terça-feira, 25 de junho de 2013

Havia me esquecido da inquietude que é apaixonar-se.

Do quanto paixão é a parte boa-ruim do amor.
Do quanto a gente sofre por qualquer coisa, lamenta, chora, sente que um colapso está próximo.
Sendo intensa como sou, emocional como sou, sempre coloco o carro na frente dos bois sem nem pensar se é bom ou ruim. Coloco porque de alguma forma, preciso me proteger ou me expor de uma vez. É sempre tudo ou nada! Não me venha com panos mornos!
Eu não sou levada pelo coração, nem pela razão. Sou levada pelo instinto, pelo sentimento. Se me sinto ofendida eu chingo, grito, esperneio. Mas quando me silencio, depois de ter atirado a pedra me ponho a pensar. No meu íntimo faço de tudo para não me arrepender, mas parece que cada vez mais me coloco errada. Num mundo de Sapiens completamente sãos, me sinto um Chipanzé não muito desenvolvido. Às vezes até um cachorro, por querer urinar em tudo que é do meu interesse.
O fato é que mostrando o meu melhor e o meu pior para o mundo, talvez aquilo que tenho julgado "o melhor" é o pior também... E só eu que não havia percebido. Aí é dureza! Me tranco num mar de idéias interior sem previsão para emergir.

Boa noite.