segunda-feira, 29 de maio de 2017

Sobre angústia, sobre meus dias, sobre meu peito:
No fim das contas é tudo sobre mim e como me sinto.

Como me sinto em relação à alguém que não sabe como se sente:
Impotente, Inconformada, Inconstante.

Não há resignação na minha espera,
Não há calma na minha alma.
Não há troca nas nossas conversas.
Não há objetivo, não há ideal, não tem para onde ir.
Não existe lugar para ficar.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Me conforta saber que tento.
Me conforta saber que tentei.
Me conforta saber que não mais tentarei em vão.
Porque os acertos não dependem só de mim. No que dependeram, foram apenas acertos.
No conjunto da obra, houveram sim acertos.
Mas também erros.
Desencontros.
Faltas de tentativa.
Uma balança descompensada. Daquelas modernas, mal calibradas... Não servem pra pesar objetos com alta precisão.
Sentimentos, então.

domingo, 25 de dezembro de 2016

Hoje é manhã de Natal, 09:25h. Noite de sono pesado e sem interrupção, acho que encontrei alguém, mas não me recordo de absolutamente nada, só a impressão da presença me dá essa pista... Minha respiração faz o notebook em meu colo balançar e me sinto febril, mas não há febre.  Era comum eu acordar nessas manhãs com o cheiro de café do meu pai, sua cara de ressaca e um meio-abraço atrapalhado pela circunferência da sua barriga. Hoje quem faz o café sou eu.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Incertezas provocam minha ansiedade.
Certezas me desestimulam.

Afinal de contas, o que é preciso?
O que eu preciso?
(Não o que quero. Visto que o querer são as certezas. As certezas a longo prazo são as vontades se esvaindo por entre meus dedos. As incertezas são o frio na barriga, as borboletas rodopiando e atormentando. Provocando a fobia, o desespero, o interesse)

2016 teve de tudo. Inclusive eu terminando mais uma vez com aquele negócio no estômago, perto demais de um dos lados do peito.
Não é gastrite.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016


Deitada no escuro em minha cama sinto a brisa gelada invadir as frestas da janela e tocar meus pés.
É uma massagem. Ela tem o mesmo frescor do meu hálito de dentes recém escovados.
Me disperso da sensação e corro os olhos pelo quarto. Telas de notebook, celulares acesos em sombras de rostos que sorriem... Tão diferentes e tão parecidos em nossas efemeridades.
Peço em pensamento para que seus sonos sejam bem guardados.
Mais um dia...

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

High frequency

O problema era a intensidade.
Para mim estava perfeitamente audível.
Para os outros: Ensurdecedor, coisa demais.

E vice-versa.

Parece que minha banda do audível (ou seria “sentível”?) opera noutra frequência.

Sobre intensidade,

e sobre ansiedade:

Eu poderia (deveria?) reduzir minha intensidade para corresponder à superficialidade dos outros.
Eu poderia também matar,
e morrer.

No fim, o efeito me seria o mesmo.

domingo, 8 de novembro de 2015

Eu tenho vontade de desistir.
Primeiro porque eu sou intensa. Segundo porque essa intensidade precisa fluir. Fluir pra todos os cantos, irrigar a árvore toda para que ela cresça por igual.
Seus cuidados, seu jeito de sentir e fluir opostos ao meu faz com que o medo apareça em detrimento da intensidade. E assim fica uma intensidade comedida, uma meia-intensidade, uma “quase eu”.
 Por quê? Ah, porque quando a gente é intensa, a gente se alimenta de extremos. Seja pelo sim, seja pelo não...Mas nunca pelo silêncio ou pelas reticências.
 O talvez é a cólica. O talvez é a pedra que pode se tornar tanto uma barragem, quanto ser removida no caminho do meu rio. E esse rio não pode ser contido, tanto quanto você não quer ser dominado. Ele até pode. Mas aí vira um depósito sem movimento, dependente do seu controle de permitir que escoe mais ou menos água.
Aqui temos uma diferença: Eu quero, mas não posso. Você pode, mas não quer. No fim, pelos mesmos motivos. Nossa natureza não nos permite que sejamos diferentes daquilo que já somos, construímos, nos identificamos.

É por isso que tenho vontade de desistir.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Eu olho pra tela do computador, penso em meia dúzia de palavras e apago. Fecho os olhos, me sinto estúpida. Escrevo, apago. Que bom que sem borracha, senão tudo isso estaria uma bagunça – Penso.
Meu coração tá tão apertado. Parece que eu dei um nó aqui e nada o desfaz.
Eu não consigo ignorar, dar menos importância, dormir pra passar. Você está lá, algo precisa ser feito! Alguma palavra precisa ser dita! A gente precisa se entender. Neste momento é tudo o que eu mais quero, pra que essa sensação aterradora de “game over” vá embora.
Ainda estamos. Mas este nó insiste em me dizer que algo está errado. Ele me cutuca, me machuca, me sangra por dentro pra ninguém ver (nem eu).
Quero lutar, quero errar menos, quero ser leve. Mas a cada discussão me sinto lutando pouco, errando demais e pesando demais.
Gosto tanto, sinto tanto, mas parece que não sou eu que deveria estar aí, e acho que é por isso que dói.
Sinto, sinto muito.

Será que você sente também?

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

"Eu quero a sorte de um amor tranquilo"
Não penso que um amor tranquilo é questão de sorte. É questão de estar preparado para viver um amor tranquilo. É estar disposto a aquietar o coração entre as suas batidas descompassadas e paradoxalmente ritmadas.
É querer tranquilizar-se, amar-se tranquilamente primeiro. Quando estamos em sintonia boa, atraímos os iguais... Quem sabe aí, iguais, teremos a consequência, não a sorte, de viver um amor tranquilo compartilhado.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Sinto, logo existo

Tanto tempo tinha se passado,
E eu nem tinha percebido.
Na verdade, não tinha sentido. Em todos os sentidos.
Os dias passavam rápido demais
E nada me fazia parar.
Nada me fazia sentir.
Nem aquela velha dor que precede o amor.
Acreditei que tivesse perdido a habilidade.
Na verdade, capacidade.
Capacidade de sentir uma felicidade boba,
Aquela capacidade de ficar sorrindo à toa
Normalmente por um motivo que tem nome, sobrenome e pode andar.
Dá vontade de gritar a plenos pulmões que eu existo.
E que sinto, sinto muito.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

O problema era a intensidade.
Para mim estava perfeitamente audível.
Para os outros: Ensurdecedor, coisa demais.

E vice-versa.