
Um pouco mais adiante, no agora, eu me vejo a esquivar de algo desconhecido, e ao mesmo tempo previsível. Pretendendo evitar lamúrias e dependências desconexas, me mantenho "distante".
Perdida também nesse agora, me pego pensando na possibilidade do "ser feliz", "curtindo".
Mas...Curtindo o quê?
O trabalho exaustivo? A faculdade com DP's? As baladas repletas de momentos efêmeros, onde no dia seguinte resta uma lembrança vaga, e um telefone que nunca toca?
Onde foram parar os valores, o ideal de felicidade? De curtição? Falta simplicidade pra explicar a complexidade do momento imaturo que vivemos.
Talvez no fundo, todos nós fugimos daquilo que mais queremos.
Ou tememos por querer tanto assim.

sábado, 9 de julho de 2011

Sobre meu passado, e sobre mim

É incrível o fato de que, por mais voltas que o mundo dê...Eu pareço sempre ficar muito tonta e no mesmo lugar.

Meus fantasmas continuam lá, intactos. E me sorriem sempre que podem.
Eu não sei até que ponto podemos esquecer aquilo que passou, ou se ainda, pra alguns, a dor arde..Machuca lembrar.
Eu relutei tanto em pedir desculpas. Sempre me justifiquei com aquela velha história de aprendizado, que com os erros eu aprendia e não deveria me desculpar.
Hoje, não sei até que ponto isso vale.
Será que era uma questão de orgulho? O medo de oferecer a face e de fato receber a bofetada?
Hoje, eu não sei explicar o que houve.
Mas eu sei explicar o que aprendi, e que não me arrependo das conquistas que fiz...e das rasteiras que levei. Algumas perdas foram consequência de atos não muito bem pensados, mas que também serviram para que eu aprendesse a fazer diferente de lá em diante.
E mentir, eu nunca menti. Eu só não soube como agir, como me justificar, o que fazer.
Uma questão de orgulho, Uma questão de medo...Que fez tudo ficar suspenso, e com essa sensação de pendência, nó na garganta, até hoje.
Eu espero que um dia, eu possa me livrar dessa carga.
Do fundo do meu coração peludo, eu espero.
Mesmo sem saber como. Da mesma forma que eu não soube o que fiz quando tudo isso começou.

domingo, 3 de julho de 2011

Brocochô

Tô pra dizer que a vida do homem (ou pelo menos a minha) se discorre a partir dos sentimentos.

Sou reflexo daquilo que sinto. Não sei fingir.
Sou imediatista, sou intensa.
Que dure 5 minutos, meses, anos... Como tudo é tão imprevisível, eu cometo a loucura sentimental de me entregar para todas essas probabilidades da mesma forma.
Inigualável e irremediavelmente... Por completa.
O fracasso não traz sofrimento, traz aprendizado acompanhado de lágrimas provenientes da labuta árdua.

E amanhã, eu vou acordar com um milhão de motivos paara continuar, ao invés de me conformar com o "morno" do momento atual.
Eu vou errar, acertar. Tropeçar e cair.
E me levantar, Com a naturalidade de uma criança que ainda está aprendendo a andar.