segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Não me conformo quando vejo meus coleguinhas de classe "média alta" vendo pessoas em situações deploráveis, de risco, de miséria e dizerem barbaridades como: "É.. são as escolhas da vida".
Pessoas como estas escolheram trancar a faculdade pública por um ano para fazerem intercâmbio com o dinheiro do pai. Escolheram usar todos os tipos de drogas ilícitas e lícitas pra rolar aquela "fissura" nos rolês, nas viagens caras sustentadas não por seu próprio dinheiro. Escolheram votar num político que representa sua classe social e ajuda na perpetuação da situação de miséria daqueles que... "Escolheram" tal situação. Escolheram encher a boca e esbanjar uma mentalidade vomitada e enlatada que leram em alguma matéria de um blogueiro tendencioso e acharam verdade absoluta.
Até agora são produtos das escolhas de suas famílias bem sucedidas e dizem que a miséria de cada um é uma questão de escolha?
Dessas mesmas bocas, ouvi que a mulher poderia escolher abortar uma criança com Síndrome de Down, por ser imperfeita, por ser um problema! Por Zeus, acho que essa pessoa tem muito mais problema do que qualquer criatura com uma trissomia ou uma doença terminal em uma UTI.

O povo brasileiro quer uma reforma política, mas não se preocupa com uma reforma íntima, reforma moral!
Roubamos idéias, matamos almas, mostramos despreparo para lidar até conosco mesmo.... O próximo nem preciso mencionar, né?! Fazemos "escolhas".
Minha escolha é fechar os ouvidos, minimizar as "janelas" perante tal acordo de ignorância.


"Já não é mais impressão, agora eu sei.
Sabe de mim como se lesse meus pensamentos
Fala com os olhos, quando me olha, eu não aguento.
E fico assim, em suas mãos, feito um menino.
Às vezes acho que você é dona do meu destino".


E aí você percebe a poesia escondida nessas músicas de corno. ♥

domingo, 5 de outubro de 2014

E em pequenos momentos, sou eternidade.

sábado, 27 de setembro de 2014

Aos poucos me abri.
Te permiti.
Deixei que me conhecesse mais a fundo, no plano psicológico.
Tentei fazer o mesmo contigo, não sei se bem sucedida fui.
Em decorrência das nossas escolhas, nosso livre arbítrio, os desencontros seriam questão de tempo.
E foram.
Não me contentava, não me completava ser indiferença, ser mera opção.
Gosto do frio na barriga, mas gosto de mais.
Gosto da liberdade sem limitar meus sentimentos, meus dias, minhas palavras e sensações.
Fico sem hora pra ir embora, vou embora sem ter hora pra voltar... Tudo depende do nível no qual fui cativada por aquele momento, e pelos outros momentos em que eu desejar.
Pois foi neste clima que eu saí, e seguindo a brisa leve que faceira me carregava, decidi partir.
Quando tu se apercebeu, tentou reverter a brisa anonimamente, porque é do teu feitio omitir sua natureza. Mas ninguém manda nos meus ventos, na minha natureza que exalo ao caminhar.
Usou então da sua maldade. Da minha vulnerabilidade. Do conhecimento que te concedi quando lhe julguei merecedor.
Abusou da minha paciência. Do respeito e consideração que haviam sobrado.
Me esgotou.
Me cansou.
Foste baixo, humano fraco. Talvez uma criança mimada com seus quereres.
Tudo porque ainda não aprendeu que na natureza nada se pode controlar.
Nem criar.
Nem destruir.
Por isso continuo...

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Eu confesso que lamento. E canso-me.
Lamento muito  por não ser mais um caso normal e bem sucedido.
Canso-me de pensar em uma forma de lhe tranquilizar em relação à isso.
Lamento por não seguir o senso comum, criando assim sempre atritos e discussões evitáveis no âmbito doméstico.
Canso-me de formular formas mais simples e dóceis de falar, transmitir meus ideais.
Sinto muito por não conseguir manter uma conversa sem ser tomada por comoção incontrolável e render-me às lágrimas que você sempre detestou.
Canso-me de chorar.
Sinto por não ser forte como você e te frustrar cada vez que ajo diferente do que você espera... Mas a verdade é que há um pouco de individualidade neste monte de expectativas de outros que me tornei.
Disso não me canso.
Lamento por não ter um emprego "convencional", e mais uma vez te desapontarei... Pois nunca o terei.
Cansarei de me explicar.
Lamento por me calar quando questionada sobre algo, por não ter forças para condensar em palavras o turbilhão que se faz em minha mente.
Cansada estou novamente.
Me perdoe por ser tão pouco do que você sonhou, e tão mais daquilo que quero para mim como indivíduo. Embora demonstre pouco com ações afetuosas (e a recíproca em muitos momentos é verdadeira), eu lhe tenho muito amor... E espero nunca ser tida como ingrata.
Que a sucessão de acontecimentos em nossas vidas seja capaz de trazer alento aos nossos corações tão semelhantes e ao mesmo tempo tão avessos. Que um dia tenhamos finalmente Paz.
Não ficarei mais cansada, enfim.

Paz e Bem,
Maristella.

sábado, 30 de agosto de 2014

Não bastava ser perfeito.
Não bastava olhar e enxergar o futuro.
Não bastava sentir orgulho de mim, falar meu nome pro mundo.
Não bastava me amar.
Não bastava ser sensível, amável.
Não bastava ser querido por todos, inclusive por mim.
Não bastava querer me agradar de todas as formas.
Não bastava fazer carinho até que eu dormisse.
Não bastava ouvir as músicas que eu tanto gostava, só pra "ficar mais perto".
Não bastava dizer "sim", querendo dizer "não"... Mas sabendo que o sim me faria mais feliz.
Não bastava ser o "homem da minha vida".
Eu não sabia o porquê,
Mas nada bastava.

E dei um basta.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

"Você em doses homeopáticas, pra nunca ser em excesso. Pra nunca perder o efeito de tudo isso em mim. Gosto da gente com recesso. Quero beber você no gargalo, quietinha, e guardar na geladeira, pra que todo mundo que te bote no copo, te beba com vestígios de mim. "

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Pessoas Problemas

Certas pessoas tem uma mania de colocar o outro para baixo pra se sentirem melhores, mais fortes.

São pessoas tristes, inseguras e com um tremendo buraco dentro de si. Tentam preencher esse buraco ao abrirem buracos em outros... Outros que aparentem ser fortes, seguros, felizes.
Justificam seus atos com coitadices, com falta de referências em suas vidas, perdas de entes queridos, amadurecimento precoce (será que realmente amadureceram?). Estão habituados a serem o centro das atenções, e quando não o são... Ferem ingenuamente, falam "verdades" e supostamente não se dão conta das caras e bocas, das "ceninhas" que promovem.
O que decorre disso são afastamentos de pessoas próximas (ou que poderiam se aproximar mais) e um circulo de amizades limitadíssimo e algumas vezes ilusório.

Normalmente esse tipo de gente não afeta pessoas fortes, seguras, felizes... Mas o que fazer quando se convive com alguém assim e ela te atinge justamente no seu momento de fraqueza?
Afastar e reduzir ainda mais seu círculo limitado de amizades ou dar-lhe o controle da situação mostrando o quanto suas atitudes imaturas tem o poder de devastar mesmo que temporáriamente a vida de alguém?

Muitas vezes escrevemos porque não podemos falar. E se escrevemos, é porque de alguma forma isso precisa sair sem igualmente devastar.

sábado, 19 de julho de 2014



A vida é uma grande história de Amor e Autoconhecimento.
Bom é chegar ao Autoconhecimento com Amor,
Melhor ainda é se Autoconhecer e finalmente descobrir que há Amor.




Maristella Cruz.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Ah se você soubesse, tivesse noção da dimensão dos meus sentimentos.
Sentimentos não convencionais. Anormais.
Ainda não-transcedentais. Senão meu hoje seria diferente.
Se eu tivesse, se tivéssemos transcendido...Não teríamos nos despedido. Viveríamos pela eternidade, aquela em que acreditamos porém não sabemos ainda como sobreviver à ação do tempo, da carne, do efêmero.
Estive tão certa e errada ao mesmo tempo. Não pelas decisões que tomei, mas pelas concepções que tenho tido acerca do mundo, de mim e do meu peito. Ainda não consigo diferenciar o que é personalidade e o que é o meu eu em essência. Às vezes acho até que a personificação pegou todo o espaço da "essenciação"...E tenho desperdiçado tempo.
Mas se é aprendizado, talvez não seja desperdício.
E mais uma vez a resposta é o tempo. Em detrimento da paciência. Em detrimento da perfeição.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Pensei que o alívio seria imediato. Que o nó na garganta se transformaria em laço, fácil de se desfazer para engolir.
Tem dias em que acordo com laço, desfaço-o ao longo do meu dia... Quando a noite chega, ele vira nó e não me deixa dormir. Me afoga num choro, num laço que desfiz porque achei ser apertado como nó.
Levo meus dias em meio a erros e acertos, acreditando que os tropeços me farão crescer. Tendo cada vez mais certeza das incertezas dos caminhos da vida, temendo cada vez mais as consequências do livre arbítrio e lamentando por não existir uma cartilha palpável que me mostre a "Irrelatividade" do certo e errado.
Discernir entre eles nunca me pareceu tão difícil quanto hoje. Aceitar de peito aberto as consequências sem medo também não.
Eu vou deixar o tempo dos homens agir na minha alma, pra calma.
Eu vou deixar o tempo das almas agir no meu amor, pra dor.

Se virou nó e deixou de ser um laço...tudo bem!
Mas e se fosse só mais um laço mais apertado, o que foi que eu fiz?!

Que o "tempo ao tempo" nos ajude, e Deus também. Amém.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Na barriga, frio.
No peito, brasa ou carvão a estalar. Sem definição precoce.

domingo, 22 de junho de 2014

Eu queria não errar.
Não pensar tanto em mim como humana, como carne, como umbigo.
Queria ser mais sentimento, menos sensação.
Mais coração, menos impulsão.
Tropeçar pra dar aquela raladinha, não ter de semestralmente dar alguns pontos no corte fresco.

Muito será cobrado daquele que possui o conhecimento, então pior do que errar e um dia aprender a fazer o certo...É errar já sabendo o jeito certo de se fazer.

Mas existe jeito certo pra essa coisa mesmo?

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Percebo que certas coisas estão sendo ignoradas quando digito "direitos humanos" no google e os links principais são ligados às causas LGBT e Raciais.
E as estatísticas? E a criminalidade corroendo nossa sociedade, nossas famílias? Transformando amigos, parentes, seres humanos em animais... Vítimas em vilões!
É muito fácil fazer uma "limpeza" no ano de copa! Jogar a sujeira embaixo do tapete, fazer "acordinhos", prosseguir com o racismo velado, a homofobia dentro de uma "parada gay".

terça-feira, 15 de abril de 2014

Aqui é assim.
Ninguém sai ileso.
Ou eu morro, ou eu mato.
Isso quando não mato e morro junto. Duplo suicídio, dupla desilusão do amor romântico que se esfacela como um traje velho.
Novo tecido, nova costura. Mais uma morte a ser planejada.

sábado, 12 de abril de 2014



"Me embala,
me dança, 

me ama,
me engana também,
diz que vai embora, para que eu possa sentir aquela dorzinha gostosa do: e agora?
Mas, me ama e me engole!"

sexta-feira, 11 de abril de 2014

(Re) Flexões !

As dúvidas e incertezas que assolavam aquela cabeça eram tantas, que a sensação paradoxal da certeza a dominava.
Ela acreditava ser possível viver daquele jeito, pertencendo a ninguém além dela mesma.
Parou, pensou, refletiu.
-Afinal, será que nos pertencemos? Será que a sensação do respirar, de fazer a máquina humana funcionar nos faria pertencer a nós mesmos?
Podemos ser donos daquilo que não conseguimos tocar, que voa só de pensar, que nunca está num só lugar?
Eu não consigo segurar o que pulsa, o que vibra em ressonância dentro de mim. É imaterial e imensurável... Esvai por entre os dedos que também não mais sinto. Não sou mais alguém, sou algo. Não objeto! Ser! Mutante, construído por desconstrução, por encarnação.