domingo, 8 de novembro de 2015

Eu tenho vontade de desistir.
Primeiro porque eu sou intensa. Segundo porque essa intensidade precisa fluir. Fluir pra todos os cantos, irrigar a árvore toda para que ela cresça por igual.
Seus cuidados, seu jeito de sentir e fluir opostos ao meu faz com que o medo apareça em detrimento da intensidade. E assim fica uma intensidade comedida, uma meia-intensidade, uma “quase eu”.
 Por quê? Ah, porque quando a gente é intensa, a gente se alimenta de extremos. Seja pelo sim, seja pelo não...Mas nunca pelo silêncio ou pelas reticências.
 O talvez é a cólica. O talvez é a pedra que pode se tornar tanto uma barragem, quanto ser removida no caminho do meu rio. E esse rio não pode ser contido, tanto quanto você não quer ser dominado. Ele até pode. Mas aí vira um depósito sem movimento, dependente do seu controle de permitir que escoe mais ou menos água.
Aqui temos uma diferença: Eu quero, mas não posso. Você pode, mas não quer. No fim, pelos mesmos motivos. Nossa natureza não nos permite que sejamos diferentes daquilo que já somos, construímos, nos identificamos.

É por isso que tenho vontade de desistir.

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