terça-feira, 15 de abril de 2014

Aqui é assim.
Ninguém sai ileso.
Ou eu morro, ou eu mato.
Isso quando não mato e morro junto. Duplo suicídio, dupla desilusão do amor romântico que se esfacela como um traje velho.
Novo tecido, nova costura. Mais uma morte a ser planejada.

sábado, 12 de abril de 2014



"Me embala,
me dança, 

me ama,
me engana também,
diz que vai embora, para que eu possa sentir aquela dorzinha gostosa do: e agora?
Mas, me ama e me engole!"

sexta-feira, 11 de abril de 2014

(Re) Flexões !

As dúvidas e incertezas que assolavam aquela cabeça eram tantas, que a sensação paradoxal da certeza a dominava.
Ela acreditava ser possível viver daquele jeito, pertencendo a ninguém além dela mesma.
Parou, pensou, refletiu.
-Afinal, será que nos pertencemos? Será que a sensação do respirar, de fazer a máquina humana funcionar nos faria pertencer a nós mesmos?
Podemos ser donos daquilo que não conseguimos tocar, que voa só de pensar, que nunca está num só lugar?
Eu não consigo segurar o que pulsa, o que vibra em ressonância dentro de mim. É imaterial e imensurável... Esvai por entre os dedos que também não mais sinto. Não sou mais alguém, sou algo. Não objeto! Ser! Mutante, construído por desconstrução, por encarnação.