sábado, 29 de setembro de 2012

E mais uma vez eu me expus ao perigo.
Dessa vez não deu tempo do caminhão passar por cima, de perna voar pra um lado...coração pro outro.
Foi só uma raladinha de joelho, um sustinho de criança que cai do "velotrol".
Eu me iludi, te "creditei", te vi de uma forma fantasiosa e inexistente. Por mera carência te fiz homem enquanto ainda não passou de um menino.
Obrigada pela diversão, pela transparência, pelo tempo que gastei, e pelas pouquíssimas lágrimas de frustração que deixei cair e não te contei...Assim como muitas outras coisas que ficaram por dizer, e assim ficarão.
Porque às vezes, o silêncio é a melhor escolha.
Então escrevo, silenciosa.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Sabe mermão, viver é coisa fácil! As coisas que os seres humanos complexos criam no meio do caminho torna tudo tão difícil e complicado.
Se todos os seres sentissem mais, amplificaríamos a sensação de que tudo isso é realmente fácil. Mas como somos minoria, e a maioria massante prefere racionalizar, calcular, temer...Estamos em constante desequilíbrio, e sempre vendo tudo da forma mais difícil do que realmente parece.

"Por favor, mais amor" me parece um nome de remédio agora.

domingo, 19 de agosto de 2012

"Como é que a alma entra nessa história? Afinal, o amor é tão carnal!".

Apesar de gostar muito da música, eu discordo plenamente!
Meu amor sempre teve mania de começar nos olhos. Aqueles olhos que te transportam pra alma, te fazem passear no pensamento, no sentimento, no interior daquele ser almejado ou até então querido.
Quando não, começam pelas palavras. Aquelas que mesmo irreais, nos prendem, nos ilude...nos faz sonhar.

Queria um amor que começasse no coração.
No meu, no teu e ponto.
Sem enganos, sem chateações, sem medo de errar.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Estou sorrindo feito uma besta, com falta de ar, desconcentrada, obcecada pelo celular e hidratei o cabelo. Enfim, o inferno vai recomeçar. - Tati Bernardi



Nada que eu formulasse, iria explicar tão bem esses alguns momentos dos meus ultimos dias.
Começa tudo muito engraçado mesmo. haha.

segunda-feira, 23 de julho de 2012


Certa feita a garota descobriu que era movida por por emoções fortes.
Cantar, escrever, chorar... Tudo era chato se não tinha um motivo bom ou ruim pra isso.
Ela precisava de inspiração. Felicidade no amor, vontade de superar na Dor.
Ela era movida por esse combustível de componentes desconhecidos do sentimentalismo humano. E Ela adicionava gota a gota os reagentes mais letais e paradoxalmente vitais para a sua trajetória de pneus marcados nesse chão.
Trajetória uniformemente variada.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

"toc, toc, toc, toc..."
Ela imaginava que esse seria o som que sua cabeça iria reproduzir ao se chocar com a escrivaninha.
Será que a dor de cabeça aliviaria a atenção e apreensão que a raiva lhe causara nestes últimos dias?
Raiva de si mesma. Raiva do mundo e as vozes ensurdecedoras de seu povo rogando pragas, gritando palavras indescritíveis ou chorando risos maliciosos e ferozes.

Ela não queria refugiar-se em ninguém, nem nada.
Ela precisava nascer de novo,
em seu verdadeiro lar, talvez.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Após um espaço curto de tempo, que mais pareceu uma eternidade, sem deixar seus pulmões ventilarem...Ela finalmente sentia o ar entrar. No início um pouco rarefeito, movido pela obrigação, pelo nervosismo. Agora um pouco mais automático, saudável....Um Alívio, digamos assim.
Ela só conseguia se queixar por ter perdido tanto tempo. Mas se perdoava, pois se deu o direito de errar na tentativa de um acerto.
Numa enxurrada de pensamentos ávidos por explicações plausíveis, ela agora se contentava em deixar a brisa bater e a até então enxurrada...Pingar.
Sem perguntas, Sem respostas, Sem Dramas.

Ela ía passando tímidamente entre os rostos conhecidos, pedindo licença , pois estava com pressa.
Pressa de ser feliz.

domingo, 8 de julho de 2012

Ela escrevia, apagava, rasgava a folha de tanto repetir estes passos.
Ora as palavras saíam doces demais, ora rancorosas em demasia.
Talvez aí existisse o impasse entre o sentimento bom e o ruim. Entre não saber o que guardar e o que jogar fora...ou até mesmo como fazer tudo isso coexistir num único lugar.
As tarefas mais fáceis pareciam difíceis, pois até as memórias mais corriqueiras e ridículas exigiam a presença ou a memória daquele ser, em outrora tão querido.
Ela cerrava os olhos como se amasse, e os punhos como se odiasse. Entre o bem e o mal ela buscava a indiferença, o morno, o ponto morto. Colocar na primeira marcha novamente era sempre muito difícil pra ela, menina apegada, insensata, intensa. Ela sabia que se fosse começar tudo outra vez, talvez tudo acabasse como nas outras vezes. O fato é que nunca era igual, Então ela apostava as fichas num próximo final diferente. De preferência algo sem fim.

O oito deitado voltava a repousar em seu colo em forma de colar, e ela sentia que dentro em breve ele voltaria a balançar alí, obedecendo o ritmo descompassado de seu coração.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Uns dias

"Mas você chegou, já era dia, e não estava sozinha
Eu tive fora uns dias...Eu te odiei uns dias, eu quis te matar".

Mas a gente sabe que é por pouco tempo. A distância faz a gente querer achar que ama, querer achar que quer matar. A presença faz a gente realizar que a confusão entre o conforto e a possibilidade do amor era bem grande.
Se eu sou intensa pra gostar, pra amar, quem não te garantiu que eu seria igualmente intensa para sofrer?
Mas deixe estar, minha predisposição por sentimentos sublimes ainda é maior. E o sofrimento, raiva, ansiedade...ou sei lá que porras é isso, não vai passar de "uns dias", como uma música dos "Os Paralamas do Sucesso".

Sucesso pra mim,
E pra você, só quando a raiva passar...Daqui uns dias. :)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

As mãos suavam,  a Terra abaixo dos pés giravam rápido demais. Tão rápido que ela não podia acompanhar o movimento e sentiu que desfalecera por alguns segundos. Segundos estes tão rápidos que logo ela se via com as chaves do carro nas mãos, rumo àquilo que ainda não estava acreditando.
Ela ainda se recusava a acreditar, mas os fatos estavam alí...se encaixando um após o outro, um tapa na cara por vez. As reticências se tornavam pontos finais, e os trechos incoerentes se tornavam compreensíveis com as vírgulas.
Ela amaldiçoava sua burrice, e agradecia à algo que muitos chamam de "Acaso". E que ela preferia chamar de consequência de livre arbítrios.
A dor de ser enganada não se compara a dor do sofrimento por motivos abertos e concretos.
Ela cerrava os punhos em busca de algo para esmurrar, os dentes em busca de ar, o peito em busca de conforto.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

"Não é raro, tropeço e caio. Às vezes, tombo feio de ralar o coração
Claro que dói, mas tem uma coisa: a minha fé continua em pé.
Tudo que é Verdadeiro, volta".


Isso não é esperança, isso é realidade.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Era estranho, mas ela não sabia bem como se sentir.
Era como estar pelado, procurando bolsos para colocar as mãos. Desconfortável, mas inexplicável.
A ficha só caíu junto com a noite, com o calor do travesseiro, com a pureza dos sonhos.
Ela se recusava a esperar, a alimentar a chama verde da esperança acesa.
Seu coração também se recusava a esquecer, tornando tudo mais difícil.

Pela primeira vez, coração e mente discutiam frenéticamente, numa batalha onde o tempo espera fazer com que os dois voltem a falar a mesma língua.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Ele não fazia idéia. Mas uma palavra que ele dissesse era capaz de mudar o dia dela.
E assim foi.
O simples fato de deixar fluir, de concordar, de ouvir e rir eram o suficiente para que ela dormisse abraçada em seu travesseiro como se "ele" ainda estivesse alí.
Ela não estava colocando o carro na frente dos bois quando disse suas vontades. Nem quando disse "a gente" ou "nós". Como ele sempre soube, era um teste...do qual ele aparentemente se cansou de resistir.
Engraçado como hoje pela manhã, os pássaros não passaram desapercebido, e até a música romântica que se evitava no mp3 foi ouvida com paciência. Um ato de loucura no fim da tarde ao dar um toque no telefone, não pareceu tão loucura assim quando respondido.
Eram as pequenas coisas, que faziam aquelas feições singelas e diferentes(pra ela), sorrirem.

"She wears a smile that could make me wanna sing".

domingo, 10 de junho de 2012

Nada pode explicar o que eu sinto quando te olho em silêncio por alguns segundos.
Não desejo dizer palavra alguma. Só observar. Só deixar o calor espalhar pelo meu corpo, entre meus dedos.
Sentir o enrubrecer das bochechas, a calma e o conforto da proximidade.
É como se eu estivesse alí tempo demais pra ir embora ou pensar em qualquer outra coisa.

domingo, 3 de junho de 2012

No fundo, cada um sabe bem o que quer da vida.
Na prática, nunca sabemos bem o que fazer para tornar isso real. O fato é que tudo depende do momento atual, do sentimentos, das oportunidades. Da ausência do medo, da presença da vontade de se jogar.
Eu quero parar de ter a sensação de que só tenho me jogado em abismos, ou em algo concreto demais que me machuque. Quero me jogar em algo mais certo, um pouco mais macio que me permita apenas ralar os joelhos.
Eu gosto e tenho a eterna mania de achar que o meu atual momento é um momento eterno e só meu. Acredito que a hora certa é agora, porque quem é dona disso sou eu, somos nós. Me cansei tanto de ver pessoas infelizes, de ser pessoa certa na hora errada, que não acredito mais em nada disso.
Se "Quem quer encontra um meio e quem não quer, uma desculpa", finalmente pra mim as coisas se resumem a isso. Não saber se quer ou não é um bocado imaturo, ou demasiado medroso. Mas será que vai caber a mim adivinhar tudo isso?

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Em um dia aparentemente comum de trabalho, entre um afazer e outro...Sentiu um riso brotar ao ouvir um trecho daquela música cantarolando no rádio:
'Hoje eu preciso te abraçar,
Sentir teu cheiro de roupa limpa pra esquecer os meus anseios e dormir em paz.'

Era sutilmente gostoso e engraçado como certas coisas acontecem, como certas coisas são.

domingo, 13 de maio de 2012

Era engraçado que dentre tantos beijos intermináveis e abraços infinitos...Ela só fazia questão daquela presença.
A presença de um jeito que nem ela conseguia montar as palavras para explicar. Era só ele estar alí, para o que der e vier com aquele sentimento de carinho pra algo mais. Nem tão amigo, Nem tão apaixonado. Daquele jeito que só ele naquela cabeça revolta por pensamentos rápidos e inarráveis é.
Talvez ela levasse uma encarnação inteira para modificar aquele sentimento. Ou talvez só alguns meses...A questão era só saber esperar e deixar.
Esperar que algo mude, que se for pra ser...que o tempo volte.
Ou deixar que o tempo apague, que o tempo cure.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Por que quando gostamos, quando insistimos em gostar nos sentimos tão inseguros?
Por que não enfiamos de uma vez por todas em nossas cabeças que, quando alguém está ao seu lado, é exatamente porque o diferencial te acompanha e uma porção de motivos os colocaram alí um de fronte para o outro? Não é da noite para o dia que isso estraga, não é qualquer um que consegue atrapalhar aquela vibração uniformemente variada de cores, sabores e sons que aquele sentimento pra dois traz.
Mas como a cabecinha de nós mulheres, é maquininha para idéias inconclusivas trabalharem, Essa minha mania de ser intensa e impulsiva ainda vai acabar comigo. Ou com o Mundo.
Certo é o sentimento de insegurança, ciúme, carinho.
Incerto, e talvez até errado seja eu exteriorizar isso (Ou a forma sempre muito doida da qual me uso para exteriorizar).
Eu queria poder deixar tudo correr tranquilamente como um riacho, mas a minha natureza impulsiva me transforma numa queda D'água.

sábado, 28 de abril de 2012


Eu gostaria de voltar pro meu mundo de excessões.
de acreditar nas pessoas e na palavra delas, no sentimento delas.
parece que nada disso mais vale hoje. Esse mundo que chamam de Terra anda muito esquisito!
As palavras caem por terra com as atitudes...e os sentimentos se esvaem porque são demasiadamente efêmeros.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Era tanta coisa ao mesmo tempo, que ela já não definia mais as prioridades das coisas e sentimentos.
Ela sentia coisas que não sabia nomear, vontades que não sabia explicar e confusões que não sabia desfazer.
Pedia ao Alto que a orientasse, que a dor diminuísse...Ou que pelo menos se explicasse, para que ela pudesse enfrentar com mais empenho. Às vezes saber das razões nos faz lutar com mais vigor pela vitória.
Mas algo no fundo de tanta inquietude a aquietava:  Se a dor parecia tão enorme, e a batalha árdua. A vitória seria inesquecível, inigualável...tão mais grandiosa do que quão grande pareceu o sofrimento.

Numa das suas conversas com aqueles que não tem mais corpo físico, se sentiu melhor...e para as suas perguntas apenas ouviu num suspiro: "Força, Paciência e Foco. É tudo que você precisa saber e fazer agora".
E ela tentava obedecer.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Ela de novo


E ninguém havia percebido ou fazia idéia do quanto a garota divertida, descontraída, às vezes maluca e sem papas na língua estava se sentindo.
Ninguém sabia do vazio. Da sensação de tempo suspenso e depois, perdido.
Nem imaginavam que naquelas quatro paredes o riso barulhento era silêncio, que a descontração era um lábio tenso mordido em uma parte, e que as papas na língua eram tamanhas, que era difícil até respirar aquele ar.
De tanto pensar, ela não conseguia pensar em mais nada.

Ela queria ir embora, mas sabia que precisava ficar.

domingo, 8 de abril de 2012

Se descompassava menos

Ela ouvia o barulho da chuva...E sentia os pingos na pele, o vento no rosto.
Mesmo estando dentro de casa. Mesmo com quatro paredes e teto para a proteger, ou seria privar?
A música num idioma estranho a agradava profundamente. E era a estranheza num sueco arrastado que a fazia sentir em casa, com os pingos na pele e tudo!
Há algum tempo ela já não sabia mais o que era casa, se contentava com frações de minutos onde ela plasmava a sensação de ter algo parecido. Fosse num abraço-laço, numa fragrância, numa conversa, numa música, ou pelo simples balançar dos cabelos cacheados na brisa úmida noturna.
Familiarizara-se com o desconhecido, o improvável, aquilo que não tinha família.
Via no torto, a oportunidade de concertar. Talvez não fosse quebrado, era só de encaixar!
E se no fundo, ela só buscava suas próprias frustrações? E se ela deixasse o impulso vital cotidiano a levar? E se ela parasse de remar contra a maré do dia-a-dia e aceitasse de uma vez por todas lambuzar a cara no verniz social e esperar que as dores do mundo doessem menos em seu peito dolorido.
Ela realmente pensava em tudo isso. Ela queria tudo isso.
Mas algo era demasiado grande e duro em sua cabeça jovem e fresca. E ela não parava de acreditar.
Teria de carregar o peso de ser ela mesma pelo resto da vida.
E assim ela é.
E saibam que às vezes dói.

domingo, 25 de março de 2012

Chuva, chuvisco, chuvarada

Ela estava farta.
Era esta a palavra mais certa naquele momento.
Farta de não saber o que fazer. Logo ela, que sempre soube como pensar, como agir...como dar conselhos. E sempre se alegrava ao pensar que a sua vida era incrívelmente perfeita perto das muitas outras dos quais já aconselhou, com muitas coisas que nem ela já fez. Mas aconselhava.
Ela acreditava muito nas pessoas, e com o tempo e as decepções essa sua fé era inacreditavelmente abalável, porém incorrigivelmente eterna. E se queixava disso. De ser tão "boba", e acabar se sentindo assim...Farta!

Eu, digo...Ela gostaria muito de que as pessoas nunca prometessem nada. Porque promessas geram expectativas e pressão, e os seres humanos falhos ainda não estão prontos para arcarem com as consequências de suas palavras sem validade.
Pois hoje, conhece-se o homem por sua atitude, e não por sua fala.
A boca fala, do que está cheio o coração. O corpo age, quando sua mente coexiste com o coração...mostrando aquilo que você é, ou se esforça para se tornar.

"A melhor crítica, é aquela que você demonstra como se deve fazer".
Mude por você, e não prometa mais.
Eu vou continuar aqui...Acreditando.

domingo, 18 de março de 2012

(Des)Valorização

Nunca, em toda a minha (pouca) vida pude observar tanto, onde quer que eu vá ou pare para olhar, a valorização errônea e consequente vulgarização da mulher. Estamos banalizadas, independente da índole. Às vezes parece até que aquele 'diferencial' intelectual não é mais buscado, nem existe mais.
Estamos na "Era das Bundas Duras", e quanto mais calada a mulher estiver e mais externamente "contemplável" ela estiver...melhor.
É o clássico...Desculpem minhas palavras agressivas e o excesso de sinceridade..."Cale a boca e continue chupando (ou, rebolando porque é bonito de se ver em qualquer horário na TV aberta).
Nem nós mesmas estamos nos dando ao respeito. Somos até capazes de pegar em microfones, com roupas (diga-se de passagem trapos) minúsculas e gritando baixarias ensurdecedoras. Estamos vendendo nossa liberdade com atos e palavras. Não nos igualamos aos homens, nos igualamos a algo que ainda não tem nome.
Muitas foram as que utilizaram nosso sexo em vão, e nos fizeram perder o valor perante o mundo.
Os valores foram invertidos, e a mulher ideal não é mais aquela mãe zelosa, mulher trabalhadora firme, inteligente e independente, com um brilho no olhar que a torna linda. A mulher idealizada de hoje é aquela que sorri muito, fala pouco, e se expõe demais.

Estou lutando com as palavras a fim de utilizar termos não tão inadequados, ou ofender pessoalmente alguém. Mas a minha revolta tem sido tão grande ultimamente, que quem está se sentindo pessoalmente ofendida com tanta falta de postura. E ser feminista num mundo como o de hoje, onde as mulheres acreditam estar exercendo sua "liberdade", é cavar um buraco onde você será enterrada pelas atitudes das mesmas mulheres que você defendeu com ideologias deste tipo.

"Mundo velho mudou tanto, já não endireita mais(...)"

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Como é (?)

"..que seja doce o dia quando eu abrir as janelas e lembrar de você. que sejam doce os finais de tardes, inclusive os de segunda-feira - quando começa a contagem regressiva para o final de semana chegar. que seja doce a espera pelas mensagens, ligações e recadinhos bonitinhos. que seja (mais do que) doce a voz ao falar no telefone. que seja doce o seu cheiro. que seja doce o seu jeito, seus olhares, seu receio. que seja doce o seu modo de andar, de sentir, de demonstrar afeto. que sejam doce suas expressões faciais, até o levantar de sobrancelha. que seja doce a leveza que eu sentirei ao seu lado. que seja doce a ausência do meu medo. que seja doce o seu abraço. que seja doce o modo como você irá segurar na minha mão. que seja doce. que sejamos doce.."


Às vezes eu me perco na intensidade das palavras e nas demonstrações em atos.
O fato é que temo em pecar pela falta e pelo excesso, acabando por me esquecer do quanto tudo pode estar tão certo como está.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

The best thing about us

Eu penso, eu vivo pensando.
Vivo nessa compulsão de pensar, sem planejar.
É um pensar diferenciado. É um desejar sutil.
É um querer tão puro e infantil, que me faz querer ser eternamente criança.
É estar atribulada, atarefada, carrancuda e deixar brotar um sorriso bobo ao lembrar de uma bobagem qualquer.
É deixar a pele arrepiar se soltar o pensamento e deixar ele ir um pouco mais além.
E se sentir feliz, sendo que o único objetivo está em fazer (e se sentir) bem.

É engraçado como eu sempre me divertia pensando nos planos, nos futuros...e por conseguinte me frustrava com o passar do tempo.
O mais engraçado é estar me divertindo agora com o ontem que passou. Com a palavra dita. Com o Hoje, e tanta pouca muita coisa acontecendo.
É como se eu me descobrisse um pouquinho mais a cada dia, descobrindo um pouco mais de você.
E hoje, gostando tanto de gostar de mim...Gostei de ti.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

"Você me liga do quarto em seu hotel

Toda romântica, entregue a alguém que conheceu
E dizendo o quanto você estava triste por
partir tão cedo, E que você sente minha falta às vezes
quando está sozinha em seu quarto
 eu me sinto só também??
Você não tem direito de perguntar como me sinto!
Você não tem direito de falar comigo com tanta gentileza,
Não podemos continuar tão apegados
Por isso por agora seguiremos vivendo vidas separadas".

-Phil Collins. Separate Lives.

E não é nem medo de desperdiçar as fichas tentando.
É simplesmente não querer mais colocar nenhuma ficha nessa mesma máquina, que jogou com o meu amor.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O problema em

O problema em ser intensa é sempre o mesmo.
Se você está feliz, não é com descrição. É uma felicidade digna de rir sozinha, o dia todo. De arrepiar ao pensar naquilo que te faz bem.
Se você não está bem, não é com cuidado. O famoso "bico" aparece inevitávelmente, os olhos reviram por qualquer motivo, e as lágrimas...Ah, as lágrimas aparecem até para falar "bom dia".
É fato que nada disso dura um ano, mas o dia que ele leva...parece uma eternidade, é claro.
E isso me faz pensar que às vezes eu gostaria de ser mais morna, mais normal. Quem sabe assim todos os meus problemas fossem resolvidos.
Quem sabe eu não fosse um pouquinho mais plenamente feliz se eu fosse mais mecânica, mais "domada".
Vivesse para ganhar dinheiro, comprar casa, carro do ano, casar com alguém que eu não ame e nem me conheça do jeito intensa que eu sou...porque senão não duraria nem um mês. Ser mãe...Hm, fazer de tudo para ser aquilo que eu tive e não tive...principalmente esse último.
Acho que neste momento eu recobraria a consciência, tiraria o cabresto, perderia as rédeas...e num certo momento minha essência de intensidade...de "hot 'n cold" voltaria.
É, eu não fui feita para ser normal. E mesmo que todos os dias eu durma no Brasil e Acorde no Japão...Eu prefiro ser assim a passar minha vida toda nascendo e me pondo num só lugar.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Segure a onda

Não deixe ela te derrubar.

É um problema quando você cresce, e perante ao mar se sente uma criança que nunca aprendeu a nadar.
Nunca te ensinaram, e você nunca se propôs a aprender sozinho...já que nunca acreditou ser algo tão intrínseco em sua vida.
É foda quando os caminhos te jogam na frente do mar e ordenam : "Nade!"
Mais foda ainda você colocar os cotovelos nos joelhos e chorar, com medo de morrer afogada...Logo você que sempre se julgou tão cheia de atitude.

É...logo eu.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

"Tenho tudo pronto dentro de mim e uma alma que só sabe viver presentes. Sem esperas, sem amarras, sem receios, sem cobertas, sem sentido, sem passados."


E hoje eu gosto de brincar de "Eu".
"Eu vou, eu quero, eu sou...Eu amo".
Se tu tens uma definição de amor, tenho a minha e, Ah...Eu amo.





sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Chocolate

Às vezes dá um medo.
Medo de estar desperdiçando tempo e esperanças em algo que pode simplesmente me levar a lugar algum. Ou a um lugar diferente do que eu desejei e idealizei.
Nesse espaço curto e infiel de tempo que é o "Às vezes", coexiste em mim a idéia que perdura, e empurra o medo de lado. O tal do "agora", momentosinho complicado no qual eu me envolvo, e revolvo e me perco feliz.
É o agora que não me deixa mentir e desistir.
Que me faz versar, prosear, e sorrir sem motivo em um dia nublado...onde eu reclamei às nuvens pesadas a ausência daquele que faria meu dia mais ensolarado e quente que qualquer sol de fato faria.
O fato é que me preocupo demasiadamente com o que ainda não aconteceu, e como sempre...Sacrifico a dádiva que é o presente.
Só que dessa vez eu não quero me preocupar com o peso do futuro. Eu quero é sonhar a leveza dele, mesmo que sozinha...mesmo que quietinha, na hora de abraçar o travesseiro de forma peculiar que há tempos me abraça à noite. Eu quero o sono imperturbável de uma criança, que apenas se delicia com o chocolate, sem pensar no fim dele.
E, que seja doce.

sábado, 21 de janeiro de 2012

A bebida e eu

Desde pequena ela me atraiu.
Era sempre muito interessante dar uma "bicadinha" na cerveja do pai, risonho, e fazer careta como quem acha ruim...mas no fundo esconder uma estima pelo amargor sentido.
Era intrigante observar como as pessoas se felicitavam, se confraternizavam e divertiam ao sorver tal líquido...talvez alí estivesse o néctar dos Deuses, da felicidade (observei errôneamente).
Com o passar dos anos, eu descobri uma maneira de tornar o álcool prazeroso...com o doce dos vinhos e licores, com os drinks preparados em copos esbeltos de bares singelos, ou até mesmo em copos americanos na pia da minha cozinha. O fato é que o sabor era bom, e o torpor era uma espécie de chave "liga/desliga"...onde a minha mente protagonizava a cena, e o restante do mundo mais se assemelhava à um bando de hipócritas irracionais, que vivem para morrer...sabendo o preço de tudo e o "valor" de nada.
Com o passar destes mesmos anos, O "Néctar dos Deuses" sorvido pelo pai, até então risonho, se tornou algo semelhante ao fel...que ao ser entornado transformava aquela feição, que em tenra idade me parecia feliz e eu tanto estimava, em sorriso amargo, desesperado, desequilibrado...que escondia a falta de força, e de fé.
Neste momento eu comecei a questionar o quanto a vida é frágil, e como conseguimos ser mais frágeis ainda...pior do que isso, somos seres derrotistas entregues a rotina, ao tédio, e as facilidades de cairmos em buracos dos quais nunca iremos nos reerguer.
A bebida que ora foi diversão, agora era tormento. Agora era perdição.
Não se bebia, se era bebido.
Se divertia? Às custas de magoar quem?
Aqui jaz um casamento, uma filha, uma família que já foi como aqueles adesivos de carro..."feliz". Nem mesmo os cachorros latem da mesma forma, nem mesmo uma conversa será igual.
Igual à quê? Talvez essa conversa bacana, e idealizada...nunca houvesse existido, e eu estou aqui criticando a presença de algo que sempre esteve aqui, e a ausência de algo que eu sempre desejei ter.

Eu desejo uma vida livre,
Onde as pessoas sejam donas de si mesmas, e não regidas por seus vícios e doenças...Sejam elas aparentemente boas ou ruins.
Sejam livres, sejam felizes por favor!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Seriedade Cômica

Na brincadeira eu sou a primeira a rir do escuro e a primeira a ascender a luz.
Me pergunto até onde irei aceitar o que a vida me propõe de braços abertos, defendendo suas teses, porém sentindo em meu íntimo...de um jeito completamente diferente?
A rocha é racional, é fato. É aquilo que desejo sentir.
Mas ela é dura.
Já a terra...Ah, a terra levanta vôo com o vento, percorre o espaço como num sonho...vai pra onde quer, sem destino, sem regras, sem fato, sem racionalizar.
Nem terra, nem rocha.
Sou algo pior. Sou uma mulher.
Sou uma humana frágil que busca força em palavras que me definam assim.
Ora rocha, ora terra.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Falando para si

O que deveria ser feliz, se torna triste.

É triste quando o ciclo se finda, se fecha.
Mais ainda quando não depende de você.
Eu gostaria muito de correr milhas, de plantar hectares distantes daqui para ver se a proximidade influi na intensidade da dor.
O Tempo, bálsamo que nos traz as respostas, parece mais um instrumento de tortura...Que provoca a ansiedade mais lancinante, e as expectativas mais insólitas que se pode ter.
Talvez ele tenha esse efeito sobre mim pois sou demasiada impulsiva. Meu desejo de resolver as coias num estante é frustrado, e me vejo aqui...Sentada a ralhar sobre coisas que todo mundo passa todos os dias, e que quando acontece comigo, parece o fato mais catastrófico do universo.

A verdade é que eu deveria ficar feliz, por ver de forma clara como a vida é uma oportunidade de ensinamento.
Temos o tempo, ademais temos a possibilidade da mudança, de trilhar um caminho idealizado e progredir. Temos tudo incrivelmente perfeito para que possamos escolher um caminho em uma bifurcação. Agora o que escolhemos, determinará o que somos, e arcaremos com suas consequências...Cedo ou tarde.

"Tenho repetido que, no que depender de mim, me recuso a ser infeliz".

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Tensão pré MONSTRual

Eu ainda não sei bem explicar se é devido à TPM, ou alguma coisa minha mesmo.
Mas a minha bipolaridade hoje foi de um extremo ao outro, em dimensões esquisitíssimas...Onde os opostos conseguiam se misturar e coexistirem num sentimento só.
Uma alegria perturbadora. Uma vontade de rir sem motivo. De ter a absorta certeza de que está e sempre estará tudo bem.
Uma tristeza leve. Uma incerteza de que as vontades não são realidades...e que nem todas as pessoas racionalizam como eu. Não sentem como eu.
Só 'sentem muito'.
Eu até então senti muita felicidade nesses altos e baixos da minha vida particular-pública.
Achei que finalmente as pecinhas do quebra cabeça vital começavam a se encaixar, e eu poderia me recostar à sombra de uma árvore frondosa para aproveitar.
Mas o fato, é que mais uma vez as coisas não dependem de mim.
A árvore é um broto. Demorará para me trazer frutos, isso é se crescer. Se quiser me fazer sombra, companhia. Se não desejar por um campo mais florido, ou mais tempestuoso.

De qualquer forma. Existe uma inquietude silenciosa dentro de mim que insiste que as coisas ficarão bem.
Pra mim, independente do que for pra ser.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Mundo velho, ano novo

...Sempre nessa ordem.
Voltamos para aquela etapa onde criamos novas metas, traçamos novos rumos para seguir e ao fim deles nos julgarmos mais realizados.
Engraçado de o objetivo do "ano novo" seria a renovação. A transformação desse mundo desgastado, num lugar melhor para se viver. Mas o fato é que o "ano novo" vem cheio de promessas de emagrecimento, de novos empregos, de ganhos na loteria, de namorado novos e assim por diante.
Tudo tão material e superficial, que fica até difícil acreditar na reforma íntima que o evento de "Confraternização Universal" propõe.
Difícil não. Diga-se de passagem, impossível.
Pessoas bêbadas no primeiro dia do ano, transparecendo o desequilíbrio que deveria ter deixado de existir com o ano que se encerrou. Acidentes acontecendo, pessoas sendo vitimadas e tendo por único objetivo de 2012, continuarem respirando.
Pessoas que pedem paz e felicidade, e vão confraternizar com suas famílias, passando batido diante de famílias famintas embaixo das pontes, ou embrenhadas em matagais, que mal sabem o que é paz, felicidade, ou até mesmo confraternização. Talvez não saibam nem desejar um mundo melhor, por terem caído na descrença.

Somos seres tão paradoxais e deprimentes que acreditamos na mudança da qual não fazemos parte.
Esperamos dos outros, aquilo que não somos capazes de dar.