domingo, 8 de novembro de 2015

Eu tenho vontade de desistir.
Primeiro porque eu sou intensa. Segundo porque essa intensidade precisa fluir. Fluir pra todos os cantos, irrigar a árvore toda para que ela cresça por igual.
Seus cuidados, seu jeito de sentir e fluir opostos ao meu faz com que o medo apareça em detrimento da intensidade. E assim fica uma intensidade comedida, uma meia-intensidade, uma “quase eu”.
 Por quê? Ah, porque quando a gente é intensa, a gente se alimenta de extremos. Seja pelo sim, seja pelo não...Mas nunca pelo silêncio ou pelas reticências.
 O talvez é a cólica. O talvez é a pedra que pode se tornar tanto uma barragem, quanto ser removida no caminho do meu rio. E esse rio não pode ser contido, tanto quanto você não quer ser dominado. Ele até pode. Mas aí vira um depósito sem movimento, dependente do seu controle de permitir que escoe mais ou menos água.
Aqui temos uma diferença: Eu quero, mas não posso. Você pode, mas não quer. No fim, pelos mesmos motivos. Nossa natureza não nos permite que sejamos diferentes daquilo que já somos, construímos, nos identificamos.

É por isso que tenho vontade de desistir.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Eu olho pra tela do computador, penso em meia dúzia de palavras e apago. Fecho os olhos, me sinto estúpida. Escrevo, apago. Que bom que sem borracha, senão tudo isso estaria uma bagunça – Penso.
Meu coração tá tão apertado. Parece que eu dei um nó aqui e nada o desfaz.
Eu não consigo ignorar, dar menos importância, dormir pra passar. Você está lá, algo precisa ser feito! Alguma palavra precisa ser dita! A gente precisa se entender. Neste momento é tudo o que eu mais quero, pra que essa sensação aterradora de “game over” vá embora.
Ainda estamos. Mas este nó insiste em me dizer que algo está errado. Ele me cutuca, me machuca, me sangra por dentro pra ninguém ver (nem eu).
Quero lutar, quero errar menos, quero ser leve. Mas a cada discussão me sinto lutando pouco, errando demais e pesando demais.
Gosto tanto, sinto tanto, mas parece que não sou eu que deveria estar aí, e acho que é por isso que dói.
Sinto, sinto muito.

Será que você sente também?

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

"Eu quero a sorte de um amor tranquilo"
Não penso que um amor tranquilo é questão de sorte. É questão de estar preparado para viver um amor tranquilo. É estar disposto a aquietar o coração entre as suas batidas descompassadas e paradoxalmente ritmadas.
É querer tranquilizar-se, amar-se tranquilamente primeiro. Quando estamos em sintonia boa, atraímos os iguais... Quem sabe aí, iguais, teremos a consequência, não a sorte, de viver um amor tranquilo compartilhado.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Sinto, logo existo

Tanto tempo tinha se passado,
E eu nem tinha percebido.
Na verdade, não tinha sentido. Em todos os sentidos.
Os dias passavam rápido demais
E nada me fazia parar.
Nada me fazia sentir.
Nem aquela velha dor que precede o amor.
Acreditei que tivesse perdido a habilidade.
Na verdade, capacidade.
Capacidade de sentir uma felicidade boba,
Aquela capacidade de ficar sorrindo à toa
Normalmente por um motivo que tem nome, sobrenome e pode andar.
Dá vontade de gritar a plenos pulmões que eu existo.
E que sinto, sinto muito.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

O problema era a intensidade.
Para mim estava perfeitamente audível.
Para os outros: Ensurdecedor, coisa demais.

E vice-versa.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Às vezes eu acho que tenho algum tipo de compulsão por problemas.
Parece que gosto de me afastar de energias delicadas e resolução de problemas... Me cerco de complexidade e caos. Parece que só me envolvo com aquilo que é certo que é errado, porque o mais certo é não dar certo!
Parece que eu levei essa história de explorar a complexidade longe demais...