sábado, 11 de fevereiro de 2012

O problema em

O problema em ser intensa é sempre o mesmo.
Se você está feliz, não é com descrição. É uma felicidade digna de rir sozinha, o dia todo. De arrepiar ao pensar naquilo que te faz bem.
Se você não está bem, não é com cuidado. O famoso "bico" aparece inevitávelmente, os olhos reviram por qualquer motivo, e as lágrimas...Ah, as lágrimas aparecem até para falar "bom dia".
É fato que nada disso dura um ano, mas o dia que ele leva...parece uma eternidade, é claro.
E isso me faz pensar que às vezes eu gostaria de ser mais morna, mais normal. Quem sabe assim todos os meus problemas fossem resolvidos.
Quem sabe eu não fosse um pouquinho mais plenamente feliz se eu fosse mais mecânica, mais "domada".
Vivesse para ganhar dinheiro, comprar casa, carro do ano, casar com alguém que eu não ame e nem me conheça do jeito intensa que eu sou...porque senão não duraria nem um mês. Ser mãe...Hm, fazer de tudo para ser aquilo que eu tive e não tive...principalmente esse último.
Acho que neste momento eu recobraria a consciência, tiraria o cabresto, perderia as rédeas...e num certo momento minha essência de intensidade...de "hot 'n cold" voltaria.
É, eu não fui feita para ser normal. E mesmo que todos os dias eu durma no Brasil e Acorde no Japão...Eu prefiro ser assim a passar minha vida toda nascendo e me pondo num só lugar.

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