quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Sobre meus dias e sobre sua ausência:
Alguns dias doem menos,
Outros doem mais.
Nos dias em que mais dói as amídalas dilatam,
Nos dias em que menos, eu tenho a sorte de não ter sonhos invadidos por você.
Invadidos, sim.
Porque quem sempre vem atrás é você. E aparece onde eu estiver, algumas vezes com aviso...Outras sem.
E diferente da realidade que eu programo, não há dor. Não existem aquelas situações onde me preparo pra te ver e chorar, constatar o quanto fui "superada", o quanto eu preciso me manter forte feito uma rocha daquelas que eu estudo.
Há só o alívio. Os sorrisos. A sensação de lar.

É uma droga.
E como toda droga, são minutos de felicidade pra horas de tormento.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Mais um dia, mais uma manhã.
Gratidão por ter acordado.
Frustração por, mais uma vez, ter sonhado com você.


segunda-feira, 31 de julho de 2017



Eu acordo, e depois da abstração que fiz de Deus, depois de sentir o peso do mundo e das responsabilidades que me chamam... meu pensamento ainda se volta para você. Nas coisas boas que te desejo, nas coisas boas que não ouvi, no meu desejo verdadeiro de seguir em frente com plenitude encerrando este ciclo.
Neste momento me dou conta de que não faria nada diferente. Eu definitivamente não mudaria nada das coisas que fiz, que falei, que senti e sonhei. Porque isso não é sobre mim, não é sobre eu não ter dado o meu melhor ou não ter sido o suficiente.
Sobre nós e sobre relacionamentos, tudo o que eu mudaria diz respeito a você. Aquilo que não aconteceu, aquilo que não ouvi, aquilo que não o vi sentir, a disposição que você não teve. O passeio que não fizemos, o show da minha banda que você não foi, o jantar que não tivemos, a cerveja que não tomamos.
De todas as coisas, me dói o que não aconteceu. Me dói o quase. Me dói o silêncio que ficou e independe de mim e da minha verborragia que compensa teu silêncio. Verborragia que me faz falar e escrever pelos cotovelos, sem medo de exposição, retaliação. Anseio apenas a cura. Anseio não te colocar na trindade dos meus pensamentos matinais a fim de garantir minha sanidade mental, a fim de descobrir mais sobre mim mesma e parar de supor coisas sobre os outros.

Esse texto é sobre conformismo. Sobre autoconhecimento e sobre Amor.
Esse texto é mais uma das tentativas de provocar vômito. De limpar meu organismo daquilo que me intoxica ao tirar meu sono, dilatar minhas amígdalas, enjoar o estômago e marejar os olhos em qualquer momento do dia sem aviso prévio.
Esse texto é sobre meus sintomas, e sobre você.
É sobre o quanto eu quero que isso acabe.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Sobre angústia, sobre meus dias, sobre meu peito:
No fim das contas é tudo sobre mim e como me sinto.

Como me sinto em relação à alguém que não sabe como se sente:
Impotente, Inconformada, Inconstante.

Não há resignação na minha espera,
Não há calma na minha alma.
Não há troca nas nossas conversas.
Não há objetivo, não há ideal, não tem para onde ir.
Não existe lugar para ficar.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Me conforta saber que tento.
Me conforta saber que tentei.
Me conforta saber que não mais tentarei em vão.
Porque os acertos não dependem só de mim. No que dependeram, foram apenas acertos.
No conjunto da obra, houveram sim acertos.
Mas também erros.
Desencontros.
Faltas de tentativa.
Uma balança descompensada. Daquelas modernas, mal calibradas... Não servem pra pesar objetos com alta precisão.
Sentimentos, então.