domingo, 25 de março de 2012

Chuva, chuvisco, chuvarada

Ela estava farta.
Era esta a palavra mais certa naquele momento.
Farta de não saber o que fazer. Logo ela, que sempre soube como pensar, como agir...como dar conselhos. E sempre se alegrava ao pensar que a sua vida era incrívelmente perfeita perto das muitas outras dos quais já aconselhou, com muitas coisas que nem ela já fez. Mas aconselhava.
Ela acreditava muito nas pessoas, e com o tempo e as decepções essa sua fé era inacreditavelmente abalável, porém incorrigivelmente eterna. E se queixava disso. De ser tão "boba", e acabar se sentindo assim...Farta!

Eu, digo...Ela gostaria muito de que as pessoas nunca prometessem nada. Porque promessas geram expectativas e pressão, e os seres humanos falhos ainda não estão prontos para arcarem com as consequências de suas palavras sem validade.
Pois hoje, conhece-se o homem por sua atitude, e não por sua fala.
A boca fala, do que está cheio o coração. O corpo age, quando sua mente coexiste com o coração...mostrando aquilo que você é, ou se esforça para se tornar.

"A melhor crítica, é aquela que você demonstra como se deve fazer".
Mude por você, e não prometa mais.
Eu vou continuar aqui...Acreditando.

domingo, 18 de março de 2012

(Des)Valorização

Nunca, em toda a minha (pouca) vida pude observar tanto, onde quer que eu vá ou pare para olhar, a valorização errônea e consequente vulgarização da mulher. Estamos banalizadas, independente da índole. Às vezes parece até que aquele 'diferencial' intelectual não é mais buscado, nem existe mais.
Estamos na "Era das Bundas Duras", e quanto mais calada a mulher estiver e mais externamente "contemplável" ela estiver...melhor.
É o clássico...Desculpem minhas palavras agressivas e o excesso de sinceridade..."Cale a boca e continue chupando (ou, rebolando porque é bonito de se ver em qualquer horário na TV aberta).
Nem nós mesmas estamos nos dando ao respeito. Somos até capazes de pegar em microfones, com roupas (diga-se de passagem trapos) minúsculas e gritando baixarias ensurdecedoras. Estamos vendendo nossa liberdade com atos e palavras. Não nos igualamos aos homens, nos igualamos a algo que ainda não tem nome.
Muitas foram as que utilizaram nosso sexo em vão, e nos fizeram perder o valor perante o mundo.
Os valores foram invertidos, e a mulher ideal não é mais aquela mãe zelosa, mulher trabalhadora firme, inteligente e independente, com um brilho no olhar que a torna linda. A mulher idealizada de hoje é aquela que sorri muito, fala pouco, e se expõe demais.

Estou lutando com as palavras a fim de utilizar termos não tão inadequados, ou ofender pessoalmente alguém. Mas a minha revolta tem sido tão grande ultimamente, que quem está se sentindo pessoalmente ofendida com tanta falta de postura. E ser feminista num mundo como o de hoje, onde as mulheres acreditam estar exercendo sua "liberdade", é cavar um buraco onde você será enterrada pelas atitudes das mesmas mulheres que você defendeu com ideologias deste tipo.

"Mundo velho mudou tanto, já não endireita mais(...)"