quarta-feira, 22 de maio de 2013

A sanidade mental parecia ser algum tipo de brincadeira. Brincadeira de mau gosto. Péssimo.
Era questão de meia dúzia de palavras, meio quilo de expressões burras para que sua mente se inquietasse. Nada passava batido, ela desconhecia o significado da palavra "ignorar" a fim de conquistar sua paz de espírito.
Começar por onde? Qualquer coisa, qualquer falta de foco era mais interessante do que estar focada, do que estar empenhada. Empenhava-se mesmo em não se empenhar.
Sentia-se tão acessória num mundo efêmero. Paradoxalmente sua maior preocupação não era nem consigo mesma... Era com o mundo. O mundo que era bom, cheio de pessoas que não o conseguem ser. Pessoas simples, essencialmente ignorantes e gradativamente ruins, corruptíveis, decepcionantes. Gênios transformados em Tolos... E Tolos consagrados como Gênios. Era bombardeada por isso, todo santo dia.
Pensar doía.
Falar sangrava.
Agir morria.

1 comentários:

Stramundo disse...

realidade de todos nós