quarta-feira, 18 de julho de 2012

"toc, toc, toc, toc..."
Ela imaginava que esse seria o som que sua cabeça iria reproduzir ao se chocar com a escrivaninha.
Será que a dor de cabeça aliviaria a atenção e apreensão que a raiva lhe causara nestes últimos dias?
Raiva de si mesma. Raiva do mundo e as vozes ensurdecedoras de seu povo rogando pragas, gritando palavras indescritíveis ou chorando risos maliciosos e ferozes.

Ela não queria refugiar-se em ninguém, nem nada.
Ela precisava nascer de novo,
em seu verdadeiro lar, talvez.

3 comentários:

Rogério disse...

Pode citar Nietzsche aqui? =D Não sei se tem haver com seus devaneios, mas lá vai: "É preciso ter o caos dentro de si para dar à luz uma estrela cintilante."

Bjs Mariçoka (:

Anônimo disse...

com comparações feitas por um ilustre e divulgada como moda pelos cantos onde era dito que frio é a ausencia do calor, escuro ausencia de luz e que o mal era ausencia do bem... seguindo o pensamento com a ausencia vem a saudade assim o valor... enfim, perdiaté o foco do que dizer, mas acho que seria algo como porque é necessário se dar mal para se dar bem??? cair para levantar???

Stramundo disse...

No pedaço de sabedoria que tenho a lhe oferecer, uma minha: Nos fudermos é necessário