domingo, 6 de outubro de 2013

Segurança Conveniente

E as vozes que clamavam por mais segurança, são as mesmas que querem retirar a presença da PM no Campus da Unicamp.
Perderam a razão quando após ocuparem a Reitoria, depredaram o Patrimônio e fizeram chacota dos privilégios concedidos ao Reitor, como se fosse injusto que ele tivesse benefícios em relação aos Graduandos. Acham um absurdo um Sr. Reitor ter uma Adega, uma máquina de café, dentre outros mimos. Afinal de contas, ele não difere em QUASE nada de um estudante Universitário em busca de um "lugar ao Sol", não é mesmo?! (sarcasm).
Se apóiam em estatísticas ridículas de que com a PM no Campus a violência vai aumentar. "No ano de Dois Mil e Guaraná de Rolha, um PM matou um estudante DENTRO do Campus".... "Ano passado, Lá na cidade de Mimimi, um PM Estuprou uma estudante". ... TÁ VENDO Como a PM é Perigosa? Eles são gente também. Eles fazem parte do grupo de risco, das estatísticas perversas.
E por conta de 1, 2...10 Policiais bem treinados, mas indisciplinados, displicentes e indignos da farda que vestem (assim como muitos seres humanos criminosos, indignos do ar que respiram), Toda a Polícia militar Paga.
Se apóiam nessas estatísticas ridículas porque não vejo nenhum interesse maior nisso, do que evitar que a polícia interfira no "direito" deles usarem a "Maconhinha nossa de cada dia" livremente pelo Campus. Que aliás, até onde eu sei, ainda não existe uma descriminalização do uso no País. Principalmente em um ambiente Universitário tão culturalmente rico como este. Não permitir que um aluno use suas drogas e financie o tráfico, dentro do Campus se tornou NÃO RESPEITAR a diversidade cultural do indivíduo, que engraçado!... Então quer dizer que todos aqueles usuários de Crack estão tendo seus direitos culturais preservados ao os vermos abandonados pelos becos escuros perdidos em seus VÍCIOS ?
Queremos segurança, mas com parêntesis? Queremos estar seguros, mas não queremos respeitar os princípios básicos de segurança?
Quanto as festas, sabemos que elas ocorrem com frequência, e em todas elas existem pequenos fatos "desgostosos" que acontecem, mas que raramente repercutem por não resultarem em morte, como foi o caso. Era questão de tempo até alguma coisa mais séria acontecer e expor toda a realidade "Universitária" da Unicamp.
Os mesmos estudantes que lutam por tudo isso que foi citado acima, e alguns outros como eu, e outros que não tanto..., querem uma Universidade Melhor. Querem uma comida de melhor qualidade, moradia de qualidade, oportunidades mais justas! Mas, convenhamos... Há de existir uma forma melhor de conquistar isso tudo, para que seus princípios de justiça não se percam em Atos injustos.
Se um dia vocês tiverem a oportunidade de serem Reitores (as) de uma Universidade, ou alcançarem um cargo muito almejado, importante!... Verão que os privilégios cedidos não são um abuso, um absurdo.... E sim, uma questão de Justiça e Reconhecimento.... Agora vai de cada um usufruir disso da melhor maneira possível.
Quanto ao significado da "Presença da PM no Campus", vai aí uma coisa que aprendi com o Marechal, colega da facul (ex-militar) : Não é pra polícia montar patrulha na faculdade! Isso tudo é pra ela poder ter o direito de entrar no campus quando for convocada, quando houver necessidade! Coisa que até então, não podia.

Espero não ser agredida por defender meu ponto de vista.
Não existe certo e errado. Existem coisas e idéias nas quais acreditamos. Respeite a minha, para que eu possa respeitar a sua também.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Sobre minhas mágoas, e meu peito

Às vezes eu não tenho vontade de desistir. A minha vontade é mesmo de sumir.
Sumir para algum lugar onde eu possa ser verdade. Sumir para algum lugar onde eu possa gritar a plenos pulmões tudo aquilo que sinto. Que sinto de bom. Afinal, neste lugar onde eu pertenço, só sou o bem.... Não sinto nada que não seja digno de um Espírito que busca a iluminação, a ascensão, um lugar ao sol.
Um lugar onde não precisamos mentir, enganar, onde não somos humanos, mas sim...Seres.
Seres constituidos de saberes, de sentimentos, de razão. Não de instinto, desconfiança e mágoas.
Somos feitos de realidade semi-material. Somos plasmados de acordo com o nosso melhor. Somos meus sonhos...Minha realidade particular. Aquilo que rezo para alcançar quando a carne acabar, quando só sobrar alma. Quando me restar aquilo que me deu início. Que deu início à todos nós e será nosso fim. Que nem todos acreditamos, mas a vida...Ou melhor, a morte, nos ensinará a acreditar.

Morrer não é tão ruim quanto parece. Pode ser melhor, pode ser pior.
Pode ser uma saída ou apenas uma entrada.... Tudo depende de quem somos, de quem nos tornamos.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Um desejo

Hoje eu acordei com um simples desejo: Ser feliz.
Me recuso a retirar este sorriso do rosto, por mais falso que ele seja.
Um dia, de tanto sorrir, vai ser verdade.

Amém.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Transcender

Pessoas são abismos de idéias infindáveis. São "lindos problemas". São angústias e desejos fugazes de que tudo dê certo, desejos estes, subtraídos pela realidade torpe do nosso dia-a-dia. (Que confesso, de tão obscuro deveria se chamar "noite-a-noite".)

Essa noite sonhei com um rostinho. Rosto que imaginei nunca mais ver, não sorrindo daquela forma pra mim. O cuidado ainda aparecia em seu semblante, o medo de que eu a machucasse novamente. Por isso foi sincero. Me senti perdoada, mas não esquecida. Realizei então que talvez nessa minha vida a minha meta seja trabalhar com meus impulsos, e que se for isso mesmo tenho cedido à eles sem me esforçar. Tenho feito tudo ao contrário. Não posso ouvir meu sentimento, sou toda "sensação". Preciso ser mais "pensação", coerente... Resgatar o que há de bom e silencioso, que aliás nunca quero ouvir, e pôr em prática.
Não será uma máscara, será essência. Diferente do que esta roupagem física terrena me proporciona e cega.


terça-feira, 25 de junho de 2013

Havia me esquecido da inquietude que é apaixonar-se.

Do quanto paixão é a parte boa-ruim do amor.
Do quanto a gente sofre por qualquer coisa, lamenta, chora, sente que um colapso está próximo.
Sendo intensa como sou, emocional como sou, sempre coloco o carro na frente dos bois sem nem pensar se é bom ou ruim. Coloco porque de alguma forma, preciso me proteger ou me expor de uma vez. É sempre tudo ou nada! Não me venha com panos mornos!
Eu não sou levada pelo coração, nem pela razão. Sou levada pelo instinto, pelo sentimento. Se me sinto ofendida eu chingo, grito, esperneio. Mas quando me silencio, depois de ter atirado a pedra me ponho a pensar. No meu íntimo faço de tudo para não me arrepender, mas parece que cada vez mais me coloco errada. Num mundo de Sapiens completamente sãos, me sinto um Chipanzé não muito desenvolvido. Às vezes até um cachorro, por querer urinar em tudo que é do meu interesse.
O fato é que mostrando o meu melhor e o meu pior para o mundo, talvez aquilo que tenho julgado "o melhor" é o pior também... E só eu que não havia percebido. Aí é dureza! Me tranco num mar de idéias interior sem previsão para emergir.

Boa noite.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

A sanidade mental parecia ser algum tipo de brincadeira. Brincadeira de mau gosto. Péssimo.
Era questão de meia dúzia de palavras, meio quilo de expressões burras para que sua mente se inquietasse. Nada passava batido, ela desconhecia o significado da palavra "ignorar" a fim de conquistar sua paz de espírito.
Começar por onde? Qualquer coisa, qualquer falta de foco era mais interessante do que estar focada, do que estar empenhada. Empenhava-se mesmo em não se empenhar.
Sentia-se tão acessória num mundo efêmero. Paradoxalmente sua maior preocupação não era nem consigo mesma... Era com o mundo. O mundo que era bom, cheio de pessoas que não o conseguem ser. Pessoas simples, essencialmente ignorantes e gradativamente ruins, corruptíveis, decepcionantes. Gênios transformados em Tolos... E Tolos consagrados como Gênios. Era bombardeada por isso, todo santo dia.
Pensar doía.
Falar sangrava.
Agir morria.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Falava, falava sem chorar. Se sentia certa. Sabia que estava.
Queria falar, falar e falar! Mais do que isso...Queria ser ouvida.
Já bastava o mundo lá fora tachando-a de maluca, não precisava disso dentro de casa. Mas tinha o infeliz conhecimento de que às vezes seria inevitável.
Poderia tudo aquilo que ela julgara tão errado sua vida toda estivesse tão certo a ponto dela sentir toda a sua vida tão errada? Com esse pensamento sentia um pouco de vida se esvaindo entre seus dedos, era muito imaterial para segurar.
"Eu só peço força para continuar e sabedoria para aceitar as coisas que não posso mudar".

Ela pedia.
A realização estava à caminho.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Andava me questionando acerca do que me motiva a escrever.
Me perguntando por que, de forma tão abrupta parei com isso.
Será que parei de sentir?
Sempre liguei uma cousa a outra...Então suponho que sim! Parei de escrever pois neste breve período de tempo parei de chorar, parei de sentir com o coração. Estive sentindo muito com a razão e hoje percebo o quanto raciocinar sem sentir é pisar em terreno infrutífero. Não encontrei o meio termo, não temperei com sal e açúcar o soro que atenderia as necessidades deste corpo que muito amou, Que sempre ama! Mas que hoje ama muito a si mesma para falar dos outros. Outro erro! Talvez mais um engano!
Eis que retorno, na tentativa de amar o mundo imperfeito que me é proposto. Na tentativa de costurar os erros rasgados, na tentativa de amar de todo o coração, com ação.
O meu progresso? Veremos dia após dias nestas linhas que serão esculpidas com dedos reais, falhos, porém ávidos pelo progresso.