sexta-feira, 13 de abril de 2012

Ela de novo


E ninguém havia percebido ou fazia idéia do quanto a garota divertida, descontraída, às vezes maluca e sem papas na língua estava se sentindo.
Ninguém sabia do vazio. Da sensação de tempo suspenso e depois, perdido.
Nem imaginavam que naquelas quatro paredes o riso barulhento era silêncio, que a descontração era um lábio tenso mordido em uma parte, e que as papas na língua eram tamanhas, que era difícil até respirar aquele ar.
De tanto pensar, ela não conseguia pensar em mais nada.

Ela queria ir embora, mas sabia que precisava ficar.

5 comentários:

Anônimo disse...

Um personagem fantástico, uma maneira interessante, talvez expressar em "ELA" e não "EU", uma maneira interessante e as vezes mais clara em transpor os sentimentos, lamentos, tormentas, e quem sabe paixões... Vibrante a quem com tanto talento em deixar felizes as pessoas a sua volta, e confusa com sua própria felicidade... Parabéns!!!

Anônimo disse...

Comentário foi um elogio para uma pessoa maravilhosa que é, desculpe se por algum motivo foi mal compreendido.

Anônimo disse...

pois têm alguém que não sabe parar de pensar em você, e quer muito que vc seja feliz!!!

Mari disse...

Obrigada :)

Stramundo disse...

Acredito que acontece o mesmo com todos, disfarçarmos a ausência com a abundancia, a falta com o excesso e negaremos até a morte se alguém decifrar nossos corações...

"...bola de meia, bola de gude, o solitário não quer solidão..." - 14 Bis, me veio a cabeça agora esse trecho da musica Bola de Meia, bola de gude