sexta-feira, 29 de junho de 2012

"Não é raro, tropeço e caio. Às vezes, tombo feio de ralar o coração
Claro que dói, mas tem uma coisa: a minha fé continua em pé.
Tudo que é Verdadeiro, volta".


Isso não é esperança, isso é realidade.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Era estranho, mas ela não sabia bem como se sentir.
Era como estar pelado, procurando bolsos para colocar as mãos. Desconfortável, mas inexplicável.
A ficha só caíu junto com a noite, com o calor do travesseiro, com a pureza dos sonhos.
Ela se recusava a esperar, a alimentar a chama verde da esperança acesa.
Seu coração também se recusava a esquecer, tornando tudo mais difícil.

Pela primeira vez, coração e mente discutiam frenéticamente, numa batalha onde o tempo espera fazer com que os dois voltem a falar a mesma língua.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Ele não fazia idéia. Mas uma palavra que ele dissesse era capaz de mudar o dia dela.
E assim foi.
O simples fato de deixar fluir, de concordar, de ouvir e rir eram o suficiente para que ela dormisse abraçada em seu travesseiro como se "ele" ainda estivesse alí.
Ela não estava colocando o carro na frente dos bois quando disse suas vontades. Nem quando disse "a gente" ou "nós". Como ele sempre soube, era um teste...do qual ele aparentemente se cansou de resistir.
Engraçado como hoje pela manhã, os pássaros não passaram desapercebido, e até a música romântica que se evitava no mp3 foi ouvida com paciência. Um ato de loucura no fim da tarde ao dar um toque no telefone, não pareceu tão loucura assim quando respondido.
Eram as pequenas coisas, que faziam aquelas feições singelas e diferentes(pra ela), sorrirem.

"She wears a smile that could make me wanna sing".

domingo, 10 de junho de 2012

Nada pode explicar o que eu sinto quando te olho em silêncio por alguns segundos.
Não desejo dizer palavra alguma. Só observar. Só deixar o calor espalhar pelo meu corpo, entre meus dedos.
Sentir o enrubrecer das bochechas, a calma e o conforto da proximidade.
É como se eu estivesse alí tempo demais pra ir embora ou pensar em qualquer outra coisa.

domingo, 3 de junho de 2012

No fundo, cada um sabe bem o que quer da vida.
Na prática, nunca sabemos bem o que fazer para tornar isso real. O fato é que tudo depende do momento atual, do sentimentos, das oportunidades. Da ausência do medo, da presença da vontade de se jogar.
Eu quero parar de ter a sensação de que só tenho me jogado em abismos, ou em algo concreto demais que me machuque. Quero me jogar em algo mais certo, um pouco mais macio que me permita apenas ralar os joelhos.
Eu gosto e tenho a eterna mania de achar que o meu atual momento é um momento eterno e só meu. Acredito que a hora certa é agora, porque quem é dona disso sou eu, somos nós. Me cansei tanto de ver pessoas infelizes, de ser pessoa certa na hora errada, que não acredito mais em nada disso.
Se "Quem quer encontra um meio e quem não quer, uma desculpa", finalmente pra mim as coisas se resumem a isso. Não saber se quer ou não é um bocado imaturo, ou demasiado medroso. Mas será que vai caber a mim adivinhar tudo isso?