domingo, 25 de dezembro de 2016

Hoje é manhã de Natal, 09:25h. Noite de sono pesado e sem interrupção, acho que encontrei alguém, mas não me recordo de absolutamente nada, só a impressão da presença me dá essa pista... Minha respiração faz o notebook em meu colo balançar e me sinto febril, mas não há febre.  Era comum eu acordar nessas manhãs com o cheiro de café do meu pai, sua cara de ressaca e um meio-abraço atrapalhado pela circunferência da sua barriga. Hoje quem faz o café sou eu.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Incertezas provocam minha ansiedade.
Certezas me desestimulam.

Afinal de contas, o que é preciso?
O que eu preciso?
(Não o que quero. Visto que o querer são as certezas. As certezas a longo prazo são as vontades se esvaindo por entre meus dedos. As incertezas são o frio na barriga, as borboletas rodopiando e atormentando. Provocando a fobia, o desespero, o interesse)

2016 teve de tudo. Inclusive eu terminando mais uma vez com aquele negócio no estômago, perto demais de um dos lados do peito.
Não é gastrite.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016


Deitada no escuro em minha cama sinto a brisa gelada invadir as frestas da janela e tocar meus pés.
É uma massagem. Ela tem o mesmo frescor do meu hálito de dentes recém escovados.
Me disperso da sensação e corro os olhos pelo quarto. Telas de notebook, celulares acesos em sombras de rostos que sorriem... Tão diferentes e tão parecidos em nossas efemeridades.
Peço em pensamento para que seus sonos sejam bem guardados.
Mais um dia...